quinta-feira, abril 12, 2007

despidos

Despiram as roupas e despiram as almas. trocaram de corpos e ficaram sem voz. afónicos na presença da luz da fusão dos dois. Despiram a roupa e tornaram-se onda a baloiçar em abismos de areia. Perderam o tempo e não o quiseram encontrar. Não gastaram o tempo inútil em esperas que gastam as pedras da calçada. Arrancaram as roupas e amaram-se num sopro vago de inconsciência. Foram vítimas do aquecimento global dos seus corpos despidos, derretendo glaciares. Gotas de suor-chuva molhavam o doce templo. Purificados. E a alma em convulsões de loucura num amor sem camisas de força.

5 comentários:

Hizys disse...

este post parece um relâmpago! emoções sem palavras..

Ninfa disse...

granda post mesmo =) bonito e forte

Ninfa disse...

p.s lol as pessoas que andam a comentar com o meu log in n é preciso:P basta porem a sua conta do google e password onde diz username e password e pronto ja ta:Psenao parece k sou egocentrica

delusions disse...

"Despiram as roupas e despiram as almas. trocaram de corpos e ficaram sem voz. afónicos na presença da luz da fusão dos dois."

eu também fiquei sem voz...Ou escrita neste caso... Amei...

...

Bjs* e bom fim-de-semana

Sofia disse...

Oi..
Bem bonito o teu texto. As emoções a correr por entre linhas de texto e palavras / letras soltas...

Parabéns.. bom fim de semana
Sofia