quarta-feira, abril 20, 2011

"o meu amor abraça-me onde a solidão termina..."



obrigado à AR por me lembrar desta música incrível.

"o meu amor tem 30 mil cavalos a galopar no peito e um sorriso só dela..."

terça-feira, abril 05, 2011

o meu amor

o meu amor é esperar até à meia-noite quando chegas das aulas para te falar ensonada, para te mandar beijinhos pelo telefone e ouvir-te até adormecer, é acordar pela madrugada se adormeci sem teres chegado, é acordar à espera de uma mensagem tua, é viver toda a semana à espera de sexta-feira. o meu amor é esperar, o meu amor é o relógio, o meu amor é o calendário, é contar os dias e abraçar o fim-de-semana para que não se vá embora. é prender-te em minha casa ao domingo só mais um bocadinho, até que ficas rabugento e dizes que tens de dormir, é beijar-te mais uma vez ainda à porta e segurar-te na mão pela janela do carro, é esperar até ver o carro desaparecer naquela esquina que te engole e te leva para longe de mim (esquina malvada). o meu amor é só mais um minuto, só mais uma hora, só mais um pouco. o meu amor é saudade. todos, todos os dias, sempre saudade sempre amor.

domingo, abril 03, 2011

Stand up!

"Stand up
You've got to manage
I won't sympathize
Anymore.


And if you complain once more
You'll meet an army of me
And if you complain once more
You'll meet an army of me


You're alright
There's nothing wrong
Self-sufficience please!
And get to work.


And if you complain once more
You'll meet an army of me
And if you complain once more
You'll meet an army of me
Army of me


You're on your own now
We won't save you
Your rescue-squad
Is to exhausted


And if you complain once more
You'll meet an army of me
And if you complain once more
You'll meet an army of me
And if you complain once more
You'll meet an army of me
And if you complain once more
You'll meet an army of me
Army of me"

Army of me, Bjork

On repeat. Till my soul memorizes it...

cobarde

cobarde. deitado na mesinha-de-cabeceira ele espera por ti, empoeirado, esquecido, as palavras interrompidas e a verdade calada. cobarde! interrompeste a tua vida como um livro difícil de ler, baixas as armas, enrolas-te na cama, silencias os sonhos e passas pelos dias de bicos de pés. cobarde! grita, faz barulho, bate com a porta, sai para não voltar. tens medo da ressaca dessa anestesia, de adiar o amanhã de mudar e fazer mais, tens medo de voltar à primeira página e ter de escrever tudo de novo. aproveita agora que o texto está a lápis, a caneta custa mais a escrever por cima.