domingo, outubro 23, 2011

Meia-Noite em Paris

E de repente, enquanto descia as escadas daquele prédio suburbano, tão igual a todos os outros daquela rua e daquela cidade, teve saudades de um tempo em que não viveu. Do tempo de la bohème e romance à beira-Sena, de Hemingway e Fitzgerald e um copo de vinho, de Paris iluminada pelos maiores génios da pintura e da poesia, de um tempo de brilho nos olhos e passeios à chuva. Teve saudades de uma cidade que nunca viveu, Paris e a sua cor de vida e emoções. Desejou que a auto-estrada se transformasse nos imensos campos elisíos, mas acabou do outro lado da periferia, no cinzento dos tempos de agora. E tudo se perdeu em duas horas de ilusões, nas palavras de Woody Allen.