quarta-feira, dezembro 28, 2005

Mundo embriagado


E a poesia foi encarcerada,
No dia em que o sol já não raiou
E a poesia ficou sozinha,
Numa jaula...
Anestesiada e abandonada.
E as palavras perderam os eu sentido,
Porque a poesia não são palavras,
São os sentidos obscuros
Na boca das palavras,
E a poesia tornou-se ditadura,
As vozes em uníssono
Entoaram a mesma canção,
Os mesmos versos descoloridos
Que alguém colocou numa fotocopiadora,
E a poesia surgiu em série
Igual e sem sabor,
E os Homens perderam o paladar,
Refugiaram-se na bebida,
Para apaziguar a falta da poesia.
Ela que é revolta,
Ela que é política e anti política,
Ela que é flor,
Não pedra,
È semente
E não jazigo.
E um mundo bêbado
Sem reflexos,
Deixou-se ficar
E não fez nada,
Dançaram
Por cima dos cadáveres,
E fizeram dos escombros
A sua casa.
Empatia pela apatia,
Os sinos tocaram
Mas toda a gente dormia,
Uma ressaca infindável
Num país em que o sol morreu,
Num universo bêbado
Em que a poesia pereceu
Às mãos dos lobos e lobisomens

sábado, dezembro 24, 2005

Cheiros


O Homem encontra-se com a arte como um refugiado com um abrigo. Em ambos os casos a procura sôfrega de qualquer coisa que nos falta. A vida é ela uma procura esgazeada e perene do que nos faz falta. E o que é que nos faz falta? Eu gostava de mais um metro de tempo, por favor. Antes que o meu sorriso não passe de mais um sorriso a soar a falso na moldura. Antes que para além da moldura já não se ouçam as gargalhadas. Porque realmente o som das nossas gargalhadas demonstra que estamos aqui. Acho que nos torna tão “nós”. Reconheço-te ao longe pelo som das tuas gargalhadas. Se as gargalhadas tivessem odor, que odor teriam as minhas? Talvez um cheiro a geleia de morango e torradas acabadas de fazer. Talvez ainda um odor da manhã, a frescura de flores ou a um perfume qualquer de uma marca que ninguém conhece.
Ris-te muito, como se te fizessem cócegas, rimos os dois enquanto exploramos os corpos a cheirar a desejo carnal, rimos do amor, gozamos com o amor como se ele não existisse. Fazemos troça do que nos apetece. Apontamos pistolas de brincar aos nossos medos e aos amanhãs que nos metem medo. O medo cheira a podre, fruta demasiado madura. Quando deixamos o medo invadir a fruta fica madura, porque não tivemos coragem de a comer. Come a tua fruta. Dá o teu grito. Pega na tua mala mas regressa quando deres a volta ao quintal das laranjeiras que plantámos. Viajamos no quintal a dar voltas sem mexer os pés. Pegas-me ao colo e levantas-me a saia, pousas as mãos pelo corpo. As tuas mãos bailarinas e a tua boca prosa na minha boca poesia.
Eu não quero falar de amor, quero fazer troça dele. Cuspir-lhe na cara com nojo. Meu amor, vamos plantar laranjeiras e as tuas mãos aos tropeções no meu corpo. Sim, assim está bem. Vamos dançar, anda. Larga as malas. Entra no labirinto do meu corpo, vamos dançar. Até o sol rodopiar e não saber a que horas nascer ou a que horas se pôr. Anda vamos confundir o sol meu amor. O sol cheira a incêndio, fogo, labareda. Se fosse um perfume o sol seria um perfume adocicado, intenso, forte, puro. Se o sol fosse uma bebida era absinto a queimar na garganta.
A paixão cheira aos nosso perfumes misturados. Cheira a cera das velas que acendeste para iluminar o tempo do amor, cheira a incenso, cheira às minhas flores favoritas. Perguntas-me que aromas se desprendem da vida A vida tem o aroma dos cozinhados da minha mãe. Oregãos, tomilho, canela. Açafrão, baunilha, menta. Vou mudando os igredientes e aprendendo alguns truques.
Olho de relance para a porta e tu ainda estás lá. Com a camisola que te fica tão bem. Os teus olhos riem do prazer de me olhar e me despir num olhar. E sim, essa camisola fica-te mesmo bem.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Aurora

“Esta canção do Homem e da sua Mulher é de todos os lugares e de lugar nenhum; podes ouvi-la em qualquer lado, a qualquer altura. Pois onde quer que o sol nasça e se ponha, na agitação da cidade ou sob o céu aberto do campo, a vida é sempre igual: umas vezes amarga, outras vezes doce.”

"Aurora: a canção de dois humanos", de F. W. Murnau, 1927 ("Sunshine: a song of two humans")


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Uma obra clássica de Murnau, que marca o ponto de viragem para o cinema tal como o conhecemos hoje. O desenvolvimento da fotogenia, da expressividade, num filme mudo e a preto e branco. A superação de duas artes, a fotografia e a pintura, num brilho sem cor. E a história da vitória de romance idílico face à superficialidade da carne, de um adultério. Uma mulher que perdoa o homem que a quis matar para ficar com a amante, impensável nos dias de hoje. Surreal, fantasioso, "Aurora" tanto pode ser considerado um filme de representação exagerada e intriga irreal como o embalo numa surrealidade com um doce sabor a sonho. Considerado o filme mais belo de todos os tempos.

Eugénio de Andrade


A boca,

onde o fogo
de um verão
muito antigo
cintila,

a boca espera

(que pode uma boca
esperar
senão outra boca?)

espera o ardor
do vento
para ser ave,

e cantar.

Poema de Eugénio de Andrade

Filme

Às vezes tento recordar aquele tempo, sabes? Mas tudo me parece condensado num dia, como num filme, daqueles que vivemos intensamente mas passado uma semana não nos lembramos. Foste o filme que se vê pelos actores, e entraste na minha vida tão depressa como dela saíste, deixando um buraco negro no tempo em que a partilhei contigo. E hoje, tudo o que eras tu, fotografias e objectos, que me faziam perder-me na máquina do tempo dos nossos momentos, parecem-se ter desvanecido na memória de outra pessoa. Escondi uma coisa que me deste uma vez, para a minha mãe não ver...e hoje não a encontro. E aposto que não ia chorar se a encontrasse sem estar à espera. Porque eu já não choro em todos os filmes. Sou mais exigente agora, porque o cinema está mais caro. Vejo todas as sinopses, resumos e críticas de entendidos, e todos os actores que nele entram. Até ando a tentar realizar os meus, nos quais contracenarei também, com papel de destaque e bastantes deixas, num estilo nada comercial e com um toque de comédia. E não é para tu poderes escolher ver ou não ver. É só para mim, e para o elenco.

Das unheimlich?

Madrugada, e algo me leva a martelar este teclado. É o irritante das unheimlich, como diz o professor de cultura contemporânea nas suas adoradas citações alemãs de Freud. Sim, das unheimlich, a inquietante ansiedade, o pesadelo de ver nascer no presente pequenos momentos do passado, perdidos em bocadinhos de nós e reencontrados num olhar reflectido no espelho. Mas não. Não vou soltar letras demais hoje. Ficará assim, indefinido, e metaforizado outra vez. E o das unheimlich preso no espelho e nas teorias de Freud. Não gosto da língua alemã, e por isso não quero vocábulos alemães na minha vida. Sobretudo algo tão estranho como das unheimlich, que tenho de ver ao caderno cada vez que tento escrever. Acabou-se o das unheimlich, foi apagado do meu vocabulário e riscado da minha folha. Será carpe diem agora. Cliché sim. Mas pelo menos não é alemão, nem quer dizer inquietante ansiedade.

domingo, dezembro 18, 2005

Tapete mágico...


Eu lembro-me que me costumava sentar no tapete da sala, sossegada e em silêncio, fascinada com aquele clássico, com a lâmpada mágica que concedia ao Aladino os três desejos. E lá estava o Aladino e a princesa a voarem num tapete mágico para um mundo ideal... Eu ficava a rodopiar, a dançar com os olhos fechados enquanto músicas de magia enebriavam tudo em volta. Por vezes fico nostálgica e triste, porque sinto saudades daqueles momentos. Agora os sapatos de menina já não servem. O pé cresceu. Mas o aladino não. Ficou a voar no seu tapete e a salvar princesas em apuros. E os sapatos já não são mágicos. Como os da menina do feiticeiro de Oz. Perdemos a capacidade de acreditar. Porque o mundo que era tão nosso se torna abismal, ilusório, cheio de armadilhas e artimanhas.Criamos os nossos truques de mágicos adultos e tudo passa. Mas o tapete continua aqui. A vida vale a pena porque pelo menos uma vez na vida o conseguimos fazer levantar voo. E ele deixa de ser só um tapete a largar pêlo na sala. A vida pode valer a pena por esse segundo em que uma qualquer energia faz o tapete pairar no ar. A minha vida já vale a pena.

Quando o tapete levanta voo os contornos das coisas mudam, o céu parece mais azul e apetece assobiar baixinho. Não importa já que as palavras sejam clichés, porque não há palavras. Também não quero saber da pobreza lexical deste texto ou da sua fraca originalidade. Eu senti, e nesse mundo sem palavras em que eu o senti, nada posso descrever. E não há artimanhas ou metáforas que transformem o que o meu corpo e o meu cérebro sentiram e pensaram em uníssono durante alguns minutos. E se dissesse que basta um olhar, bastam duas mãos enlaçadas ou um beijo? E se dissesse que não, não é só algo físico mas que há ali efectivamente "qualquer coisa?". Acho que ninguém iria entender que a vida já vale a pena. Que naquele segundo o coração quase não teve espaço e o pensamento não sabia o que pensava. E eu que não epserava nada. E eu que vim aqui esperando quase nada... Foi um "tudo".

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Memórias, sensações...e sonhos

Memórias...momentos passados, pequenos instantes de nós e dos outros, que perdem o cheiro e o toque, e que vão desaparecendo em nós.

Sensações...cores do presente, o amanhecer de um sorriso, uma gargalhada em uníssono, cantarolar a mesma melodia...

Sonhos... o nascer do sol, o instante que antecede um sorriso, um olhar que se funde no silêncio de um desejo...

Memórias, sensações e sonhos. Passado, presente e futuro.

O passado é um túnel de luzes pequeninas que se vão apagando à medida que nos afastamos. Aquele túnel no qual quando entramos à força caimos porque já não tem luzes. O agora é o presente, e o presente não é um túnel escuro. O presente é um dia de verão solarengo e quente, é um arco-íris depois de uma tarde chuvosa. E o futuro é o túnel que vemos ao longe, indefinido, sem formas nem cores, mas cuja luz nos ofusca... (Se não carregarmos no interruptor no presente.)

terça-feira, dezembro 13, 2005

Apatia


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Às vezes pareço cair numa sonolência de alma, num adormecimento existencial que não consigo abanar. Apetece-me deixar-me embalar pela música e cair num sono quente e vazio. Um sono sem sonhos nem acordares estremunhados, sem luzes súbitas e choques de cores. Um sono sem aquela voz que é minha, a ansiedade corrói o que eu sou. Sono. Apatia. Alienação...de mim.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Alma borboleta


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Paisagens que giram sem parar, rostos sem nome de olhos perdidos girando com a velocidade estonteante do suceder das cores dos luares e sóis nascentes que fogem... no silêncio. Até que um bater de asas rompe num sussuro o casulo de olhares mudos. E voa, voa, voa... Não deixes de voar. Alma borboleta.

"Voá borboleta"

(...)

Borboleta, borboleta
Abri bôs asa e voá,
Mesmo se vida bai amanhã
Borboleta...
Se um prende vivê ess vida
Cada dia voá

É um mensagem pa tude gente
Qui tá sobrevivê,
Tude alguêm sim força pá voá pá vivê
Lá na mei de escuridão,
Nôs podê encontra um razão,
Só nôs credita
Nôs podê voá

(...)

Música e letra de Sara Tavares

sábado, dezembro 10, 2005

Garden State

"Garden State", um filme realizado, produzido e escrito de Zach Braff, protagonista da série "Scrubs" da Sic Radical. Zach Braff protagoniza o elenco, juntamente com Natalie Portman.


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Andrew Largeman (Zach Braff), é um actor frustrado que vive submerso na medicação receitada desde os seus 10 anos, pelo psiquiatra que é o próprio pai. Arrastando-se como trabalhador de um restaurante vietnamita, a certa altura recebe a notícia da morte da mãe, e, após 10 anos, volta a New Jersey, a sua terra-natal.

A apatia impera em Largeman, tanto no funeral como no reencontro dos seus amigos de infância, até que, numa sala de espera de uma clínica, conhece Sam (Natalie Portman), uma jovem extremamente faladora, e ao mesmo tempo uma mentirosa compulsiva, que o cativa de imediato. E a lucidez começa a voltar a Large, à medida que vai conhecendo Sam e aprendendo a viver sem os medicamentos.


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(Deixa a medicação da tua alma e corpo, afasta-te das tuas características (in)dispensáveis e (des)necessárias frustrações e complexos. Liberta-te de todas as prisões de ti.)

Are you toking to me?


E hoje estamos aqui para falar dos tokings, dos kolmis, ou outros nomes (nos quais só difere a operadora, porque o serviço é sempre o mesmo). Ora bem, os kolmis, tokings e afins serviços do “crava”, vieram em primeiro lugar, dar uma luz ao fundo do túnel para aquelas pessoas que, como eu, costumam marcar o número do saldo (*#123# para a tmn) e repararam (mais uma vez) que tão sem cheta. E ficar sem cheta no meio do nada, numa província qualquer rural, a precisar-se de uma boleia, não é nada agradável. Ora bem, manda-se um kolmi ao pai, ele liga e tudo tratado. O kolmi é a minha nova forma de comunicação com o pai. Aliás ele é que comunica (liga lá paizinho, liga). Mas os tokings e kolmis e afins podem ser muito irritantes. Se a mensagem diz lá “o nº tal e tal pede para lhe ligar” porque é que as pessoas usam isso para dar toques umas às outras? “Are you toking to me?” era um famoso slogan da vodafone sobre estas “modernices”. Há casais, veja-se bem (e desculpa se este é o teu caso jovem) que passam o dia inteiro non stop a mandar tokings (tipo ... tou vivo!Deve ser!) .E as discussões mais giras devem ser as novas discussões do toking “amorzinho fofuxo não me mandaste tokings durante cinco minutos”; ao que o namorado responde “ fofinha linda, meu bolinho de noz, estava a fazer xixi”; “amorzinho lindo fofuxo tu estavas com outra”, “não estava nada”; “estavas sim não mintas” e blá blá blá. E até se inventou um novo código para os desesperados do telemóvel que não têm um cêntimo. “Olha queres ir sair logo À noite?Se sim manda um toking, se não manda 2”. Isto é o grande momento para dizer à moda do MSN: LOL (grande lolada mesmo). “Amas-me meu amorzinho?Se sim manda um toking, se não manda dois.”. Portanto amiguinhos, se for o Brad Pitt mande um toking, se for a fátima (ísis) não mande porque pode chular os “gaijos” (sim com i) do sapo messenger e mandar mensagens à borla, se for algum chato que não tem mais do que fazer enfie o telemóvel....... no bolso e esteja quietinho. Ahh, aliás, lembrei-me mesmo agorinha: secalhar o toking é só uma maneira de dar treino aos dedos, o polegar já não pode tar quieto, é a febre da sms. Oh jovem, pronto, que maldoso!Pensaste logo coisas quando falei em treinar dedos, realmente!Bem acho que vou andando que está qualquer coisa para aqui a vibrar, deve ser dos tokings da maria a dizer que a manuela lhe mandou um toking para ligar ao fábio para irmos todos ter com a inês que manda um toque quando chegar.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Mal à la gorge

Et je me taïs face à la peur, même avec tellement de choses à dire. Qu'est-ce qu'ont fait quand-t-on a peur mais on a un désir fou de vivre, de parler, d'être heureuse, quand-t-on sait qu'on a trouvé quelque chose de spécial? Qu'est-ce quand-t-on fait si même dans notre petit coin de sentiments, notre refuge, où on dit ce qu'on veux, on sens la honte, et on écrit en langues différents pour se sentir plus protégé, même si on sait qu'on fait des erreurs? Ma pensée vole, ma bouche est fermée, mes pieds sont assis dans la terre, mais mon âme a perdu tout ce qu'elle en avait sure...

Là je me sens ridicule...comme toujours dans ce blog...on dirait que je suis très sensible et que je me sens toujours la victime par ce que j'écrit, mais aujourd'hui je me présente comme une personne normale, et pas comme une personne qui pense qui écrit bien (mais qui fait beaucoup erreurs en autres langues). Et je me sens encore plus ridicule maintenant... c'est comme je disais: non, je ne suis pas la personne qui vous connaissais par ce blog, je suis très mauvaise et stupide... non... aujourd'hui que me sens très normale... et je voulais seulement partager ça, si ridicule que ça peux aparraïtre...

Et je me taïs. Encore. Avec la peur. Encore une fois. À la prochaine...

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Magnolia

"Let's make a deal. I'll tell you everything and you'll tell me everything, and maybe we can pass throw all bullshits and lies that kill all the people."


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"Magnolia", de Paul Thomas Anderson, com Tom Cruise e Jullianne Moore. Filme nomeado para três Óscares (Melhor argumento original, Melhor tema original "save me", e Melhor actor secundário, Tom Cruise), e um Vencedor do Globo de Ouro Melhor Actor Secundário, Tom Cruise.


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There's no such things as coincidences, but strange things do happen. Like the story of the hanging of the Green, Berry and Hill, that killed the pharmacist of the Greenberryhill's Pharmacie. Like the story of the kid that threw himself of the top of his flat, and ended up murdered by his mother, that by instance was trying to shot his husband. Strange things happen. Life is a movie.

domingo, dezembro 04, 2005

O "coiso"


Há uma pergunta que me tem ficado no cérebro sobre os rapazes. A velha história do preservativo.Os rapazes de todas as idades, desde aqueles que não têm uma bocadinho de barba aos rambos de portugal, quase todos se pautam por ter um preservativo na carteira. Sim, eu já vi muita carteira e lá está!Eureka!No meio de cartões e cartõezinhos, notas e notinhas, o preservativo de uma qualquer marca de mercado. O mais engraçado porém, é que na maioria das vezes, o preservativo fica ali, sozinho e abandonado, até passar o prazo de validade. Depois ainda há quem me venha dizer que é um preservativo de estimação ou para recordação!Mas recordação de quê?Alô! Alô!Se não foi usado não há nada para recordar! Muitos pseudo machos do nosso país têm lá o preservativo, talvez para se sentirem protegidos ou para terem a esperança (aflitiva e desesperada), que alguma mulher no seu perfeito juízo, e não acabada de sair de uma instituição mental, vá partilhar o leito (ou o banco de um carro, ou a mesa de bilhar) com eles. Até as crianças de 13, 14 anos têm o “coiso”, o preservativo, o contraceptivo dentro da carteira! Pronto, prevenção sim, agora preservativos com bolor e fora do prazo não! È que só vos fica mal rapazes!Já viram uma miúda a mexer na carteira e encontrar o “coiso” cuja data é 1986? Vai certamente pensar que há muito tempo que o “animal” está em reclusão forçada. Não entendo esta mania do preservativo que nunca vai ser usado.Um dia na Hora H (em que o torpedo se prepara para o lançamento) irão comprar um preservativo na farmácia, e o irónico é que o preservativo da carteira vai continuar lá! Não sei, talvez seja algum fetiche... Talvez seja só para mostrar que sabem o que é um preservativo e o que é sexo. Ai ai ...este país!