quarta-feira, dezembro 28, 2005

Mundo embriagado


E a poesia foi encarcerada,
No dia em que o sol já não raiou
E a poesia ficou sozinha,
Numa jaula...
Anestesiada e abandonada.
E as palavras perderam os eu sentido,
Porque a poesia não são palavras,
São os sentidos obscuros
Na boca das palavras,
E a poesia tornou-se ditadura,
As vozes em uníssono
Entoaram a mesma canção,
Os mesmos versos descoloridos
Que alguém colocou numa fotocopiadora,
E a poesia surgiu em série
Igual e sem sabor,
E os Homens perderam o paladar,
Refugiaram-se na bebida,
Para apaziguar a falta da poesia.
Ela que é revolta,
Ela que é política e anti política,
Ela que é flor,
Não pedra,
È semente
E não jazigo.
E um mundo bêbado
Sem reflexos,
Deixou-se ficar
E não fez nada,
Dançaram
Por cima dos cadáveres,
E fizeram dos escombros
A sua casa.
Empatia pela apatia,
Os sinos tocaram
Mas toda a gente dormia,
Uma ressaca infindável
Num país em que o sol morreu,
Num universo bêbado
Em que a poesia pereceu
Às mãos dos lobos e lobisomens

9 comentários:

Anónimo disse...

muito fixe.
continua assim.
vais longe.

Anónimo disse...

a poesia é tudo...

Ninfa disse...

quem és tu anónimo?(obrigada pelo comentário já agora)

Anónimo disse...

isso agora....
mas posso dizer k sou um admirador secreto...

Ninfa disse...

Huuum...admirador secreto? Huum á lá identifica-te! Também tens blog para eu visitar?

Anónimo disse...

tens de descobrir sozinha sn n tem piada...

Ninfa disse...

Se quiser comentar os outros posts esteja à vontade:)

PaTu EsTreLadu disse...

cada vez
melhorr---------------------pra quê escrever quando alguém transmite ainda melhor aquilo qu nós pensamos!!
Dá-lhe madinha..assim sim..

Hizys disse...

engraçado, porque vou postar sobre a aldeia velha. é essa a minha anestesia. e todos vivemos de anestesias... *