sexta-feira, abril 29, 2005

Texto de despedida

Aquele dia…aquele belo dia em que olhava o céu e pensava: Sou feliz. Foi nesse dia em que atado em ti, me senti livre. Quando adormecia, não conseguia dormir, olhava o teto do meu quarto, e via as estrelas, via-te ti, que sorrias para mim. Eras uma estrela de um tamanho imenso, que me ocupava o coração. Quando sorria, o meu sorriso brilhava, radiante, pois quando sorria só a ti te sentia. De súbito estremecia ao ouvir de dentro de mim certas palavras tão belas que me dizias, e que só faziam sentido ditas por ti, quando me segredavas ao ouvido…com tamanha malícia, e eu olhava o céu, e lá estavas tu, a sorrir para mim.
Corriam dias e dias, tudo crescia em mim, a felicidade, os sonhos, os desejos…tudo findava em ti.
Mas agora, que se fez noite, o sol deixou de brilhar, e tu me disseste que meu mundo é uma quimera, eu vou continuar à espera…
Ai quem me dera, quem me dera voltar a sonhar…Quem me dera voltar a acordar, e ver de novo o sol a brilhar…


Nota: Este texto serve de despedida, pois não voltarei a escrever neste Blog. Para concluir gostava de referir que foi para mim um prazer enorme dar vida a este Blog em conjunto com duas pessoas imensamente talentosas como são Isís e Ninfa.
Faço ainda votos de que mesmo sem o meu contributo, o Blog continuo vivo e de boa saúde!


Terreno

sexta-feira, abril 15, 2005

Também te Amo

Fez-se noite! As estrelas do meu céu escuro, dissipado num horizonte que não encontro não me diziam nada, o meu mundo de fantasia que jamais existira era uma miragem, utopia de sonhos perdidos na atmosfera do meu ser! Vagabundeava como um mendigo que pede esmola pelas ruas de pé descalço…sujo…dava pontapés na esquina do passeio…na esquina onde julgara vislumbrar naquela noite escura, o fim da minha vida! Agonizante sensação de vazio, de vácuo no peito.”Tenho medo”!
Mas o dia nasceu e foi então que percebi que o sol também brilhava, no dia em que te encontrei e as minhas noites faziam sempre nascer dias lindos e luminosos, sempre que me olhas com esses teus olhos lindos a brilhar, é como se o sol nascesse de novo a cada segundo em que nos amamos. Foi-se o medo outrora presente no meu peito, sei que me proteges…sei que cuidas de mim como um tesouro achado no fundo de um mar de águas anteriormente revoltosas e que tu, só tu, tiveste o condão de amainar e fazer com que suas ondas batam suavemente na areia da praia… aquela praia só nossa onde temos uma cabana de madeira…onde fica o paraíso, lembraste? Quando estamos de olhos fechados, olhando o céu que sempre brilha quando estas por perto, perdemo-nos em pensamentos, de mãos dadas junto à areia, a sussurrar ao ouvido “Amo-te”! Sopra uma brisa de fim de tarde que nos faz abraçar…e sonhar…fundidos, eu e tu, nós, o nosso mundo acabou, o relógio parou, e tudo se resume a uma praia deserta com uma cabana de madeira para onde o teu amor me levou, ao qual ouso chamar paraíso…
A noite cai e tu e eu somos um só, dois corpos queimados na fogueira, ardendo de amor e felicidade…o tempo já vai longo, não sei que horas são…também não importa, pois estou ao pé de ti, e nada mais interessa para mim…
Ao fundo, ouço as ondas do mar bater na areia, não consigo dormir, olho-te ali deitada a meu lado…dormias… plena acalmia te assola o sono…sim, não há que ter medo eu estou aqui, só para ti…! Segredo-te ao ouvido “Amo-te”…será que me ouviste? Adormeci…

quarta-feira, abril 13, 2005

Soul Kisses

Your fingers play my body and touch my heart. They feel me inside while they hear my crazy, insatiable desire calling for you. My heart chases the track of your hand through my body, feeling you, wanting you… badly… and screaming for more. My heart beats like a crazy drum because it has found his player, and it lets itself be played through the days, the nights, the nights… Nights of passion, of heat, of wildness, of love… Nights where there’s only you and me, and our mad desire about each other. Nights that don’t seem to end; nights where we create our own dimension, our own world, where we make our wild and craziest dreams and fantasies real… where our imagination flies with the wings of your love and never lands. It travels in the back of a phoenix, recreating our love in each kiss, each sensation, each touch, each hug, each look… when your bodies touch, when our eyes cross, when our mouths connect, when our tongues play, when our hands unite, something takes part of me and asks for more, and more, and more, forever… And when you can’t feel my touch, when your body leaves my arms, when your mouth leaves mine, and I can’t reach your eyes, I know that your souls are living that nights, I know that they never leave our world, even when our bodies have to leave it. So even apart, we scream love by our souls. And we feel, we live our soul kisses, our soul looks, our soul touches…we live every sensation, every heart beat… We live each other, kiss by kiss, second by second… even bodies apart.

segunda-feira, abril 04, 2005

Criança...

Aquela criança,
Riso, poente nos meus olhos
Tarde anoitecida nos meus braços
Choro brando de alegria em meu regaço
Eu mãe-instinto em amor,
Abafando com meu sonhos
Teus pesadelos,
Rosa florindo num amanhecer entardecido,
Reagatos de ternura
Desabrochando na face,
Naquele momento quis ser mãe,
Também te quis arrancado às minhas entranhas
Sangue meu, amado
Teu cheiro a pó talco na fronte
Rei de tuas guerras de índios
Cavalo à solta na destreza das margens,
Aperto-te contra o peito,
Num soluço...
Chamo-te filho...
Os teus olhos-luz enchem-se,
Irrompe a tempestade dos dias por haver
Sorris, areia que te escapa dos dedos,
Tapando os buracos
Enegrecidos de desesperança.
Meu filho...
Criança sem berço,
Berço sem rua,
Na rua do meu afago;
Vejo-te, espelhado em meus olhos,
Num início em que finda o dia
Amor sem egoísmos,
Amo-te meu filho...Na fria tarde soalheira...
Amor-altruísmo,
Meu filho sem mãe!