sexta-feira, setembro 29, 2006

Amélie de ma vie

"Le temps n'a rien changé, Amélie continue a se refugier dans la solitude. Et a se prendre des questions idiots sur les gens de sa cité."


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Le Fabuleux Destin D'Amélie Poulain

Elle aime... le gout du café qui brûle sa langue, mettre tout le paquet de chewing gum à la mente dans sa bouche et faire exploser sa gorge, manger les biscuits par dehors, laissant la crème, traîner avec les pantalons mouillés et sales après la pluie, mordre la peau des ongles, voir la lune la persuivre quand elle part de sa ville. Elle n'aime pas... que quelqu'un lui demande des chewing gum, que quelqu'un parle pendant qu'elle écoute sa musique préférée, que quelqu'un lui demande un truc du passé qu'elle a déjà effacé, devoir sortir avant de terminer un filme, ou un chapitre d'un livre. Elle est bizarre. Pas beaucoup mais à sa manière. Mais elle a en soit tous les rêves du monde. Comme quelqu'un qui je connais.

Moedas de ouro ou chocolate?

Eu abria sempre a porta e ia a correr por todos os passeios, até ficar com a cara vermelha do esforço e o coração em torvelinho bater, bater, bater. Pum pum pum pum. O meu coração quase na boca. Nas mãos. A correr para chegar a ti. Para não te perder em nenhuma esquina.Não podia correr riscos. E se entretanto te fosses embora?E mesmo que não fosses eram menos cinco minutos sem o teu olhar de músicas incandescentes. O teu olhar-fósforo que me acende, me apaixona. E continuo a correr muito depressa enquanto os pensamentos se entrecortam num engarrafamento estontentante. Corro agora mais depressa e não posso parar, ponho a tua imagem a trabalhar, a aparecer na tela dos meus olhos, objectivo: chegar a ti. Salto as poças, a relva, dou encontrões nas pessoas e até passo alguns sinais vermelhos. Está quase.... só mais um bocadinho.Levo-te um chupa de morango escondido na mala, já nem sei bem onde (a minha mala é uma confusão). Abraço-te com tanta força e quase choro. Consegui. E no teu olhar esqueço todos os cansaços. Volto para casa com o olhar fixo no telemóvel, menina traquina à tua espera, sempre. do bip bip constante das tuas mensagens. Por ti enfrentaria os dragões que sempre atormentaram as princesas dos contos antigos.

Turvaste-me os olhos. Dizes-me que não queres nada. O teu ar glacial de indiferença no meio das minhas corridas sem apertar os sapatos. Não vale nada. Como as moedas de chocolate que nunca chegarão a ser ouro. "Não estás feliz, não tens de fazer nada". Mas eu estava feliz antes de apertar os sapatos, só por te ir encontrar. Eu estava feliz em montar as fotografias e puzzles da nossa vida.Então tudo o que te dei não vale nada?Era ouro, não eram moedas de chocolate, meu amor.

Boémia

Um dia uma professora de português pediu-nos para dissertarmos sobre o medo. No seu sorriso via-se o prazer de um trabalho que nos desarmou: nenhuma enciclopédia o explica, nenhum dicionário o define para além de "receio, pavor, nervosismo". Não tinhamos mais que catorze anos e as dependências ainda estavam longe de provar. E o Sol tão brilhante que tínhamos os olhos ofuscados de vida. Perdidos, fizemos do trabalho de casa um desafio e uma partilha. Discorremos sobre a morte, dos nossos amigos e dos nossos pais, sobre cataclismos à escala mundial, ataques terroristas - a princesa de todos os jornais, que florescia na altura. Juntos descobrimos que o dicionário se tinha esquecido da palavra "futuro" a seguir a medo. E se não conseguissemos ser o que sempre almejámos, entrar no curso que queríamos e viver os recreios e recreios a pensar como gente grande? Também tremíamos por um dia ver todos os ideais pisados e o "nunca o farei" riscado da lista. Hoje, cinco anos volvidos, será que essa lista ainda tem alguma coisa por riscar? Tenho medo por nós. Perdemos a ingenuidade nas olheiras e nos livros, mas somos doentes de amor!

quinta-feira, setembro 28, 2006

Acabaste por te estragar, com tanta pressa de viver. Mastigas-te devagarinho até que explodes como o balão da pastilha e esqueces-te de que os outros também esperam que lhes sorrias, que quando não és palavras podes ser cor. Há tanto tempo que te sabias imperfeita... mas ninguém notou...

(Agora as notas desafinadas começam a soar mais alto que a música. E ris-te estupidamente. Porque não vale a pena acreditares mais no que não podes ser.)

Partida


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"O destino pregou-nos uma partida", dir-se-ia num qualquer filme de domingo. Triste cliché de um argumento cortado a meio. Tu partiste para o Sul e eu para o Norte, quando os meus lábios roçavam os teus, o desejo tremia na barriga e o medo sussurava ao ouvido. O teu azul-mar acabou por mergulhar noutro beijo, como o meu sorriso que encontrei noutros lábios. Em silêncio trocámos de sentimentos e o ponto final ficou no "se"... Nunca fomos de conversas sérias. E nunca seremos. Na tensão que ainda nos abraça espero por nós (em segredo!), porque a teimosia de te querer esconde-se mas não se apaga e hei-de saber como é... provar-te.

(Não te quero deixar para outro tropeçar de almas... Só se me prometeres ser azul-mar outra vez.)

domingo, setembro 24, 2006

La paz de tus ojos



"No he podido esta vez,
vuelvo a no ser,
vuelvo a caer.
Qué importa nada si yo,
no sé reír,
no sé sentir...
Quiero oírte llorar y que me parta el corazón,
quiero darte un beso sin pensar,
quiero sentir miedo cuando me digas adiós,
quiero que me enseñes a jugar.

Sé que me he vuelto a perder,
que he vuelto a desenterrar
todo aquello que pasé.
No sé ni cómo explicar que sólo puedo llorar,
que necesito la paz que se esconde en tus ojos,
que se anuncia en tu boca, que te da la razón.
Ven cuéntame aquella historia de princesas y amores
que un día te conté yo.


(...)"

La Oreja de Van Gogh - "La paz de tus ojos"

Ainda me lembro da primeira vez que te vi. O teu andar despreocupado e saltarico como se nem a gravidade te desafiasse. O vestido amarelo e o cabelo despenteado, serpenteando ritmado com o teu andar dançante, e os teus olhos brilhantes que pareciam envoltos na mesma melodia sorridente do teu caminhar até mim. Quase não me conhecias, mas sempre acaloraste tudo o que te rodeia com a leveza do teu ser, sem parecer saber o que é o medo ou a vergonha. O teu "olá!" de voz meiga desenhou-se em covinhas e directamente da alma. Por uma encruzilhada de acasos começámos a partilhar os mesmos lugares e conheciamos as mesmas pessoas. E por um acaso ainda maior descobri que falar contigo era contagiante. De repente, entre o chá e as bolachinhas à lareira nos dias frios, depois das molhas das brincadeiras loucas na neve, e o teu semblante enlevado enquanto te conto estórias de reis e princesas, tornaste-te o bocadinho mais emocionante dos meus dias. Um simples flash dos teus olhos e falar electrizante faz-me sempre querer largar tudo e misturar-me entre comboios e autocarros (sem me cansar) para te ver a descer as escadas aos pulinhos e para me cortares a fala enquanto te lanças numa torrente de desabafos e gargalhadas. Confundes palavras e verbos sem vírgulas nem pontos finais, enquanto falas a correr e reinventas o ontem e o há-bocadinho com as tuas mãos, num falar atrapalhado de quem tem tem pressa de viver e não se parece cansar do rebuliço de emoções que tem em si. Eu sempre tive o olhar de quem escreve por linhas direitas e sem rabiscos os sonhos quase certezas, e tu o ar agitado de quem quer sorver cada bocadinho de poesia de cada voz que se cruzava na tua e o nervoso miudinho de querer ser tanto e não ter tempo para nada... Na tua inocência e o deslumbre de quem acha o mundo demais para si nunca reparaste nos teus olhos grandes de teimosia. Pareces saber mais que eu que decorei o mapa para subir sem cair às montanhas mais altas (sem precisar de atalhos). Quando tropeço e a almofada não chega só entre o teu abraço consigo chorar cascatas de fantasias mal desenhadas que mais ninguém viu. Só ao pé de ti o peso do mundo não me asfixia.

Eu comigo

Escorrego do mundo direitinho da realidade e num eclipse perco-me em mim durante horas em silêncio e segundos que contam e reprimem devagarinho as quimeras vãs enquanto mais um ano passa e pouco sobra quando do outro lado do vidro está o nevoeiro da Responsabilidade, a palavra que engasguei e não consigo dizer. Passeio entre melodias e devaneios de mim enquanto salto desobediente os imperativos da agenda como as linhas do passeio. Os livros de R grande franzem-me o sobrolho e os narizes empinados cansam-se em conversas cheias de érRes enquanto eu me divirto comigo e me esqueço que até o Peter Pan teve de crescer.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Conversas em monólogo

Não te posso dar as respostas. Nem sequer formulei as perguntas. Nem te posso dar os eufemismos porque não sei o sentido litreal de nada. Hoje acordei alma-viajante sôfrega de loucura e palavras vivas. Alma viajante em mim, por mim, pra lá de mim.Ansiando deixar algo de indelével, inextinguível, impresso nas linhas tortas do tempo. Eu, alma viajante desdobrada, nos sorrisos dos que percorrem comigo os dias desta longa jornada no Mundo. No livro-rotina que não desejo escrever. Nunca gostei de obras obrigatórias ou regras de estilo. Sou apologista da escrita livre. Prefiro um livro em branco, sem teias de aranha de inacção. Vou pulando por aqui e por ali, abrindo as asas às ternas experiências novas. Chapinhando em poças de água pueris, entregando pedaços de mim como pedaços de uma tarte de maçã. Confiando-me. Erguendo e destruindo muros. Fazendo e refazendo a (minha)História. Com H grande. Vida com V maiúsculo. Lembro-me da minha professora da primária (o início das frases é com letra maiúscula). A minha vida é um eterno iniciar de uma frase, necessita de letras maiúsculas não é professora?Mais comichões na alma, estilo livre, sem bruços ou mariposa, tudo livre. Num mundo nada livre.Lá me perco eu no meio das palavras, enredada nelas, mosca numa teia de aranha enorme. Sou eu quem escreve ou a escrita que me escreve a mim? Não sei muitas respostas, já te disse, mas já vou formulando algumas perguntas. Vamos sair agora?Apetece-me um beijo na boca. Falamos depois. Diz-me tudo no aflorar dos meus lábios aos teus. Apetece-me um beijo na boca. Um daqueles beijos-peixe, com a tua lingua morna de vida. E lá vai a minha alma viajante pular contente para outras paragens. Infinitas. Além de todas as barreiras e de todos os fins.

sábado, setembro 16, 2006

Caixinha de música

Hoje a minha caixinha de música não toca. Está avariada. Erguem-se fortalezas de silêncio e a bailarina da minha caixinha de música esqueceu-se de como se dança. É apenas uma bailarina desengoçada no compasso de uma música emudecida. A bailarina teria lágrimas nos olhos, se a tivessem criado com a capacidade de chorar. Porque hoje é um dia absolutamente triste para quem vive na música, na sua redoma de cristal, embalada nos seus sons, na sua plasticidade.A música morreu. A bailarina comove-se sem chorar. Os seus gestos mecânicos e perfeitos desarticularam-se e nem os sapatos de ballet lhe valem. A mim cabe-me assistir a este triste espectáculo. Sem alegrias ou esperanças, sem a caixinha de música que vive dentro de mim.

sexta-feira, setembro 15, 2006

E quebro a solenidade das solas nervosas e dos motores enraivecidos, Supremos Imperadores da cidade, irreverente solto uma gargalhada que uma das gravatas ambulantes estranha. Franzir de sobrolho: "Não vê o sinal ao canto? São proibidos sorrisos aqui!" Oh, não quero saber. Eu não estou aqui. Estou tão longe, com ele. E tu não conheces a sua alegria pueril, a ingenuidade de quem não parece conhecer a maldade e a dor, e quando se ri os olhos amendoam e o riso sai aos bocadinhos, é longo e vem de dentro. (Alguém disse uma vez que o amor era ridículo. - Mas isto não é amor! Ainda não inventaram uma palavra para a tua voz em mim.)
"Eu até gosto de falar contigo..." "O QUÊ?!" Não!; apaga esta parte, não é isso, é que não estava à espera que fosse assim ao pé de ti. Os olhares fogem envergonhados, se calhar tenho alguma coisa no telemóvel. E um beijo no canto da boca, de repente e sem mais nada. Não reajo, fecho os olhos enquanto a música nos leva devagarinho. Não nos quero apressar, os ténis desapertam-se a correr e não quero tropeçar num futuro de nós feito pedra.

Eu sabia que eras tu que me ias deixar a sonhar quando voltasse. Mas afinal o que és tu, o que somos nós? Mais uma quimera deixada por escrever.

segunda-feira, setembro 11, 2006

espelho

Corropio vertiginoso de mãos. Dadas, entrelaçadas, apertadas. Pequenas, médias, grandes.Fundidas.Passeio num jardim. Ao longe a torre perdida no oceano e um sol abrasador que me arde no rosto. Arde-me agora na alma a memória das tuas palavras, a memória das minhas falhas. Das vezes que tentei nadar contra a corrente ou não nadei na tua direcção. Lembro-me agora das promessas empilhadas em cima da secretária e dos medos despejados pela janela.Lancei as palavras em setas-veneno sem olhar para trás. Tenho medo de olhar para trás e não avistar a tua figura esguia e segura. Sento-me na cama macia, cama-mundo onde viajámos um pelo outro, nos risos e nos sonhos despidos. Respiro com dificuldade e passam mais casais de mãos dada na minha cabeça. Porventura a contarem os segredos que te contei.Hoje não tenho segredos para te contar.Só uma mão cheia d pedras. Lancei-te as pedras em vez dos pós de crescer. Para seres maior, no coração e no riso. Na felicidade. E contar-te histórias de princesas em torres.Eu não sou uma princesa.Tropecei no vestido. Tropecei nas artimanhas, e sem querer,trouxe de novo os medos deixados no passeio. Ainda guardo a música no ouvido " nadar no teu corpo eternamente".Eu sou um espelho em estilhaços. a Madrasta e não a Branca de Neve. E uma dor pequenina bate no coração-tambor. Grito a plenos pulmões e caio de joelhos. A dor pequenina virou espada que fere e mata. Belisco-me e não sinto nada. Terei morrido?Olho-te mas tu não me vês. Devo ter mesmo morrido. Espelho partido em pedaços de mim.

Não estás

Arrepio. Uma corrente de ar frio invade-lhe a fantasia, uma voz estridente e nervosa interrompe-lhe o voo. "Não", murmura inconsciente, e agarra a almofada com violência. Imagens confusas a quem tiraram de repente o tapete do sonho correm e atropelam-se enquanto os olhos não abrem, preguiçosos como o corpo inerte, pesado... uma cãimbria na perna. "Nada há lá fora que não haja melhor aqui", e inventa bocadinhos de sonhar para se perder no sono outra vez. No embalo do seu respirar decide que não vai acordar. O zum-zum urbano malicioso que se escapa entre a janela e as cortinas cheira a sorrisos contrafeitos e arranques de motores mal-dispostos. Nem o cheiro a torradas quentinhas ou o café a fumegar à mesinha-de-cabeceira lhe faz querer ser. Espreita entre os lençóis o telemóvel. Nem um sinal de saudades. E de repente a confusão. Que aconteceu? Nem uma mensagem pequenina de acordar, um murmúrio de amor ou o soprar de um beijo. Nada, nada, nada... O quarto emudece. (Sempre a respeitou muito.) As cortinas, ciosas, param de serpentear. Calam-se os passos no corredor, a televisão da cozinha, a torneira da casa-de-banho. "Não há nada, não me apetece". Tinha tanta vontade dele. E ele não estava. Esticou os braços ao longo do colchão. Tanto espaço. Passou as mãos pelos lençóis. Tentou cheirá-los. Mas já não falavam dele. Tinham-no esquecido mais depressa que ela. A cama era demasiado grande para um corpo tão pequenino. Mas era melhor que forçar a teimosa paralisia de trabalhar e a má-vontade de rotina, beber uma caneca imensa de nostalgia na mesa de mármore, gelada na sua enorme casa de tantos irmãos e pais distraídos na emoção de amar.

sábado, setembro 09, 2006

Viagens

Tantas vozes e sotaques à minha porta. Cumplicidades de tão longe mas sempre tão perto, de mão dada desde a boneca de trapos ao primeiro carro, do primeiro beijo ao casamento. Um café de olhares sorridentes, abraços sentidos, conversas cheias de tudo. E agora um quarto cheio de nada. Com fotografias teimosas do que não volta a ser. Saudades. Num mundo de cinemas e autoestradas, com a boémia e o fulgor da vida a passos, tudo o que queria era sorrir sem o gosto amargo a solidão. Vida cigana.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Palavras sussurradas

Palavras sussurradas. Não faladas em voz alta. Vida, rastilho de pólvora. Que a tua vida seja rastilho, jamais se apague, cada vez mais se inflame. Eu explosão efusiva da realidade em fantasias, espelhadas em arco íris multicores. Palavras em tom baixo. Sonhos dispersos em nevoeiros suspeitos, sonhos nunca tocados. Palavras amedrontadas. E o rastilho de pólvora a arder cada vez mais rápido. Onde está a ponta deste rastilho?? Quem é esse omnipotente pirómano que nos criou?Deus-Pirómano. Palavras. Mais palavras. Nunca tocadas. Proferidas, silabadas, soletradas, vendidas, compradas. Algumas como a vida, rastilho, fogo, fogo-de-artifício. Queimam. Tantas palavras. Estas sussurro-as por medo de as fazer eclodir no mundo. Palavras de nada e de tudo. Para dizer que estamos vivos, mas é melhor não fazer muito ruído. Está tudo a dormir.O mundo dorme, letárgico e incompleto enquanto busco novos isqueiros para acender este....tal.....único...rastilho que nos faz efectivamente SER. sem margens, sem barreiras, sem diques que impeçam a vida de rebentar, pulsar, vibrar.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Deitada na cama já feita e vestida para sair. Numa tarde de Verão de Sol ofuscante e chuva miudinha e traiçoeira. A cabeça pesava de uma noite embriagante de sentimentos naquele cantinho da discoteca. Não quero falar contigo. Porquê? E insistiu. Fez-se grande e fez-se cego de um olhar de soslaio. E eu cuspia as tuas palavras de hipnose para o chão escuro de amor e a boca fria de uma bebida gelada. E disse não. Andaste distraído. Não reparaste que cresci. Hoje não me roubas o olhar. E a minha roupa não ficará a cheirar ao teu vício. (O vício de mim.)