domingo, setembro 24, 2006

Eu comigo

Escorrego do mundo direitinho da realidade e num eclipse perco-me em mim durante horas em silêncio e segundos que contam e reprimem devagarinho as quimeras vãs enquanto mais um ano passa e pouco sobra quando do outro lado do vidro está o nevoeiro da Responsabilidade, a palavra que engasguei e não consigo dizer. Passeio entre melodias e devaneios de mim enquanto salto desobediente os imperativos da agenda como as linhas do passeio. Os livros de R grande franzem-me o sobrolho e os narizes empinados cansam-se em conversas cheias de érRes enquanto eu me divirto comigo e me esqueço que até o Peter Pan teve de crescer.

6 comentários:

e.l.i.c.i... disse...

E cresce um sentimento dicotómico entre fazer passar o tempo até ao R ou fazê-lo parar e depois apercebes-te que não podes fazer nem uma coisa nem outra, limitas-te a esperar, contigo.

Ninfa disse...

Também não quero crescer..gostava de ter um relógio pequenino que comandasse os outros todos. E ter muito tempo .. que fossem grandes so momentos melhores e muito pequeninos os momentos maus. E poder sempre voar e não ter de viver num mundo de monótonas burocracias. Sobram sempre as letras para fugir do mundo e ir ter com o peter Pan.

Master Inutile disse...

Medo de crescer? Oh! Eu tenho medo disso desde criança... Se ao menos crescer não significa-se apatia...

o texto tocou-me ^_^ (cm sempre)

jokas *amiga*

Hizys disse...

será que não posso mesmo ir para a terra do nunca? eu até tenho uma...

Pakena Ticá disse...

Eu tb tenho uma terra do nunca. E por isso gosto tanto de saborear cada instante da vida, principalmente agora, enquanto me considero, ainda, uma criança :) Porque gosto de se-lo...

**

AR disse...

R GRANDE!
=D
R'S E S'S!