sexta-feira, setembro 01, 2006

Deitada na cama já feita e vestida para sair. Numa tarde de Verão de Sol ofuscante e chuva miudinha e traiçoeira. A cabeça pesava de uma noite embriagante de sentimentos naquele cantinho da discoteca. Não quero falar contigo. Porquê? E insistiu. Fez-se grande e fez-se cego de um olhar de soslaio. E eu cuspia as tuas palavras de hipnose para o chão escuro de amor e a boca fria de uma bebida gelada. E disse não. Andaste distraído. Não reparaste que cresci. Hoje não me roubas o olhar. E a minha roupa não ficará a cheirar ao teu vício. (O vício de mim.)

5 comentários:

rouxinol de Bernardim disse...

Amor não é vício não
É magia sedutora,
É culto, é devoção,
Poesia Redentora!

Alexx disse...

Há alturas em que temos de dizer basta! para podermos seguir em frente sem ficarmos eternamente presas numa teia de sentimentos repisados e gastos... Há alturas em que, apesar de todo o nosso corpo querer dizer sim, o melhor é mesmo dizermos não, sem ouvir o desejo do coração que não pensa nas consequências e não admite o vício em que caiu. Há alturas em que devemos virar costas e vir embora.

Alexx disse...

E depois, há outras alturas em que devemos ficar e tentar só mais uma vez...

Nomyia disse...

Ninguém o quanto às vezes custa dizer não. E o tempo passa e perguntamo-nos o que é que antes viamos que agora já não encontramos.
*****

rakelita disse...

A dependência é uma besta q da cabo do desejo, e a liberdade uma maluca q sabe qnt vale um beijo...