Os teus olhos naquela noite, tudo que ainda não consegui escrever. E a tua mão num aperto que se contorcia dentro de mim, tontura de me debruçar para te beijar. Porque me perco sempre em devaneios sobre desejo quando escrevo? Não há nada mais vivo que sentir um outro por mais carnal que isso possa parecer.
O táxi estava escuro, uno com a noite, que nos levava por onde vibram as mais poderosas e fugidias sensações. E tu deitado no meu colo. Intenso o nosso brincar de dedos, amar só com as mãos.
Será como o caleidoscópio dos meus olhos beijar-te, fogo de artifício em mim? Tão forte que prefiro adiar, que não seja no entorpecimento da noite mas na certeza do dia.

Comentários

AR disse…
AI como eu adoro amar com as mãos... (linda expressão, eheh!)