sexta-feira, março 09, 2007

Viagem

Sentia-se a adormecer de cabeça encostada à janela do comboio, o tremor nervoso da máquina balançando os pés, poesia de páginas abertas e versos por ler na mão, e a fantasia nos ouvidos, a música que a embalava e que até a dormir escutava ao longe. Viajava para longe dele. Todos os dias viajava mais um bocadinho. E mais não sei porque o telemóvel escorregou-lhe dos dedos quando entre uma onda e outra brilhantes de sol na janela, adormeceu.

2 comentários:

AR disse...

"e foi nessa viagem...que descobri que não estou só"

JPalma

Pakena Ticá disse...

Uma viagem que às vezes custa levar até ao fim... **