Viagem

Sentia-se a adormecer de cabeça encostada à janela do comboio, o tremor nervoso da máquina balançando os pés, poesia de páginas abertas e versos por ler na mão, e a fantasia nos ouvidos, a música que a embalava e que até a dormir escutava ao longe. Viajava para longe dele. Todos os dias viajava mais um bocadinho. E mais não sei porque o telemóvel escorregou-lhe dos dedos quando entre uma onda e outra brilhantes de sol na janela, adormeceu.

Comentários

AR disse…
"e foi nessa viagem...que descobri que não estou só"

JPalma
Pakena Ticá disse…
Uma viagem que às vezes custa levar até ao fim... **