sexta-feira, março 09, 2007

Metamorfose



Gritam em mim as mais brutais metamorfoses. Respiro a fúria que torna sensibilidade em cepticismo e simpatia em ironia. Desejo em desprezo. Ou menosprezo. Quero lá saber se não sou o máximo nas pautas dos outros. Destruo-me e recrio-me, experimento os extremos de mim. Brinco aos antónimos como na escola. Como se tivesse uma gémea má. Euforia, disforia, euforia, disforia. Histeria chocante, choro sufocante. Querer e desistir. Beijar e esquecer. E o clássico amar e odiar. "Tenho duas almas em guerra e sei que nenhuma vai ganhar (...) Tenho as chaves do céu e do Inferno, e deixo o tempo decidir".

Jorge Palma,

2 comentários:

AR disse...

não dês ouvidos ao anjo mau!
;)*

Pakena Ticá disse...

Maravilhoso! :)