quinta-feira, setembro 13, 2007

Sobre nada, paradoxo

Por dentro um abismo por fora uma muralha. Por dentro um mundo por fora o medo. Os meus olhos. Por dentro um turbilhão por fora um túmulo. A minha boca. Mais fortes que eu, por mais que a cabeça gire não há vida que se agite. Grita o génio por dentro e cala o medo por fora. "Nós não inventámos nada, está tudo descoberto" sentenciava Francisco desembaciando os óculos do fumo, palavras cambaleantes de vodka e voz arrastada pela madrugada, olhos-holofote do palco para mim.

1 comentário:

amelie disse...

ninguém quer mostrar o abismo, é mais fácil erguer muralhas para que os outros não vejam que somos vulneráveis como eles.
Adorei =)