sexta-feira, setembro 21, 2007

Das nove e meia às seis

As palavras saem-me todas erradas, misturadas do dicionário, apetece apagar tudo e dormir sobre a mesa. Como uma religião, o trabalho é bom de longe, como sonho. O verbo gostar fica à porta e entra o fazer, pesado sobre as horas, tanto que os ponteiros lutam por se mover. Esquece o que aprendeste, simplesmente escreve! Não penses nem romanceies, são três mil caracteres, nem mais, nem menos! Caracteres? Caracteres é nome de bicho. Letras, palavras. Trabalhos? Estórias, vidas, mundos. Traduzo pra mim as palavras feias, a minha língua brinca com a pastilha de fruta, framboesa a minha preferida, e os pés balançam o corpo na cadeira com rodinhas.
Não uso caracteres. As minhas letras são soltas.

2 comentários:

amelie disse...

as tuas letras são encantam sempre mesmo quando escreves por obrigação das 9h30 às 6, minha estagiária preferida! =)

* amelie em insónia( parte III)

Ninfa disse...

Arrepiaste-me...