quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Cães dos nossos cães

"...estava Theodor Busbeck, a passo firme, dirigindo-se para a absoluta inutilidade, para o absoluto tempo perdido, um tempo de excitação, sim, de pura excitação, de divertimento e portanto de eficácia negativa, em suma: tempo de não-humanidade, tempo onde não se constrói. «Se fôssemos só isto, o que eu sou neste momento, a caminhar apressado com o [sexo] duro, desejado encontrar rapidamente uma mulher, se fôssemos só isto seríamos agora os cães dos nossos cães."

Jerusalém, Gonçalo M. Tavares

Não o somos já...?

2 comentários:

susana disse...

"os cães dos nossos cães" é brutal a frase!

Hizys disse...

estalada de luva branca na humanidade!