domingo, junho 18, 2006

A história do princípe sem capa e sem espada


Encontra-te comigo no meu sonho. Eu vou estar lá no fundo da praia ao pé da bandeira, vestida de branco (como tu gostas) e com aquele sorriso pelo qual te apaixonaste. Virás a correr e vais-me abraçar e fazer-me rodopiar como vi nos filmes. Vou acordar sobressaltada e telefonar-te histérica e resplandecente: "sonhei contigo", "foi um sonho tão lindo!". Irás responder sorridente: "fazes-me sentir tão bem!" e eu vou ficar a sorrir pateticamente para o auscultador do telemóvel, sem tu me poderes ver. Num silêncio de segundos eternos todas as palavras vão ser ditas. E sim, repeti a palavra sorrir várias vezes. Porque o nosso sorriso é o par de sorrisos mais lindo das molduras. Os nossos sorrisos e as nossas mãos: ambos encaixam na perfeição.Gosto da palavra sorrir. Sim, também gosto de ti. Toco na moldura da tua fotografia devagarinho, como se fosse a tua pele, como se ao tocar na moldura ela se transformasse no teu ser de carne e osso. O teu cheiro está na minha vida. Cheiras a ternura e algodão doce. Ai e esse teu aroma de cerejas. Os beijos também são como as cerejas. Olho embevecida para todas as recordações da minha caixinha de papelão. A tua letra pequenina no meio das minhas memórias. Imagino-te de espada e capa, (ou de capa e espada) como um princípe, montado a cavalo a galopar...perco-me nas minhas fantasias e quem galopa afinal é o meu coração, num trote descompassado. Já ouço a campaínha e o coração acelera ainda mais, como se o cavalo à solta no meu peito estivesse numa verdadeira corrida. Desço as escadas a correr, de dois em dois degraus para chegar mais depressa. Quase que tropeço e caio (mas não posso), se cair vou demorar muito tempo a abrir a porta e podes não querer esperar por mim.Espera por mim. Abro a porta. És tu. Sem cavalo e sem espada, com um ramo de túlipas brancas nos braços. Beijo-te sem pressas e ponho as túlipas na jarra. Esse jarra de vidro, que espero nunca se quebre.Gostava que este amor fosse como este texto e como essa jarra. Simples e intacto. Cheio de beleza. Como aquelas lindas túlipas.

3 comentários:

AR disse...

eu tb gostava...
:)*

Hizys disse...

monga, gostaste mesmo da minha analogia do sonho =P imitadora. e alguém a cheirar a algodão é gay. ahaha =) nao. é romantico... =) pronto, é bonito. ;)*

Alexx disse...

Porque nem todos os contos de fadas têm de ser com príncipes de capa e espada... :)