segunda-feira, junho 26, 2006

Gosto

Gosto quando chegas sem pressa de voltar para esse qualquer lugar de onde tenhas partido. Gosto quando uma música me lembra de ti e me faz dançar sozinha revolvendo os cortinados do quarto. Quando fico arrepiada perdida no teu beijo. Gosto quando adivinhas os meus pensamentos e sabes exactamente o que dizer. Fico a imaginar o meu ar de criança perdida ansiando por te encontrar novamente, cada segundo de uma intensidade fluorescente. Gosto quando agarras o meu rosto e me beijas repentinamente. Quando te perdes nos meus olhos, que reflectem o brilho dos teus. Gosto quando falas baixinho ao meu ouvido, sem pressas, como se todo o tempo fosse pertença nossa. Agarro-te com muita força, encosto a minha cabeça ao teu peito e tento esconder as lágrimas. Fico a prendê-las com força, a prender-te com força no meu Mundo. Não vás embora ( martela-me insistentemente esta frase no cérebro). O teu cheiro a perfume entranha-se no meu corpo e sei que quando voltar para casa o teu cheiro voltará comigo. Ficará na minha memória e, se por mera coincidência, alguém que usar a mesma marca de perfume passar por mim irei certamente, num flash, saber que é o teu. E sentirei saudades. A tua voz irá preencher os espaços do meu coração e lembrar-me-ei de muitas passagens deste livro que as nossas memórias já fizeram. Das horas que juntos percorremos, dos ponteiros que andaram muito depressa de cada vez que nos encontrámos. Vou continuar a andar com ar sonhador e desejar com muito força que um qualquer feitiço te possa levar até junto de mim. Cerro as mão com força como quem pede um desejo, mas nada acontece.Permanece a a rua cheia de pessoas e a brisa a levantar as folhas das árvores. Mais uma tarde amena. Gosto de tardes amenas, soalheiras, em que ficamos a rir e conversar sobre todas as coisas e sobre coisa nenhuma. Penso ainda que gostava que me visses neste momento em que me encontro embriagada de desejos e quase levito no meio da rua. Que subitamente soubesses exactamente onde estou. Me agarrasses pela cintura e chamasses baixinho pelo meu nome. Saberia que és tu. Sei-te de cor.

5 comentários:

Hizys disse...

o teu post parece um filme que quando acaba deixa uma sensação de continuidade da história, que as personagens se conhecem mesmo e continuam a viver quando acendem as luzes!

nês pês disse...

epa ! perdona-me isis, mas comento ja neste ! q coisa magica ler isto! é magnifico como com todos esses adjectivos e metaforas e todas essas figuras de estilo voces, autoras, nos levam p um mundo de fantasia, onde, por vezes, somos nos as personagens dessas aventuras.pq sei q ha muita gente k se identifica c isto. =) esses vossos pormenores sao o pozinho prelimpimpim nos textos. a cereja no cimo do bolo. =). nao gosto, amo.

AR disse...

"gosto de ti, porra!"
...de cor e salteado!
***

Gavi disse...

aiiiiiiiii k lindo!

e sabe tão bem saber alguém d cor, e mto mais aprender a sabe.lo

lindo!

Hizys disse...

é assim a ninfa, sempre com coisas romélicas que fazem bem à alma =P