quinta-feira, março 09, 2006

Televisão


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"Para aqueles que dizem «as pessoas não assistem, não estão interessadas, estão demasiado complacentes, indiferentes e isoladas», apenas posso responder: existem, na opinião de um repórter, provas consideráveis contra esta alegação. Mas mesmo que estejam certos, o que têm a perder? Porque se estiverem certos, e se este instrumento não servir para nada, a não ser para entreter, divertir e isolar, então a televisão está a vacilar e em breve veremos que a luta está perdida. Este instrumento pode ensinar. Pode esclarecer e sim, pode inspirar. Mas apenas pode fazê-lo na medida em que os seres humanos estejam determinados a usá-lo para esses fins. De outra forma, são apenas fios e luzes...numa caixa.

Boa noite, e boa sorte."


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David Strathairn, no papel de Edward R. Murrow, em "Good Night, and Good Luck", de George Clooney, 2005

O esforço da comunicação social não é infrutífero. Há sempre alguém que ouve, que investiga, que acredita, que se instrói, que cresce epistemológica e culturalmente. É preciso desafiar barreiras, tabus, pressupostos sociais, limites politicamente correctos. Porque os media, e a televisão, neste caso concreto, podem estar envenenados pelo vazio do sensacionalismo, por serviço vazio de conteúdo, mas não merece descrédito. Serei utópica? Talvez... Também Murrow o foi. Pela controvérsia dos seus programas, viu o seu programa a ser mudado de horário e limitado a cinco edições, e dedicou um deles à perda de qualidade da televisão. Fred Friendly, o seu colega, animou-o dizendo: "vale mais ir ao fundo a dançar". Não vamos ser todos politicamente correctos porque é o que rende, ou porque esta e aquela figura são intocáveis. Os valores éticos e deontológicos do jornalismo postulam a liberdade de expressão, de criação, de participação, de consciência, de religião, de culto, de reunião e manifestação, e é a sua consagração que honra a carteira e dá sentido ao ofício. Por isso, há que acreditar no jornalismo, porque a sua essência não é a dos high lifes e dos papparazzis. É a da verdade. E esta será proclamada. Porque há sempre alguém que a procura, e sempre alguém que a ouve.

1 comentário:

AR disse...

tás lááá! ...a colher os frutos que plantamos neste grande quintal que é CC! =)
tenho de ver mais Tv, vale a pena um zappuing pelos canais mais lúdicos! ;)
esse filme deixou me com água na boca...hmm...o o george clooney também. =DDDD
bom fim de semanaaaaaaaaaaaaa*
;)