terça-feira, fevereiro 07, 2006

Sorte?

"The man who said «I'd rather be lucky than good», saw deeply into life. People are afraid to think that a good part of life depends on luck. It's scary to think that so much is out of one's control.
There are moments in a match when the ball hits the top of the net and for a slip second it can either go foward or foward back. With a little luck it goes foward and you win. Or maybe it doesn't, and you lose."

Macth Point, Woody Allen, 2005


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Por uma infinidade de laços e elos que entrecruzam pessoas e lugares, nascemos no seio de um grupo de pessoas então desconhecidas, que aprendemos a conhecer, imitando-as e seguindo-as. Linguagem, comportamento e valores vão-se acumulando pela existência de uma faculdade comum a todos os seres humanos, a razão, e a um fenómeno que se justifica por "nenhum homem ser uma ilha" - a aculturação. Adoptamos os seus costumes, hábitos, e vamo-nos relacionando com quem se cruza no nosso caminho, por simples acasos. Determinar-se-ão assim as relações humanas por uma questão de causualidade? E a maneira como tiramos proveito delas para o nosso próprio crescimento intelectual e pessoal, é também casual? É um lugar-comum. Não saberemos como seria ter nascido noutro lado, ter conhecido outras pessoas...e afinal situações e pessoas novas afloram constantemente. Talvez possamos minimizar os nossos condicionamentos, evitando a estagnação, a alienação, a apatia, o ócio, e estar aberto a novos horizontes e domínios epistemológicos, que nos propiciarão novos conhecimentos a nível pessoal e do saber. Estudar noutro país, viajar, tentar ler até aquele livro que nos parecia aborrecido, ver filmes, sair. Porque mesmo predeterminados à morte, mesmo condicionados ao meio em que nascemos, temos livre vontade até sermos silenciados.

10 comentários:

Ninfa disse...

Nunca pares ísis .. nem que seja na tua mente. E sim há sempre alguém que nos faz sorrir mesmo quando pensámos que só conseguíamos chorar!

Hizys disse...

=)

je sais.

Paty disse...

vou ver amnhã!!!

el Ramalho disse...

Fogo Ísis...
Não penso na sorte como parte do meu dia, não espero que aconteça, assim, se tocar, há-de ser sempre uma benece, algo de muito bom com o qual não contava, prefiro não preparar a minha alma para o que é inesperadamente bom. Assim o orgásmo dos sentidos será melhor e maior, vou saborear esse prazer que o acaso me brindou com toda a alma.
As pessoas que vamos conhecendo ao longo da vida, a capacidade que temos de transportar gente dentro duma caixinha á qual costumamos chamar coração e na qual cabe sempre mais alguém é impagável. O poder de crescer aprendendo com o que nos rodeia é fascinante e a nossa aptidão para absorver gente e conhecimento é inesgotável e delíciosa de usar.

Os azares, esses, normalmente são provocados por erros de cálculo.

Hizys disse...

Eu também não acredito na sorte. Apesar do acaso ter qualquer coisa que se lhe diga, muito mais parte de nós mesmos. E por isso é importante saber sorver cada conhecimento não como um acaso, mas como um factor para a nossa construção pessoal.

E acredito que tenhas razão el Ramalho...o azar é provocado por nós, quando deixamos escapar alguma coisa.

loira disse...

Atrevo me a comentar porque hoje fui ver esse grande filme!
Acho que gostei! Nunca tinha visto um filme de Woody Allen mas agora percebo melhor as criticas sobre os seus filmes. é mesmo um estilo diferente, alternativo.
Continuo a pensar no filme! Estes filmes que nos deixam a pensar sao mesmo os melhores!

Hizys disse...

Este deixou-me mesmo a pensar. A primeira frase e a última encadeiam-se e são a chave de tudo. Muito bom! =)

Paty disse...

gostei muito mesmo de toda a metáfora do filme

Unattached disse...

"Determinar-se-ão assim as relações humanas por uma questão de causualidade? " é isso ou acreditar no destino...eu voto no acaso. E sim é estranho tentar imaginar que toda a nossa vida seria diferente se tivessemos nascido nem que fosse apenas 2 km para oeste, ou para norte opu tanto faz...tudo podia ser completamente diferente...ai ai...mas deixemos essas coisas ao critério do sonho e da imaginaçao...pois estamos aprisionados às condiçoes com que vivemos...even so...its not all that bad.. :)

Bjs


Ps: vou definitivamente ver esse filme!

Pato Suicida disse...

Match point não é tenis?? Bola de jogo?