segunda-feira, junho 16, 2008

Escrevo-te com a fé infantil da criança que já fui e que, muitas vezes, continuo a ser. Amo-te sem tamanho possível de conceber. A minha mão nunca largará a tua nos caminhos difíceis da vida. Da nossa vida. E quando chorares eu chorarei contigo, e quando sofreres e rires eu farei o mesmo. Porque tu és parte de mim, metade da minha carne. E vou observando os teus gestos, a tentar-te conhecer mas falta muito até ter a tua alma por inteiro. Talvez nem o queira, porque conhecer-te dá vontade de ver mais sem nunca tirar todo o véu. Magoas-me mas eu entendo. É uma dor que te persegue, tu lutas contra ela e eu tento. Eu não sei tentar melhor. Talvez possa entender mais e ser mais. Mas os anjos ainda não me deram um par de asas novas. Já parti tantas vezes as asas. Mas eu queria muito voar de novo até ti e dizer-te ao ouvido que estou aqui. Escrevo-te para te pedir que não me ignores, que não mostres a indiferença que magoa mais que tudo o resto. Afinal, eu amo-te com o comprimento de todas as luas e estrelas que percorrem o céu. Desculpa pela minha falta de asas. Mas eu tento voar no teu sorriso e no meu. Não o apague.