Escrever

"Nesta obstinada profissão de fé, só muito tarde aprendi que escrever é cumprir uma promessa feita não se sabe a quem - nem porquê. E de que a fronteira entre dois mundos, o visível e o invisível, nasce do que imaginamos ser o que o não é.
Mercador de simulações, inventei ruas, bairros e uma cidade, através dos quais, e das pessoas que lá coloco, procuro a música dos estribilhos que nos indique algum sinal de esperança. Tédios e perdas, desalentos e desventuras, módicas alegrias e suaves aspirações, eis sobre o que escrevo. Pequenas sagas de nada que nos enredam nas mãos do frágil e caprichoso tempo."

Baptista-Bastos in "A cara da gente"

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