terça-feira, novembro 02, 2010

Mais que amor.

Dizer que te amo é muito pouco para exprimir o que sinto por ti, és como uma canção arrancada aos silêncios da minha vida. Uma música com mais sinfonias que Beethoven, com andamento ora rápido, ora lento, com a cadência particular adequada aos momentos da nossa história de amor. Nessa canção encontrei um rumo e outras vezes perdi-me. Partilhámos tantos segredos debaixo daquela árvore encantada, que mais ninguém - a não estas duas almas enamoradas- consegue vislumbrar. Provámos desse fruto proibido e eu dei-te tudo e tu deste-me, até, a lua. Não a achei assim tão bonita, vista de tão perto. Nada que se compare ao brilho dos teus olhos e ao perfil do teu rosto. Esta é uma história de amor real, com lágrimas, sorrisos e em que nem tudo é um mar de túlipas. Poderiam ser rosas, só que a túlipa sempre foi a minha flor favorita. Encheste-me a cama de flores e depois soltámos as pétalas pelo chão fora enquanto me beijavas. O teu beijo é a incandescência pura e luminosa deste nosso mais-que-amor. Maisamor, ou Amormais, esta palavra nova que inventei enquanto as nossas bocas se tocavam no banco solitário daquele jardim. O que vou fazer se não estiveres por perto? Tu e eu somos uma fusão, uma miscelânea de diferenças e proximidades. Uma vertigem de pontes e pontos sem nó. De fins e de começos. Não sei se te amo, porque perdi contigo o significado do amor. Para nós, é tudo extremamente (a) normal. Era mesmo assim que eu queria. Mais que amor. Tão mais que tudo que se transforma em nada. Nada com que os outros tenham a ver. Dizer que te amo é tão redundante e ínfimo, é tentar contar todas as estrelas do céu e achar que se chegou à conclusão certa. De qualquer forma, não há estrelas que cheguem quando se ama assim.

1 comentário:

Anónimo disse...

lindo!

mary