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O poeta é um fingidor

O meu tio Zébio

Consigo compreender. O teu olhar terno e tranquilo, o teu sorriso calmo e genuíno. Esse, que não dás em vão, tal como a tua voz, que rompe o silêncio da tua serenidade apenas com palavras de bem e amor. Consigo compreender, a forma como absorves cada detalhe da nossa aldeia, com os teus olhos claros e bonitos, globos cheios dos encantos da nossa terra. Consigo compreender, como conheces cada rosto envelhecido, cada criança que corre pela calçada, cada voz que te procura com pedidos de ajuda (e são tantas). Consigo compreender, esse amor que te consome, que nunca te deixou abandonar esse lugar, simples e bonito, que adoras com todas as tuas forças, que apaixona todo o teu ser. Consigo compreender, como sabes de cor cada recanto, cada casa, cada remendo e defeito que gostavas de melhorar. Consigo compreender esse amor desmedido pela aldeia e pela família, que marca o compasso dos teus dias e dá sentido ao teu viver. És verdadeiro, único, nunca deixaste que a maldade do mundo te corrompes...

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