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O poeta é um fingidor

Poemas para a minha filha - XVII

Quando te vi a entrar na escola Confiante e segura Sem ninguém pela mão De cabeça levantada e olhar em frente Os meus olhos encheram-se de lágrimas E tive vontade de voltar a correr Pegar-te ao colo Levar-te outra vez para casa Esquecer o trabalho E abraçar-te o dia todo Como quando nasceste E o tempo era nosso Tempo para ti e para mim Para eu ser só mãe E tu seres só filha Para sestas no colo E risadas sem horários. Tive vontade de parar o tempo De voltar atrás Viver tudo de novo E pedir-te que não crescesses Tão rápido como tens crescido. Ainda agora entraste na escola E já tenho saudades De te ter só para mim De tudo o que vivemos De seres pequenina E só precisares de mim.

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