<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575</id><updated>2012-02-02T01:38:09.121Z</updated><category term='fauno'/><category term='eu'/><title type='text'>LetraSoltas</title><subtitle type='html'>Turbulência de sentir nas palavras.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>537</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8565604581679659445</id><published>2011-12-06T00:56:00.006Z</published><updated>2011-12-06T10:40:17.873Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fauno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><title type='text'>«sejam bem-vindos»</title><content type='html'>Sejam bem-vindos, esta é a minha casa. O meu coração aberto de par em par para quem quiser entrar. Eu, uma alma de mil almas consumadas em chama. Sou o que quiseres que seja, o que pensares que sou e, ainda assim,muito menos do que aquilo que poderei vir a ser. Sou um caminho feito de váriosdesvios. Uma personalidade fragmentada em momentos. Hoje é só o momento-poesia.Cada palavra aqui escrita é uma parte de mim, uma tentativa de explicar algoque nunca poderá ser contado. Eu própria. Sejam bem-vindos, já disse. A estapeça de teatro em que sou apenas uma personagem secundária à procura do seupapel principal. Uma verdade que se assemelha a tantas mentiras. Uma músicaperdida do solfejo, que vai chorando e sorrindo notas à deriva, que derivam apenasde mim. Mim? Três letras tão difíceis de entender. Sou o que penso. Sou o quedigo. Sou o que tu dizes e pensas de mim. Quantas almas me habitam? Sou euhoje, outro eu amanhã, sempre almas novas e passageiras, sorrisos breves epaixões sentidas. Um caminho sempre de regresso ao lar do meu coração, já que aminha alma é uma estrangeira perdida no meu pequeno e proscrito… labirinto de Fauno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8565604581679659445?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8565604581679659445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8565604581679659445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8565604581679659445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8565604581679659445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/12/sejam-bem-vindos_801.html' title='«sejam bem-vindos»'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-68668776223730311</id><published>2011-11-20T01:49:00.000Z</published><updated>2011-11-20T01:49:08.001Z</updated><title type='text'>"Sólo muere aquél que no vivió"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OW8Wqz9QbtI/TshccTge9RI/AAAAAAAADrI/ladHtP_mDVM/s1600/DSCF0725.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-OW8Wqz9QbtI/TshccTge9RI/AAAAAAAADrI/ladHtP_mDVM/s400/DSCF0725.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-68668776223730311?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/68668776223730311/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=68668776223730311' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/68668776223730311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/68668776223730311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/11/solo-muere-aquel-que-no-vivio.html' title='&quot;Sólo muere aquél que no vivió&quot;'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-OW8Wqz9QbtI/TshccTge9RI/AAAAAAAADrI/ladHtP_mDVM/s72-c/DSCF0725.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4366446356476325623</id><published>2011-10-23T01:10:00.001+01:00</published><updated>2011-10-23T01:10:58.517+01:00</updated><title type='text'>Meia-Noite em Paris</title><content type='html'>E de repente, enquanto descia as escadas daquele prédio suburbano, tão igual a todos os outros daquela rua e daquela cidade, teve saudades de um tempo em que não viveu. Do tempo de la bohème e romance à beira-Sena, de Hemingway e Fitzgerald e um copo de vinho, de Paris iluminada pelos maiores génios da pintura e da poesia, de um tempo de brilho nos olhos e passeios à chuva. Teve saudades de uma cidade que nunca viveu, Paris e a sua cor de vida e emoções. Desejou que a auto-estrada se transformasse nos imensos campos elisíos, mas acabou do outro lado da periferia, no cinzento dos tempos de agora. E tudo se perdeu em duas horas de ilusões, nas palavras de Woody Allen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4366446356476325623?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4366446356476325623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4366446356476325623' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4366446356476325623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4366446356476325623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/10/meia-noite-em-paris.html' title='Meia-Noite em Paris'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-9164089424842884968</id><published>2011-09-18T03:13:00.002+01:00</published><updated>2011-09-18T03:29:45.949+01:00</updated><title type='text'>Minha avó</title><content type='html'>Queria tanto que ainda estivesses aqui para me ouvir. Tenho saudades das noites em que a mãe me deixava ficar acordada até mais tarde, para ficar contigo na cozinha, a ajudar-te com os doces e bolos para alguma festa ou almoço do dia seguinte (em tua casa havia sempre alguém para vir almoçar ou jantar, e apesar de ser habitual, tu transformavas qualquer lanche numa festa). Eu ficava contigo de volta do arroz doce, das filhozes e das mílharas, como desculpa para te falar dos meus amigos da escola, das minhas dúvidas e problemas de menina de cinco ou dez anos - e tanta coisa que eu tinha para falar, meu Deus! Como é possível que em tão tenra idade se ache que a vida é difícil? Mas era mesmo assim. O recreio era uma fonte de questões e emoções que eu tinha de partilhar contigo, como se a minha vida dependesse disso. Enquanto despachavas doces e iguarias em barda, eu seguia-te como uma sombra, despejando histórias nas tuas costas, enquanto batias as claras em castelo, enquanto encavalitavas as sobremesas no frigorífico da sala, enquanto preparavas a mesa para o dia seguinte. Quando te sentavas, de rastos, no banquinho ao pé da lareira, a afastar as brasas para apagar o lume, como quem diz, temos que ir dormir, eu sentava-me à tua frente, como quem exige a tua atenção, e pedia-te só mais cinco minutos. Tu sorrias, cansada, aprendias o nome dos meus amigos e davas-me opiniões como se tivesses a minha idade, como se compreendesses exactamente o que eu estava a viver. O que eu mais gostava, avó, é que tu nunca me interrompias. Deixavas-me falar sempre, até ao fim, à minha maneira, sem te fartares ou começar com clichés de quem não está interessado na conversa e só se quer livrar o mais rapidamente possível para ir à sua vida e ainda pensar que é um bom amigo. Nunca te ouvi dizer tem calma, isso é normal, isso passa, não te preocupes com isso, ou outra expressão de algibeira que serve de ponto final parágrafo, agora deixa-me falar de mim. Às vezes quase adormecias para dentro do lume, enquanto eu falava como se não houvesse amanhã, e eu tinha de te segurar e acordar e pedir "só mais um bocadinho e já vamos dormir". E tu sorrias, eternamente paciente, no teu papel de segunda mãe, e contava-te toda a vida que se passava comigo enquanto tu não estavas. Enquanto vivias na tua casinha florida de aldeia, e eu na minha vivenda amarelada de cidade. Aquelas conversas eram, para mim, criança desassossegada na sua vida difícil de primária, uma terapia sem igual. Agora que a tua casinha de aldeia está vazia, e o lume para sempre apagado, percebo a falta que aquelas conversas me fazem. Sinto falta de quem me olhe nos olhos enquanto falo, que se preocupe e interesse genuinamente pelo que digo, sem desviar o olhar para o copo de cerveja nem procurar o telemóvel na mala. Tu sabias olhar para dentro de mim, acariciar-me a alma e deixar-me em paz. Sinto tanta falta de ter alguém como tu. Sinto falta de ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-9164089424842884968?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/9164089424842884968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=9164089424842884968' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/9164089424842884968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/9164089424842884968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/09/queria-tanto-que-ainda-estivesses-aqui.html' title='Minha avó'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8752773197275219168</id><published>2011-06-28T21:28:00.001+01:00</published><updated>2011-06-28T21:29:25.628+01:00</updated><title type='text'>Ainda não sei escrever</title><content type='html'>Gostava que escrever fosse como andar de bicicleta, aprendes uma vez e pronto, não custa mais. Mas escrever não é brincadeira de criança, é mais do que aprender o abcd e o aeiou, mais que intercalar consoantes com vogais, mais que juntar predicado ao sujeito. Escrever é sempre como aquela primeira vez de bicicleta, quando o teu pai te empurra sem estares à espera, aguentas-te como podes e acabas por cair. Porque as palavras são matreiras, e a cada dia, a cada texto, tens de as moldar como plasticina, tens de brincar com elas até que te apareçam no ecrã como por magia, tens de lhes dedicar todo o teu tempo, toda a tua paciência, toda a tua vida, até que lhes possas chamar tuas. E é por isso que por mais que o tempo passe, por mais que escreva, quando começo um texto e vejo o cursor a piscar sozinho, sinto que ainda não sei escrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8752773197275219168?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8752773197275219168/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8752773197275219168' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8752773197275219168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8752773197275219168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/06/ainda-nao-sei-escrever.html' title='Ainda não sei escrever'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-127385219714884337</id><published>2011-06-13T23:43:00.002+01:00</published><updated>2011-06-13T23:43:59.827+01:00</updated><title type='text'>Don't you let me go Tonight</title><content type='html'>watch my back so i'll make sure&lt;br /&gt;you're right behind me as before&lt;br /&gt;yesterday the night before tomorrow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dry my eyes so you won't know&lt;br /&gt;dry my eyes so i won't show&lt;br /&gt;i know you're right behind me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;and don't you let me go, let me go tonight&lt;br /&gt;don't you let me go, let me go tonight&lt;br /&gt;don't you let me go, let me go tonight&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;don't you let me go, let me go tonight&lt;br /&gt;don't you let me go, let me go tonight&lt;br /&gt;don't you let me go, let me go tonight&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;you walk the surface of this town&lt;br /&gt;the high heels above the ground&lt;br /&gt;and high horses that we know&lt;br /&gt;keep us safe until the night&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;you know them all, i know it all&lt;br /&gt;stay put and play along&lt;br /&gt;'cause i'm looking for my friend&lt;br /&gt;now i got you, got you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;don't you let me go, let me go tonight&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-127385219714884337?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/127385219714884337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=127385219714884337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/127385219714884337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/127385219714884337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/06/dont-you-let-me-go-tonight.html' title='Don&apos;t you let me go Tonight'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-2849055456761034998</id><published>2011-05-19T14:28:00.000+01:00</published><updated>2011-05-19T14:28:10.487+01:00</updated><title type='text'>Losing my religion</title><content type='html'>A verdade é que estamos sozinhos, mesmo tendo alguém que nos aqueça os pés à noite, mesmo que ao fim do dia haja café à beira mar, a verdade é que o dia começa e estamos sozinhos. Estamos sozinhos quando não atendes, quando são 4h da manhã e estás a dormir, apesar daquela frase que se costumava escrever no MSN e nas frases nicola, que um amigo atende o telemóvel às 4h da tarde e às 4h da manhã. A verdade é que tens de te desenrascar, que mesmo que todos os teus amigos digam que tens força e vais conseguir, as palavras não chegam, e há dias em que ao final do dia todos os sorrisos de todos os teus amigos também não chegam.&lt;br /&gt;Estamos sozinhos, essa é a verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-2849055456761034998?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/2849055456761034998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=2849055456761034998' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2849055456761034998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2849055456761034998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/05/losing-my-religion.html' title='Losing my religion'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-7704649813931047752</id><published>2011-05-01T20:33:00.002+01:00</published><updated>2011-05-01T20:43:03.156+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>«Prometo». Não costumo falhar às promessas que te faço, e ponho toda a verdade em cada palavra, sílaba, ditongo e frase que te digo. Prometi-te que voltava a pegar na escrita e a fazer dela minha. Como se as palavras tivessem dono, assim como os corações. São apenas fragmentos que vamos segurando nos dedos, peças que nunca completam verdadeiramente um puzzle mas que insisto em tentar juntar. Se estou a falar do meu coração ou das palavras? Talvez dos dois. Possivelmente de mim. Sou um puzzle sem sentido, mas tu és a peça chave para me completar. O amor é como o vinho sabes? Quanto mais velho melhor. O nosso tem amadurecido como uma boa garrafa de vinho tinto. Mas os corações, meu querido, nunca terão dono. São almas mordazes e dífíceis, que batem ao ritmo de uma canção. A música do meu coração está sempre a mudar, ora rápida, ora lenta, ora feliz, ora triste. Ta na na na na. Ti ri ri ri. Tantas canções, todas elas ao ritmo da mesma letra do nosso amor. Mas o coração é complicado e invejoso. Há dias que sei que te amo mas o coração desencanta-se. Há dias que me apetece gritar e dizer adeus, esbraçejar e partir rumo a lado nenhum sem saber porquê. Dias de raiva e dias sem palavras. Parece que jogo uma partida em que te posso perder um dia. De encontros e desencontros tornados acaso. Sou uma alma estranha, que se entranha no amor e na paixão. Mas eu «prometo». Prometo que te amo e eu não falho às minhas promessas. Se te disser «vou amar-te para sempre», então já sabes. Para sempre é o tempo que te resta para ouvires as muitas melodias do meu coração, que tal como as palavras, terás sempre de conquistar e nunca serão tuas. Peço as letras emprestadas ocasionalmente e faço delas o meu acaso feliz. Sem elas e sem ti, sou só um fragmento, uma peça num tabuleiro de xadrez, sem nunca poder fazer xeque-mate ao rei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-7704649813931047752?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/7704649813931047752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=7704649813931047752' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7704649813931047752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7704649813931047752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/05/prometo.html' title=''/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4984594350486154970</id><published>2011-05-01T02:40:00.005+01:00</published><updated>2011-05-01T02:47:33.676+01:00</updated><title type='text'>um balão cheio de ti</title><content type='html'>a minha vida é um balão cheio de ti. percorro as minhas fotografias mais recentes, há anos que estás sempre presente, se não fores o olho por trás da objectiva, és o sorriso que trago na fotografia. é por ti que sorrio assim, dia após dia, quando chego a casa e a cabeça rodopia de cansaço, me sento na cama e espero a tua chamada. sou um corpo cheio de recordações de ti, de beijos, de toques, de emoções. e as roupas... percorro o armário e vejo o teu nome por toda a parte. aquele é o vestido que usei nas nossas primeiras férias, aquelas são as calças que comprei contigo, aquele é o top que adoras.&lt;br /&gt;na minha escrivaninha repousa um ramo de rosas que me deste na semana passada. não há fotografias tuas no meu quarto, mas as flores não param de falar de ti, do momento bonito em que puxaste do ramo de trás das costas, e disseste "vais embora por alguns dias".&lt;br /&gt;há sempre qualquer coisa, por mais banal que seja, que tem o teu nome gravado e não me deixa esquecer que existes em mim, em toda a parte. por vezes tenho medo, sabes. imagino-me nua, a olhar para todas as roupas em que deixaste o teu cheiro sem vontade de as usar, porque partiste. tenho medo que partas, um dia, e me deixes vazia. que esse balão imenso de ti que bate dentro de mim se torne pequenino e enlouqueça sem a tua presença, tu que com esse sorriso enches a sala, que no meio da multidão não deixas que me sinta sozinha.&lt;br /&gt;que será de mim se não suportar o teu nome escrito por toda a parte, como diria o manel cruz numa música dos ornatos? espero que fiques, agora que deixaste a tua marca em tudo o que eu sou, seria muito pouco sem ti (e isso assusta-me... tanto).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4984594350486154970?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4984594350486154970/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4984594350486154970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4984594350486154970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4984594350486154970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/05/minha-vida-e-um-balao-cheio-de-ti.html' title='um balão cheio de ti'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-3207344196825977617</id><published>2011-04-20T20:27:00.002+01:00</published><updated>2011-04-20T20:28:18.798+01:00</updated><title type='text'>"o meu amor abraça-me onde a solidão termina..."</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/ASePmZ7Uy0I" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obrigado à AR por me lembrar desta música incrível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"o meu amor tem 30 mil cavalos a galopar no peito e um sorriso só dela..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-3207344196825977617?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/3207344196825977617/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=3207344196825977617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3207344196825977617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3207344196825977617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/04/o-meu-amor-abraca-me-onde-solidao.html' title='&quot;o meu amor abraça-me onde a solidão termina...&quot;'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ASePmZ7Uy0I/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-2621776804694722291</id><published>2011-04-05T20:00:00.002+01:00</published><updated>2011-04-05T20:02:34.209+01:00</updated><title type='text'>o meu amor</title><content type='html'>o meu amor é esperar até à meia-noite quando chegas das aulas para te falar ensonada, para te mandar beijinhos pelo telefone e ouvir-te até adormecer, é acordar pela madrugada se adormeci sem teres chegado, é acordar à espera de uma mensagem tua, é viver toda a semana à espera de sexta-feira. o meu amor é esperar, o meu amor é o relógio, o meu amor é o calendário, é contar os dias e abraçar o fim-de-semana para que não se vá embora. é prender-te em minha casa ao domingo só mais um bocadinho, até que ficas rabugento e dizes que tens de dormir, é beijar-te mais uma vez ainda à porta e segurar-te na mão pela janela do carro, é esperar até ver o carro desaparecer naquela esquina que te engole e te leva para longe de mim (esquina malvada). o meu amor é só mais um minuto, só mais uma hora, só mais um pouco. o meu amor é saudade. todos, todos os dias, sempre saudade sempre amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-2621776804694722291?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/2621776804694722291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=2621776804694722291' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2621776804694722291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2621776804694722291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/04/o-meu-amor.html' title='o meu amor'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-6525747150726744394</id><published>2011-04-03T13:31:00.001+01:00</published><updated>2011-04-03T13:32:56.899+01:00</updated><title type='text'>Stand up!</title><content type='html'>"&lt;i&gt;Stand up&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;You've got to manage&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I won't sympathize&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Anymore.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And if you complain once more&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;You'll meet an army of me&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And if you complain once more&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;You'll meet an army of me&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;You're alright&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;There's nothing wrong&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Self-sufficience please!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And get to work.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And if you complain once more&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;You'll meet an army of me&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And if you complain once more&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;You'll meet an army of me&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Army of me&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;You're on your own now&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;We won't save you&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Your rescue-squad&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Is to exhausted&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And if you complain once more&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;You'll meet an army of me &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And if you complain once more&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;You'll meet an army of me&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And if you complain once more&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;You'll meet an army of me&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And if you complain once more&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;You'll meet an army of me&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Army of me&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Army of me, Bjork &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;On repeat. Till my soul memorizes it...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-6525747150726744394?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/6525747150726744394/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=6525747150726744394' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6525747150726744394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6525747150726744394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/04/stand-up.html' title='Stand up!'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-6585714698393191524</id><published>2011-04-03T03:50:00.004+01:00</published><updated>2011-04-03T03:52:50.393+01:00</updated><title type='text'>cobarde</title><content type='html'>cobarde. deitado na mesinha-de-cabeceira ele espera por ti, empoeirado, esquecido, as palavras interrompidas e a verdade calada. cobarde! interrompeste a tua vida como um livro difícil de ler, baixas as armas, enrolas-te na cama, silencias os sonhos e passas pelos dias de bicos de pés. cobarde! grita, faz barulho, bate com a porta, sai para não voltar. tens medo da ressaca dessa anestesia, de adiar o amanhã de mudar e fazer mais, tens medo de voltar à primeira página e ter de escrever tudo de novo. aproveita agora que o texto está a lápis, a caneta custa mais a escrever por cima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-6585714698393191524?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/6585714698393191524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=6585714698393191524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6585714698393191524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6585714698393191524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/04/cobarde.html' title='cobarde'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-1214438371818437299</id><published>2011-03-31T21:42:00.000+01:00</published><updated>2011-03-31T21:42:30.007+01:00</updated><title type='text'>runaway train, II</title><content type='html'>lembro-me que quando parti naquele comboio percebi que não tinha amado, que não sabia o que era amor. ele tinha descido as escadas da estação sem sequer esperar que o comboio partisse, sem correr atrás, como fazia sempre. lembro-me de como amaldiçoei todos os encontros, todos os telefonemas, todas as mensagens e todo o tempo que perdi em algo que, afinal, nem valia uma despedida na estação digna de filme. nem um típico nunca te esquecerei entre lágrimas ou um beijo arrebatador, final, dramático. nada que arrancasse um par de lágrimas à espectadora mais lamechas. durante anos fugi de qualquer coisa que pudesse virar outra decepcionante despedida, tão pouco fílmica. porque amar é cinema. é apaixonar-se num segundo, é todo o mundo seres tu, é ter a vida nos teus beijos e viver só para rir contigo. amar não é descer as escadas da estação e esperar pelo próximo autocarro, é correr atrás e ficar até o comboio partir. ou então não é amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-1214438371818437299?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/1214438371818437299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=1214438371818437299' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1214438371818437299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1214438371818437299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/03/runaway-train-ii.html' title='runaway train, II'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-603462656208667209</id><published>2011-03-31T19:49:00.000+01:00</published><updated>2011-03-31T19:49:27.128+01:00</updated><title type='text'>I'm not there</title><content type='html'>recomeça, tudo de novo, o dia de ontem em repeat, as vozes de toda a semana, o tic tac de todo o ano. recomeça, e eu não estou aqui, os meus olhos voam para trás do horizonte, procuram-te mas não estás lá, onde estás? vida, sonho, o mundo na boca e a boca no mundo. onde estás? quem te roubou o arco-íris dos olhos e te deixou a chover, pequena no teu canto? tenho saudades de sonhar. e de acreditar nos meus sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-603462656208667209?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/603462656208667209/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=603462656208667209' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/603462656208667209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/603462656208667209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/03/im-not-there.html' title='I&apos;m not there'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-6612464016378705264</id><published>2011-03-28T20:25:00.000+01:00</published><updated>2011-03-28T20:25:24.350+01:00</updated><title type='text'>Io Sono L'amore</title><content type='html'>"Feliz? Feliz é uma palavra que não se diz, porque nos deixa tristes"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;i&gt;Io Sono L'amore&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-6612464016378705264?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/6612464016378705264/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=6612464016378705264' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6612464016378705264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6612464016378705264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/03/io-sono-lamore.html' title='Io Sono L&apos;amore'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8572436123683556422</id><published>2011-03-27T17:43:00.002+01:00</published><updated>2011-03-27T17:45:37.043+01:00</updated><title type='text'>eu e ela</title><content type='html'>somos tão diferentes. ela e o seu olhar perfeito e decidido, o seu sorriso certinho e direito sem dentes, como quem sabe exactamente o que quer. e eu, os meus olhos perdidos e distraídos, o sorriso grande de ingenuidade e inocência. eu sou uma miúda, o meu carro chia e faço um dia de cada vez, ela tem um topo de gama e sabe onde vai estar daqui a cinco anos. eu desprezo a política e as matemáticas e ela faz deles o seu dia-a-dia, eu sonho com o cinema todos os dias e para ela isso é coisa de fim-de-semana. ela conta as calorias que come e eu peço uma mousse no fim do jantar, ela gosta de ir à praia e eu prefiro o inverno porque me posso esconder nas pesadas camisolas de lã de todos os dias. não sei como ele me escolheu, sabes. e imagino como eles se devem perguntar sobre isso. os pais e os amigos. como enumeram as diferenças e me imaginam como um intervalo divertido de uma vida a sério, que ainda pode ter - com ela. eu sou a gargalhada, as férias, as noites no cinema e no quarto a ver séries. ela assina cheques e compra casas. ela está noutro mundo agora, e ele está no meu. ri-se e vive no meu desenho animado. mas quando cair o pano e o filme terminar, fica escuro e são horas de fazer coisas importantes. e os desenhos animados não existem no mundo dos crescidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8572436123683556422?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8572436123683556422/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8572436123683556422' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8572436123683556422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8572436123683556422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/03/somos-tao-diferentes.html' title='eu e ela'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-2578352520372396758</id><published>2011-03-27T17:19:00.001+01:00</published><updated>2011-03-27T17:20:38.592+01:00</updated><title type='text'>deixei-me cair</title><content type='html'>o despertador chamava por mim mas eu não respondi. ouviam-se passos no corredor, o meu nome arrastava-se pelos pés e o cheiro do café entrava suavemente no quarto. o dia acontecia, eu deixava-me ficar. tinha o plano perfeito. enrolei os lençóis ao estrado da cama e dei nós que nem o mais hábil escuteiro conseguiria desatar. enrolei-me toda na manta mais pesada da cama, qual crepe chinês eu era só camadas e camadas de lã fofa e aconchegante. e deixei só o meu nariz de fora, uns fios de cabelo mais rebeldes que resistiram ao meu &lt;i&gt;bunker&lt;/i&gt;, e deixei-me estar, até que se esquecessem, que desistissem de mim. quando tinha cinco anos gostava de brincar aos submarinos e mergulhava na cama a fingir que era o mar e contemplava as mais incríveis espécies de peixes entre os lençóis. gostava de me afundar na cama até ficar tão quentinho que o mundo lá fora parecesse impossível. e de ficar tão escondida que a minha mãe procurava por mim e me descobria à força das cócegas.&lt;br /&gt;mas naquele dia não havia mar nem nem calor nem cócegas que me trouxessem à superfície. naquele dia deixei-me ficar enrolada nos lençóis e nas mantas até que a casa esvaziasse e se esquecessem de mim. até que o silêncio absorvesse a casa e engolisse a minha ausência. naquele dia eu era pijama e cama e estou doente e não vou trabalhar. naquele dia eu era uma criança de 5 anos que põe o termómetro no copo de chá para fingir que tem febre. naquele dia eu não aguentava mais o peso do mundo. naquele dia eu desisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e enchi outra vez a impressora de papel e voltei ao meu computador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-2578352520372396758?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/2578352520372396758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=2578352520372396758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2578352520372396758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2578352520372396758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/03/deixei-me-cair.html' title='deixei-me cair'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-2382475599281696105</id><published>2011-03-22T14:07:00.003Z</published><updated>2011-03-22T14:17:56.347Z</updated><title type='text'>Perdida</title><content type='html'>Às vezes sinto que estou perdida dentro de mim mesma. Tal e qual um labirinto abismal de perguntas sem resposta e de palavras contidas por dizer. Perdida dentro de caminhos que ousei trilhar e de escadarias que não ouso subir. Oiço dizerem-me baixinho que sou capaz de saltar cada lanço e obstáculo dessas pequenas escadas. Oiço o meu coração bater mais depressa que um furacão, como se falasse comigo e me dissesse: «avança». Só o meu corpo, languidamente, desobedece aos meus quereres. Fica ali, uma pedra para sempre adormecida. Quero fazer ricochete dessa pedra e encontrar a coragem que perdi em algum lugar. Fazer inversão de marcha naquela rua de sentido único em que me tenho refugiado. Gritar, a plenos pulmões, o verdadeiro grito da liberdade. Sem deixar que as palavras sejam engolidas à pressa e se colem no fundo da garganta. Sem deixar que o medo me ultrapasse em alguma esquina e o embaraço me faça parar. Que fazer quando mordes a língua e as palavras não te saem?Quando te fechas na concha do silêncio em vez de arrastares as ondas ao teu redor? Quando vais começar a lutar? Quando vais deixar de te perder nas rotas de ti mesma e vais perguntar a alguém o caminho de volta? De volta ao que mereces e não ao que aos outros esperam de ti. Ainda não é tarde para encontrares o caminho de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-2382475599281696105?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/2382475599281696105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=2382475599281696105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2382475599281696105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2382475599281696105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/03/perdida.html' title='Perdida'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-9033253624746512932</id><published>2011-01-11T17:07:00.005Z</published><updated>2011-01-11T17:20:25.862Z</updated><title type='text'>Isto não é um poema</title><content type='html'>Isto não é um poema. É uma coisa qualquer. É um tempo sem regras obscuras e sinais do passado. É uma mancha solitária na prateleira das letras, um pássaro devorando a liberdade num voo de asas abertas. Não se cansa porque a liberdade não dorme, mas vacila no alto do céu. Isto não é um poema, são mais que palavras, são letras que se juntam para procurar o sentido da própria vida. Para entender porque ansiamos tanto ganhar e porque é que há tanto em jogo quando estamos a perder. Tudo isto só posso dizer porque porque não falo na língua da poesia, mas na língua universal dos homens. Palavras com travo a sal de um povo de marinheiro encurralados entre as ondas. Procuram a saída mas só há mar e mar e amor neste rio de emoção dos homens, que tentamos decifrar com palavras, meras junções ocas e opacas de letras, sons agudos, graves, esdrúxulos. Vogais e consoantes. Não escrevo um poema, junto letras e letras na tentativa desesperada de me reencontrar com o passado e de buscar o futuro. Alimento-me de ilsusões desiludidas, afogo-me em palavras que flutuam nas bocas dos outros e a que me agarro. Mas o barco das acções já zarpou. Restaram bóias de coisas ditas que nunca se sentiram. Uma enxurrada de fraudes e de letras juntas às cegas por aí. Não escrevo um poema mas um apelo às palavras ditas sem razão. Na língua universal dos homens, a língua do amor e do coração. Amor tenho eu de sobra. E que dizer das palavras?Tenho-as aos molhos, prontos para empacotar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-9033253624746512932?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/9033253624746512932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=9033253624746512932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/9033253624746512932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/9033253624746512932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2011/01/isto-nao-e-um-poema.html' title='Isto não é um poema'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4387489896034050084</id><published>2010-12-17T16:15:00.002Z</published><updated>2010-12-17T16:15:16.179Z</updated><title type='text'>Como eu escrevo</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Como não escrevo. Não escrevo sem lavar os dentes, as palavras ganham sarro e devem sair frescas da boca para a ponta dos dedos. Não escrevo sem pensar que são quê, cinco da manhã, voltaste a acordar antes do sol e é bom que tenhas algo a dizer na confusão do mundo. Não escrevo de barriga cheia ou com vestígios de ressaca. Reduz o horário de escrita do ano, mas nada a fazer. Se começas a ficar tonto, come as palavras que estão a mais, há sempre muitas. Quando não aguentares o jejum, se a própria fome te engorda a frase, vai ao frigorífico e repõe o açúcar e o sal no sangue.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não escrevo sem pensar nas possibilidades do ridículo de escrever, que nunca acabam. Não escrevo sem pensar que posso ser mais uma pessoa que devia fazer outra coisa na vida. Não escrevo sem perceber que então ia fazer o quê?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Agora como escrevo, se conseguir. Escrevo contra a maldade e a ignorância que estão dentro de mim. Escrevo também a favor delas, são adversários magníficos a quem foram dados muitos anos de avanço.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escrevo a pensar nas formas impossíveis do amor, se for preciso inventa-se mais uma verdadeira.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escrevo contra a escravatura das religiões, a obrigatoriedade da fé que tanto mal faz às crianças da Terra. Tenho respeito por Deus, mas se existe é má pessoa. Eu mudava de atitude, com tantos poderes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escrevo a combater as conspirações da realidade, a meio desta frase lá está ela a conspirar, algures. Apesar de tudo, acredito que a vida triunfa, não escrevam Fim antes de acabar a história. Sou um optimista mas não percebo porquê. E se isto fosse fácil era para os outros, como dizem os marines e disse uma pessoa que amei. Escrevo porque me pediram para escrever e porque me pediram para não escrever e foram todos bons conselhos de gente formidável. Escrevo porque tenho muitos amigos e amigas e alguns deles são um pouco malucos. E tenho filhos e pais e irmãs.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escrevo porque viajei e vi injustiça e sofrimento. Não serve de nada escrever sobre desgraças, ou quase nada, mas algum nada temos de fazer. Muito do sofrimento que vi é meu e português e mundial. Também faz rir, mas acredito que o humor é aprofundar, não aligeirar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escrevo contra as pessoas parvas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escrevo porque as mulheres são bonitas e cheiram bem. E pelos vivos e pelos mortos, as pessoas vivem e de repente morrem-nos. E o mar tem peixes e os bosques pássaros e o esgotos ratos. Escrevo porque é uma profissão interessante, há de certeza melhores, mas não me calharam nem podia ser."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rui Cardoso Martins,&lt;/strong&gt; em Time Out Lisboa. Autor de Deixem Passar o Homem Invisível, de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4387489896034050084?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4387489896034050084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4387489896034050084' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4387489896034050084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4387489896034050084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/12/como-eu-escrevo.html' title='Como eu escrevo'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-6607441263255338991</id><published>2010-12-17T12:35:00.003Z</published><updated>2010-12-17T12:39:28.082Z</updated><title type='text'>Como mudar para um país diferente</title><content type='html'>Um dia ele olhou para mim, e fez-me feliz. Ele, com o seu olhar maroto mas tímido, misterioso como só ele. Abriu-me uma janela para o seu mundo, mas eu queria entrar pela porta. De tapete vermelho estendido, triunfante, qual Napoleão, queria conquistar o mundo dele e declará-lo meu. Para mim parecia tão simples como entrar numa loja e comprar qualquer coisa. E dizer que era minha. Para mim era óbvio que se eu gostava dele, ele tinha de gostar de mim. Mas percebi, para desespero da minha arrogância e temperamento impestuoso, que não era bem assim. Que amar alguém é como mudar de país. Tudo acontece aos poucos e a seu tempo. Primeiro temos autorização para nos mudarmos, deixam-nos entrar. Arrendamos uma casa só com portas e janelas. Compramos uma cama e decoramos a nossa nova morada, o número de telefone. Mas ainda não sabemos falar a língua. Aprendemos a dizer bom dia, boa tarde, bom almoço, mas ainda é tão pouco. Depois descobrimos que eles não servem pequenos-almoços depois do meio-dia. Acordamos mais cedo, mudamos rotinas. Descobrimos que ali o tempo é demasiado quente, renovamos o armário. E aos poucos a cidade que pintávamos todos os dias, de ruas e caras novas, a cidade em que volta e meia nos perdíamos e que nos frustrava porque&amp;nbsp;pensávamos que já tínhamos decorado o caminho para casa,&amp;nbsp;torna-se familiar. As ruas tornam-se amigas e já não nos confundem, o caminho é automático e simples, tudo se torna mais fácil e habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar alguém é assim. Amar não é entrar de rompante e já saber o que ele costuma guardar em cada gaveta. Amar é descobrir, todos os dias, como se fosse o primeiro, é entrar em casa de bicos dos pés para não o acordar, até um dia deitar no sofá dele quando ele não está. Amar é assim. Um país, uma cidade, uma vida nova, que aprendemos a viver todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-6607441263255338991?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/6607441263255338991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=6607441263255338991' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6607441263255338991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6607441263255338991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/12/como-mudar-para-um-pais-diferente.html' title='Como mudar para um país diferente'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-7365863301418339870</id><published>2010-12-16T22:18:00.002Z</published><updated>2010-12-17T10:08:40.300Z</updated><title type='text'>herói ou vilão</title><content type='html'>O meu avô é como um herói dos livros. Nunca o conheci bem e, no entanto, sempre ouvi falar dele. Quando nasci, ele já não estava em condições para me contar as suas aventuras do passado. Um avô tem sempre histórias para contar. Mas o meu tinha mais. E por isso tenho pena de ter sempre ouvido na terceira pessoa as suas aventuras e desventuras pelo mundo dos homens. Quando me contavam quem tinha sido o meu avô, eu olhava para ele, de olhos arregalados, aquele velhinho que se fazia pequenino e frágil no sofá da marquise, encolhido em si e de mãos cruzadas no peito, de olhar fixo num ponto invisível. Dizia ele que era um menino pequenino, que não sabia nada da vida, e que queria fugir. Estas eram das poucas coisas que ele dizia. Um dia, depois de muitas histórias que me contaram sobre ele, percebi.&lt;br /&gt;O meu avô foi de pequenino trabalhar para uma casa de uma família rica da aldeia, onde aprendeu a ler e a escrever, a escutar às portas dos meninos ricos que aprendiam em casa. Também aprendeu a tocar acordeão, piano, guitarra e flauta - tudo sozinho. Os meninos tocavam e ele imitava. A música corria-lhe pelas veias. Foi também naquela casa que aprendeu o ofício de barbeiro, que naquele tempo envolvia não só aparar barbas e cortar cabelos, como curar feridas e agrafar cabeças partidas. O barbeiro era uma espécie de enfermeiro naquelas aldeias a dias de distância dos hospitais.&lt;br /&gt;Quando a idade lhe permitiu, abriu uma barbearia e inventou um novo ofício: o de taberneiro. Na taberna no meu avô, tanto se serviam copos como se faziam barbas e se agrafava a cabeça do miúdo que caiu a andar de burro. Nos serões da taberna do meu avô, ainda se liam cartas de familiares&amp;nbsp;emigrados e se resolviam burocracias: afinal o meu avô era dos poucos que sabia ler naquela aldeia. Era para o meu avô que todos se viravam, na alegria e na tristeza, para um copo de vinho ou uma guitarrada, ou para ler a carta do filho que estava em França.&lt;br /&gt;Mas o meu avô cansou-se cedo da vida de taberneiro e barbeiro. Os livros alimentaram-lhe ambições, e trocou a taberna por um contacto em França. Partiu, contra a vontade da minha avó, a minha mãe e os meus tios, que se tinham habituado aos serões da taberna, em que ele os sentava no balcão e acompanhavam com a voz o meu avô à guitarra. Quando ele partiu para França, foi também quando a minha mãe e os meus tios, que devido ao negócio do meu avô tinham conseguido ir todos para a escola, começaram a ver o seu futuro mais enevoado. A minha mãe sonhava ser professora de português e francês, e já estava no 5º ano, num colégio na Guarda, quando a minha avó percebeu que não dava mais e teve de tirar os filhos da escola. Eram seis crianças, todas com livros e quartos no colégio para pagar, que na aldeia não havia mais que a escola primária.&lt;br /&gt;Entretanto, o meu avô tinha aprendido a falar e a escrever francês, devido à facilidade que tinha em aprender, e arranjara um trabalho na fábrica da Vichy. Mas só trabalhou até ganhar dinheiro para comprar uma bicicleta e atravessar França, Suíça e Alemanha em duas rodas. Viveu durante vinte anos como um &lt;i&gt;bon vivant&lt;/i&gt; em França, de peito e sorriso embriagados pela liberdade.&lt;br /&gt;Às vezes penso em como gostava de fazer o mesmo que ele, deixar tudo e partir, começar de novo e largar as amarras. Mas depois lembro-me como a minha mãe não pode ser professora de português como sempre sonhou, e o meu tio Eusébio veio para Lisboa carregar mercearias desde o Terreiro do Paço ao Castelo de S. Jorge. Não consigo decidir se o meu avô foi um herói ou um vilão. As suas histórias fazem-me vibrar de curiosidade, e tento inventar a vida que levou em França - dizem que se deixou enamorar no Molin Rouge... Mas ao mesmo tempo penso na minha avó, que envelheceu a trabalhar de sol a sol no campo, e a minha mãe, que tanto queria ensinar, e não quero saber mais histórias sobre ele.&lt;br /&gt;Gostava de ter conseguido falar com ele, saber se valeu a pena. Gostava de saber se valeu a pena voltar para o amor-ódio dos filhos e da mulher, para se abandonar num sofá de uma marquise. Gostava mesmo de o ter conhecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-7365863301418339870?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/7365863301418339870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=7365863301418339870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7365863301418339870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7365863301418339870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/12/heroi-ou-vilao.html' title='herói ou vilão'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-7448178264156547144</id><published>2010-12-16T16:15:00.005Z</published><updated>2010-12-16T16:33:03.127Z</updated><title type='text'>deixem-me</title><content type='html'>Deixem-me só seguir por aquela estrada lá ao fundo. Não sei onde leva mas sempre é um desvio deste trilho onde fiquei, sem mais opções do que seguir em frente. Por vezes penso em ir pela esquerda mas não me deixam. Eu quero aquela outra estrada, aquela que não se sabe onde termina, aquela onde pode haver outro mundo para mim. Porque este já não sei o que é.Apenas uma sucessão de pressas para lado nenhum, de esforços que se traduzem na mais estonteante fumaça já vista. Estou cansada do mundo. Este não foi o final para a história que escrevi, para o argumento da minha própria vida. Não posso ficar por aqui, tenho de achar outros finais antes que o mundo me mate de ressentimentos e pesadelos. Parece que parei de viver e vivo em função de um sonho que o deixou de ser. Nunca voltar atrás. Digo a mim mesma. Mas o que é que tu fazes quando te apercebes que os teus sonhos nunca passaram de miragens e que a realidade é tão difícil?Será que atas os sapatos e corres, será que te acostumas a viver numa espécie de filme de suspense até que te tirem a respiração no final? O que é que fazes quando te apercebes que queres mudar mas não consegues? Atei os sapatos, estou pronta para a maratona da vida mas a vida prefere obrigar-me a correr. O mundo continua a girar a uma velocidade que não consigo acompanhar. Tens de ser luz, som, para andar assim tão rápido. Apagaram-me a luz e cortaram-me a voz e as asas. Só me restou o teu amor para me lembrar que ainda há sonhos doces no planeta. Continuo a ver a tal estrada ao fundo mas ainda não consegui lá chegar. Quero desviar-me do trilho, quero ir po ali!Aquela estrada. Deixem-me sair daqui. Sufoco, morro, intoxico-me. O tempo passa por mim a fugir e escapa-me entre os dedos como areia. Só o teu amor. Ainda. E as incertezas onde outrora floriram rosas de uma nação. Rosas, dizia o poeta. Porque é que uma flor tão bela teria de ter espinhos? E porque é que alguns caminhos ficam tão longe uns dos outros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-7448178264156547144?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/7448178264156547144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=7448178264156547144' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7448178264156547144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7448178264156547144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/12/deixem-me.html' title='deixem-me'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-3951242958047797129</id><published>2010-11-10T17:37:00.003Z</published><updated>2010-11-10T17:41:06.721Z</updated><title type='text'>coração</title><content type='html'>O meu coração sofre de claustrofobia. Não suporta lugares fechados e, por essa mesma razão, fui obrigada a entregá-lo a alguém. No meu peito sentia-se demasiado desconfortável, fechado, privadado da liberdade. Entreguei-te, então, o meu coração. Para que pudesses tomar conta dele. Só não me apercebi que o meu coração iria crescer contigo, tornar-se grande, gigante. De facto, era previsível. Um coração pequeno não poderia conter o amor que nutro por ti. No meu coração há uma varanda em particular, na qual se bombeiam palavras e o sangue corre mais acelerado nas veias. Foi onde nos beijámos pela primeira vez. Da claustrofobia do meu coração não há vestígios. Apenas um palpitar acelerado quando o tomas nas mãos. O meu peito não tem coração mas acho que estou bem assim. Enquanto ele pula e avança pelo mundo e descobre as maravilhas de continuar a bater. Talvez, assim, tenha razões que a razão desconhece e bata sincronizadamenhte com a vida durante muito, muito, muito tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-3951242958047797129?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/3951242958047797129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=3951242958047797129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3951242958047797129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3951242958047797129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/11/coracao.html' title='coração'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-7108062397877660419</id><published>2010-11-02T11:33:00.006Z</published><updated>2010-11-02T11:52:15.851Z</updated><title type='text'>Mais que amor.</title><content type='html'>Dizer que te amo é muito pouco para exprimir o que sinto por ti, és como uma canção arrancada aos silêncios da minha vida. Uma música com mais sinfonias que Beethoven, com andamento ora rápido, ora lento, com a cadência particular adequada aos momentos da nossa história de amor. Nessa canção encontrei um rumo e outras vezes perdi-me. Partilhámos tantos segredos debaixo daquela árvore encantada, que mais ninguém - a não estas duas almas enamoradas- consegue vislumbrar. Provámos desse fruto proibido e eu dei-te tudo e tu deste-me, até, a lua. Não a achei assim tão bonita, vista de tão perto. Nada que se compare ao brilho dos teus olhos e ao perfil do teu rosto. Esta é uma história de amor real, com lágrimas, sorrisos e em que nem tudo é um mar de túlipas. Poderiam ser rosas, só que a túlipa sempre foi a minha flor favorita. Encheste-me a cama de flores e depois soltámos as pétalas pelo chão fora enquanto me beijavas. O teu beijo é a incandescência pura e luminosa deste nosso mais-que-amor. Maisamor, ou Amormais, esta palavra nova que inventei enquanto as nossas bocas se tocavam no banco solitário daquele jardim. O que vou fazer se não estiveres por perto? Tu e eu somos uma fusão, uma miscelânea de diferenças e proximidades. Uma vertigem de pontes e pontos sem nó. De fins e de começos. Não sei se te amo, porque perdi contigo o significado do amor. Para nós, é tudo extremamente (a) normal. Era mesmo assim que eu queria. Mais que amor. Tão mais que tudo que se transforma em nada. Nada com que os outros tenham a ver. Dizer que te amo é tão redundante e ínfimo, é tentar contar todas as estrelas do céu e achar que se chegou à conclusão certa. De qualquer forma, não há estrelas que cheguem quando se ama assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-7108062397877660419?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/7108062397877660419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=7108062397877660419' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7108062397877660419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7108062397877660419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/11/mais-que-amor.html' title='Mais que amor.'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5112230868756891714</id><published>2010-10-26T21:14:00.002+01:00</published><updated>2010-10-26T21:16:33.656+01:00</updated><title type='text'>apetite por destruição</title><content type='html'>"as coisas estavam a melhorar, pensei. talvez por isso, porque parecia que ia finalmente sair do atoleiro, fiz o que fizera sempre que a minha vida encarreirou pelo bom caminho: deitar tudo a perder"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque bem não é bom. bem é confortável. bom é outra coisa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5112230868756891714?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5112230868756891714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5112230868756891714' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5112230868756891714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5112230868756891714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/apetite-por-destruicao.html' title='apetite por destruição'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-410133031311213188</id><published>2010-10-26T14:56:00.003+01:00</published><updated>2010-10-26T15:00:09.073+01:00</updated><title type='text'>Rei Sol</title><content type='html'>Há certezas que nos acompanham ao longo da vida, talvez a tentarem trazer um pouco de paz à mente atormentada do Homem. Repleta de tantas (in) certezas. Tal como o sol, que nasce a cada novo dia, como as ondas que batem incessantemente nas rochas. O sol nunca se cansa da sua rotina e o mar segue o seu fluxo. Nesta pedra em que sento, no alto do mundo, vejo tudo e sei. Quando eu morrer o sol vai nascer para ser contemplado por outros olhos, as ondas vão desaguar do mesmo modo. Só ficarão estas letras, que talvez até o tempo apague. Por agora, oiço o rumor do mundo à minha volta, respiro, sorrio. O sol regressa, entretanto, às entranhas da terra.Espalham-se sonhos vermelhos de nuvem pelo céu.Que será de mim? Não sei. Mas o sol, esse, vai emergir do seu sono de bela adormecida e mostrar o rei que há em si. E eu, rainha do meu reino do aqui, que um dia será mais além.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-410133031311213188?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/410133031311213188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=410133031311213188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/410133031311213188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/410133031311213188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/rei-sol.html' title='Rei Sol'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-6887710248581423094</id><published>2010-10-23T11:28:00.002+01:00</published><updated>2010-10-23T11:28:59.227+01:00</updated><title type='text'>diz-me</title><content type='html'>"&lt;i&gt;diz-me o porquê dessa canção tão triste&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;me fazer sentir tão bem&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;decerto alguma coisa mais te disse a mesma voz&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;que tu não dizes a ninguém&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manel Cruz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-6887710248581423094?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/6887710248581423094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=6887710248581423094' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6887710248581423094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6887710248581423094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/diz-me.html' title='diz-me'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-7595775158949046460</id><published>2010-10-21T13:56:00.004+01:00</published><updated>2010-10-21T13:58:20.645+01:00</updated><title type='text'>Para ouvir e ouvir e ouvir</title><content type='html'>&lt;object height="360" width="470"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DjUX2LESOpM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DjUX2LESOpM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="470" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-7595775158949046460?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/7595775158949046460/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=7595775158949046460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7595775158949046460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7595775158949046460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/para-ouvir-em-repeat.html' title='Para ouvir e ouvir e ouvir'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-167128324812714996</id><published>2010-10-15T20:46:00.001+01:00</published><updated>2010-10-15T20:46:37.061+01:00</updated><title type='text'>poesia</title><content type='html'>como uma chama que de pequenina se faz gigante te sinto a chegar, aqueces-me, incendeias-me, sinto-te a correr pelas minhas veias, o fogo de ti que me enlouquece, sinto-te a cada bocadinho de mim, primeiro as mãos, sempre onde me nasces, os braços num sopro, inflamas-me a garganta, de súbito tenho mil palavras a querer sair pela boca, loucas atropelam-se e eu sinto-me poderosa. envolves-me no teu manto de loucura mas paz, de emoções mas calma, levas-me o medo e devolves-me o coração, quando te grito o que sinto, e me deito nas palavras, finalmente, mais calma, regresso a mim. voltaste. poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-167128324812714996?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/167128324812714996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=167128324812714996' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/167128324812714996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/167128324812714996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/poesia.html' title='poesia'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-7644596967838227392</id><published>2010-10-15T17:10:00.004+01:00</published><updated>2010-10-15T17:40:46.234+01:00</updated><title type='text'>a serra</title><content type='html'>são dias-tempestade, os segundos, os minutos, as horas, são árvores enraivecidas pelo vento que me fustigam sem piedade, batem os minutos como ramos enlouquecidos de girar. e eu resisto, continuo como quando na aldeia dos meus pais cortava as silvas com uma navalha para passar, no caminho da serra que tanto gostava de fazer a pé. sozinha. eu bato-me, mas como naqueles passeios entre silvas que em miúda chamava de silvias não me livro sem sangue, os braços crivados de cortes e arranhões, eu bato-me mas um dia não haverá pele para mais feridas. e aí ficarei a meio do caminho, a capela no alto da serra ao longe, a paz tão longe e tão perto, e eu estirada sem pele nem força que resista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-7644596967838227392?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/7644596967838227392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=7644596967838227392' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7644596967838227392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7644596967838227392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/serra.html' title='a serra'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8462288924787849095</id><published>2010-10-15T11:48:00.004+01:00</published><updated>2010-10-15T12:00:35.748+01:00</updated><title type='text'>Horas e segundos.</title><content type='html'>Apetecia-me que as horas passassem mais velozes que a velocidade da luz, mais rápido que o metro que percorre a cidade, numa vertigem que engolisse os minutos, os segundos e os milésimos. Para correr para os teus braços, esbaforida e sem ar, para fazer um sprint até ao teu beijo. Derrubar todos os obstáculos e chegar até ti. Para encontrar o meu coração, que ficou contigo. Preso a ti na última vez que nos encontrámos. Deixa-me aconchegar-me no cobertor dos teus braços, na ternura pura dos teus lábios. Deixa-me saber como foram os dias-sem-mim e eu conto-te como foram as horas-contadas-para-te-ver-outravez. Permite-me que te encontre. Rogo ao tempo que passe rápido e me leve para perto de ti. Sinto-me longe de tudo, nesta manhã cinzenta, e tão absurdamente distante das tuas mãos. Apetecia-me que os quilómetros se transformassem em metros que se atravessassem a pé. Que os semáforos estivessem todos verdes para chegares mais depressa ao teu destino: EU. Estas paredes apertam-me, agora, sem cessar, os meus pensamentos estão roucos de gritar por ti. Quero sair daqui, quero ter passos de gigante para te encontrar em três pulos. E lá estarás, a reflectir tudo o que importa, tudo o que me alenta. Há dias tão longos não é? Apetece-me que este dia tenha o sabor de um segundo. Pode ser?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8462288924787849095?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8462288924787849095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8462288924787849095' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8462288924787849095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8462288924787849095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/horas-e-segundos.html' title='Horas e segundos.'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-9214252403044169595</id><published>2010-10-15T10:16:00.002+01:00</published><updated>2010-10-15T10:16:22.363+01:00</updated><title type='text'>Quem mora na minha cabeça?</title><content type='html'>Quem será, que já não sou eu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-9214252403044169595?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/9214252403044169595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=9214252403044169595' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/9214252403044169595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/9214252403044169595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/quem-mora-na-minha-cabeca.html' title='Quem mora na minha cabeça?'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-9183507083329765074</id><published>2010-10-14T01:23:00.006+01:00</published><updated>2010-10-15T17:02:56.493+01:00</updated><title type='text'>coelho</title><content type='html'>&lt;h3 class="UIIntentionalStory_Message" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:&amp;quot;msg&amp;quot;}" style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-weight: normal; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="UIStory_Message"&gt;esta era mais uma noite de chegar a casa, mais uma noite para dormir e esquecer até amanhã, quando as luzes do meu carro iluminaram um pequeno coelho, que, apressado, se meteu pelo mato sem avisar. deixei de o ver. procurei-o, fui atrás dele, mas não havia nenhum buraco encantado por onde cair&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-9183507083329765074?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/9183507083329765074/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=9183507083329765074' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/9183507083329765074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/9183507083329765074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/esta-era-mais-uma-noite-de-chegar-casa.html' title='coelho'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-9116824269986078747</id><published>2010-10-11T13:51:00.003+01:00</published><updated>2010-10-11T13:59:33.295+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"&lt;strong&gt;I'm dreaming my life &lt;em&gt;away&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto me perco nos sonhos perco-me da vida e peço só mais um minuto ao meu despertador, por favor deixa-me ficar. deixa-me ficar que a vida há muito que me perdeu. dei-lhe um tempo,&amp;nbsp;disse-lhe: "amor, volta quando me amares outra vez,&amp;nbsp;espero para sempre por ti",&amp;nbsp;mas o amor esqueceu-se de voltar, perdeu-se entre as rotinas cinzentas e os olhos a meia haste, fugiu para o alasca qual intelectual frustrado com a sociedade. eu e a vida acabámos. e não, não insistam. quando não há amor, não vale a pena voltar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-9116824269986078747?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/9116824269986078747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=9116824269986078747' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/9116824269986078747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/9116824269986078747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/im-dreaming-my-life-away.html' title=''/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-3327357150921641228</id><published>2010-10-05T18:35:00.001+01:00</published><updated>2010-10-05T18:35:22.314+01:00</updated><title type='text'>Da modernidade</title><content type='html'>"Desenvolvemo-nos, mas continuámos fechados. A maquinaria que produz a abundância deixou-nos na pobreza. O nosso conhecimento tornou-nos cínicos e a nossa inteligência duros e cruéis. Pensamos demasiado e sentimos demasiado pouco. Mais do que de maquinaria, temos necessidade de humanidade. Mais do que de inteligência, temos necessidade de amabilidade. Sem estas qualidades, a vida será violenta e tudo será em vão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles Chaplin, em &lt;i&gt;The Great Dictator&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-3327357150921641228?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/3327357150921641228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=3327357150921641228' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3327357150921641228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3327357150921641228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/modernidade.html' title='Da modernidade'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-61574067988838887</id><published>2010-10-05T16:05:00.001+01:00</published><updated>2010-10-05T16:06:14.636+01:00</updated><title type='text'>Somewhere...</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7ljl2xIQB7s?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7ljl2xIQB7s?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banda sonora dos últimos dias. Em &lt;i&gt;repeat&lt;/i&gt; na minha cabeça há tempo demais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-61574067988838887?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/61574067988838887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=61574067988838887' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/61574067988838887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/61574067988838887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/somewhere.html' title='Somewhere...'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4572239565316838369</id><published>2010-10-04T00:32:00.001+01:00</published><updated>2010-10-04T00:32:45.725+01:00</updated><title type='text'>A chuva</title><content type='html'>A chuva, o amor e um cobertor, um sofá, meia dúzia de filmes e o fim-de-semana parece não acabar, não acabes por favor fim-de-semana, não acabes que eu quero ficar sempre aqui, nos teus braços debaixo do cobertor, de mãos quentinhas na chávena de chá, de coração aconchegado no teu peito, de paixão doce de Inverno, daquelas que se saboreiam como a um chocolate quente, lenta e demorada.&lt;br /&gt;Lá fora a chuva cai e eu abandono-me em ti, entre uma chávena de chá e um cobertor, não preciso de mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4572239565316838369?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4572239565316838369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4572239565316838369' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4572239565316838369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4572239565316838369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/chuva.html' title='A chuva'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5994237510819051509</id><published>2010-10-01T00:44:00.001+01:00</published><updated>2010-10-01T00:44:00.585+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"&lt;i&gt;But the tigers come at night,&lt;br /&gt;With their voices soft as thunder,&lt;br /&gt;As they tear your hope apart&lt;br /&gt;As they turn your dreams to shame&lt;/i&gt;..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5994237510819051509?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5994237510819051509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5994237510819051509' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5994237510819051509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5994237510819051509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/10/but-tigers-come-at-night-with-their.html' title=''/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5490805670699380816</id><published>2010-09-28T23:01:00.002+01:00</published><updated>2010-09-30T13:51:38.471+01:00</updated><title type='text'>Escrever</title><content type='html'>Todos viam como os olhos lhe brilhavam de novo. Naquele dia ela voltou a pegar no microfone, a ler olhos desconhecidos e a beber histórias novas. Voltou a voltar a casa com horas de conversa para desgravar, como uma matéria-prima que se carrega como um bebé até à oficina, para lhe dar forma e pô-la a brilhar. Porque nunca se tinha esquecido de como se fazia, tudo o que era preciso era polir muito bem, tirar o pó às palavras, suspirar bem fundo e ser mais forte que o silêncio daquela folha branca. Tudo o que era preciso era evocar com força a magia adormecida nos seus dedos, até voltar a saber escrever de olhos fechados. Até que aqueles dez anõezinhos voltassem a ser tão trabalhadores como os amigos da Branca de Neve.&lt;br /&gt;Aquela emoção voltou. Conhecer, descobrir, escrever. E é incrível como sabe sempre, sempre,&amp;nbsp;como se fosse a primeira vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5490805670699380816?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5490805670699380816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5490805670699380816' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5490805670699380816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5490805670699380816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/escrever.html' title='Escrever'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8838612973502840108</id><published>2010-09-28T22:19:00.000+01:00</published><updated>2010-09-28T22:19:12.675+01:00</updated><title type='text'>The Pretender</title><content type='html'>Quando parares de fingir quem és, será que ainda te vais lembrar de quem foste?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8838612973502840108?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8838612973502840108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8838612973502840108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8838612973502840108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8838612973502840108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/pretender.html' title='The Pretender'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5218102708671732358</id><published>2010-09-27T22:23:00.002+01:00</published><updated>2010-09-27T22:23:21.690+01:00</updated><title type='text'>Tanto tempo</title><content type='html'>"&lt;i&gt;Procura no sítio mais escabroso do teu coração&lt;br /&gt;Lá me encontrarás, a cantar,&lt;br /&gt;De cerveja na mão, &lt;br /&gt;E se te parecer que sorrio,&lt;br /&gt;Não vai passar de uma impressão,&lt;br /&gt;Causada pelo calafrio constante &lt;br /&gt;Que me traz a solidão.&lt;br /&gt;Baixa o volume, &lt;br /&gt;Dá-me a mão,&lt;br /&gt;E um abraço.&lt;br /&gt;É que eu passo tanto tempo &lt;br /&gt;À tua espera&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Orelha Negra &lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5218102708671732358?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5218102708671732358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5218102708671732358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5218102708671732358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5218102708671732358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/tanto-tempo.html' title='Tanto tempo'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5604455231393153905</id><published>2010-09-27T20:40:00.001+01:00</published><updated>2010-09-27T20:40:08.004+01:00</updated><title type='text'>Para me lembrar de não esquecer</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_r9To--8IVY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_r9To--8IVY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5604455231393153905?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5604455231393153905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5604455231393153905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5604455231393153905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5604455231393153905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/para-me-lembrar-de-nao-esquecer.html' title='Para me lembrar de não esquecer'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-715899410168218376</id><published>2010-09-26T12:17:00.003+01:00</published><updated>2010-09-26T12:20:39.932+01:00</updated><title type='text'>A estrela pequenina</title><content type='html'>Era uma vez uma estrela pequenina que sonhava ser Sol. Nasceu com aquela mania, nada a fazer. Estrelas somos muitas, pensava ela, sou igual a tudo, uma noite vou ser dia e ser Sol. As outras estrelas, invejosas, cujos sonhos se tinham apagado há muitas noites (e toda a gente sabe que os sonhos é que dão brilho às estrelas), contaram ao Sol, que, na sua arrogância de ser Sol, ordenou a todas as estrelas que ao nascer daquela noite tapassem a estrela pequenina e não a deixassem brilhar. E foi assim que fizeram, as estrelas más. Ao nascer daquela noite, a estrela pequenina acordou e procurou um espacinho no céu para brilhar, mas as estrelas apertavam-se e não deixavam a estrela pequenina iluminar nem o bocadinho mais pequenino de noite. A estrela pequenina, triste, chorou, chorou muito, e as estrelas más riram de satisfação, porque uma estrela triste não brilha. Até que a estrela pequenina engoliu as lágrimas e fez força para brilhar o mais que conseguia. Mordeu os lábios, fechou os olhos, cerrou as mãos, e a noite fez-se dia. As estrelas más, loucas de raiva, procuraram a estrela pequenina pelo céu-noite feito dia, até que viram uma bola gigante e iluminada pendurada no céu mais alta que elas, mais brilhante que elas, mais forte que elas. A estrela pequenina tinha nascido Lua. E naquela noite em que se fez bola gigante e iluminada, rival para sempre do Sol, prometeu iluminar para sempre as estrelas pequeninas como ela, que tantos Sóis e tantas estrelas más tentam tapar. Para sempre seria a confidente dos sonhos das estrelas pequeninas, como ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-715899410168218376?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/715899410168218376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=715899410168218376' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/715899410168218376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/715899410168218376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/estrela-pequenina.html' title='A estrela pequenina'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-7185095728051628217</id><published>2010-09-25T11:21:00.006+01:00</published><updated>2010-09-25T11:31:58.022+01:00</updated><title type='text'>A palavra</title><content type='html'>Era uma vez uma palavra. Tão pequena, tão fugaz, que ninguém daria por ela. Chegou de mansinho, de boca em boca, e desaguou no meu coração. Nunca julguei que houvesse palavras assim, capazes de nos fazerem sentir tão sozinhos e idiotas. Palavras-punhal ou palavras-flecha que chegam sem pedir licença. Não pedem nada mas tiram tudo. Palavras que me mostram o frágil que sou e me dizem que não faço nada certo. Cujo sussurro-veneno me corrói, dança comigo e me acompanha quando afasto os lençóis para mais um novo dia. Dizem que as palavras doíem menos que uma estalada. Eu acho que as palavras são um murro no estômago, um vazio no coração, um salto no abismo. Quando choramos e a culpa é das palavras, quem mais poderemos culpar? Os ouvidos que ouviram estas sementes de lágrimas? As mãos e os pés que não fugiram antes de serem bombardeadas com respostas a perguntas que nunca se fez? Para não ouvir as palavras vou criar uma bolha. Vou viver dentro ela e ser apenas eu. Nada me poderá magoar, proque sou apenas uma bolha de sabão, saída da arte de uma criança. Uma bolha colorida com vontade de sonhar e palavras doces a encherem a boca. Quero que as minhas palavras saibam a vida, amora, hortelã, amor, prosa, poesia. Ao menos não são como as tuas palavras com um trago de solidão, tristeza e raiva. A partir de agora vivo numa pequena bolha, a flutuar no céu. Onde já não há lágrimas, porque só as nuvens podem chorar as lágrimas do céu. Haverá tristeza dentro de uma bolha?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-7185095728051628217?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/7185095728051628217/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=7185095728051628217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7185095728051628217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7185095728051628217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/palavra.html' title='A palavra'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4328666322412153918</id><published>2010-09-24T15:35:00.006+01:00</published><updated>2010-09-24T15:55:25.362+01:00</updated><title type='text'>Pensamento</title><content type='html'>Há pensamentos que nos corroem a um certo ponto da nossa vida. Parece que estão vivos e, futilmente, acreditam que devem perturbar a nossa - já de si - problemática existência. Tenho um desses fantasmas no meu armário e que insiste que o seu lugar é ali, bem perto de todas as coisas que formam o presente e a lembrar que não posso esquecer o passado. Há um labirinto de escadas que subo, a trilhar novos caminhos e a acender novas chamas, mas o pensamento que me magoa obriga-me a descer degraus, a voltar atrás, a saltar de dois em dois e a começar a subida de novo. Quero mandá-lo embora, só que ele não ouve os meus gritos e enamora-se da minha covardia. Deixem-me voltar ao tempo onde este pensamento ainda não tinha sido conjurado, em que ainda não tinha sentido o peso que é calarem-nos de repente com a palavra desilusão. Desiludiste-me e eu não te pedi. Amaste-me e eu deixei. Agora há um pensamento, ainda, que se eleva acima dos meus gritos e das nuvens do céu. Vestido de negro e cara coberta, a lembrar-me a inocência perdida. Volto mais atrás na vida e estou ao baloiço. Tenho sete anos e não preciso de relógios. Alguém me empurra e o voo é em direcção ao céu. Dou beijos no armário e tenho namorados imaginários que não me podem magoar. O carrossel avança e depois já sou uma mulher, olho-me ao espelho e por entre os sorrisos sei que ele está ali. Imperturbável, sentado na poltrona da sala, o pensamento que me atormenta. Revela-se depois dos fingimentos de mais um dia e parece estar cada vez mais forte. Sorri-me, de quando em vez, e já nem precisa de falar para corroer as cordas da minha garganta. É uma memória de traição, desamor e confusão. Fecho a luz e tento adormecer. Sei que ele está lá, no meu mundo de maravilhas a dizer-me que é apenas um mundo de almas perdidas e anseios desfeitos. Vai estar nos meus sonhos. Vai regressar uma e outravez. A lembrar-me que não esqueci. A lembrar que há arranhões demasiado pronfundos que nunca vão chegar a sarar. O pensamento que me corrói.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4328666322412153918?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4328666322412153918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4328666322412153918' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4328666322412153918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4328666322412153918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/pensamento.html' title='Pensamento'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-2203300316602965586</id><published>2010-09-23T11:04:00.003+01:00</published><updated>2010-09-23T11:16:57.995+01:00</updated><title type='text'>hoje</title><content type='html'>Os meus olhos devoram o mundo e procuram respostas para todas as perguntas do mundo. Os meus olhos grandes abarcam a vida num segundo. São persianas que se abrem, a cada manhã, para a vida. Presas em janelas de sonhos que se espreguiçam numa vista de mar e sol. Ao longe, as gaivotas voam e depois vêm pousar-me nos ombros. Digo "bom dia" ao mundo e agradeço por poder olhá-lo, respirá-lo, senti-lo, ouvi-lo. De repente sinto-me em casa, enquanto os meus cabelos esvoaçam e o meu sorriso se escapa sem precisar de chaves ou segredos. Vens sentar-te a meu lado e continuo a sorrir, a rir, levantam-se vendavais de gargalhadas que arranham a garganta. E o mundo sabe-me a mar, a sonhos perdidos mas nunca esquecidos. O mundo sabe-me à tua boca, tem o aroma do teu corpo a tocar no meu. Agora já nem sinto o mundo. Sinto-me nós. Sinto a tua mão a sussurrar-me verdades que julgava ter esquecido. E vejo agora o teu sorriso, tenho medo que me escape entre os dedos. Mas afinal é só areia. Não me canso destas emoções. Hoje o mundo sabe-me a felicidade. Até quando?Não sei. Só consigo saber que a tua pele é quente, o teu coração palpita contra o meu e sinto que vou morrer agora. Nos teus braços, no teu riso, nos labirintos do teu beijo. Sinto-me completamente completa. Lua cheia. Laranja com todos os quartos. Um puzzle finalmente terminado. Afinal a peça que me falta és sempre tu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-2203300316602965586?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/2203300316602965586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=2203300316602965586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2203300316602965586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2203300316602965586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/hoje.html' title='hoje'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-7886661658661175974</id><published>2010-09-22T22:42:00.010+01:00</published><updated>2010-09-22T23:47:54.831+01:00</updated><title type='text'>Espero-te</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Espero-te como a D.  Sebastião. Espero-te sem olhar para o relógio, sem hora marcada, deixo  os segundos, as horas, os dias esquecerem-se de te trazer sem te esquecer, sem  deixar de te lembrar com um sorriso e um arrepio, sinto o teu rosto como  se ontem o tivesse beijado.&lt;br /&gt;Esperar-te faz parte de mim, de cada segundo em que nada se agita senão a  doce lembrança de ti, ainda sinto os lábios quentes dos teus, os meus braços vazios dos teus. Sei que não virás  mas no meu pequeno mundo imaginário prefiro viver-te a não ter mais  nada. Pequenas coincidências te trazem pela fina barreira entre a ilusão  e o vazio, como acordar depois de sonhar contigo e receber de repente  um bom dia teu no telemóvel, pequeno aparelho que te traz a mim sem te poder ver.  Palavras que surgem da tua mão sem lhe poder tocar. Desejos da tua boca  que não posso sentir.&lt;br /&gt;Quando te sonho é como se te tivesse nesse perfeito mundo paralelo entre  a almofada e o infinito nada da noite. E em silêncio te namoro, como um  segredo que nem tu sabes, re-estreia de um filme antigo pelas mesmas  deixas que sei de cor, um amor sem tempo, um romance de pedaços rasgados  de outra estória, a mesma, reescrita por mim. Espero-te. Espero-te sempre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-7886661658661175974?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/7886661658661175974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=7886661658661175974' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7886661658661175974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7886661658661175974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/espero-te-como-d-sebastiao.html' title='Espero-te'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-6124183961021312260</id><published>2010-09-22T22:10:00.004+01:00</published><updated>2010-09-22T22:19:53.888+01:00</updated><title type='text'>A minha mão direita secou</title><content type='html'>A minha mão direita secou, fraca deixou-se cair de palavras e histórias por inventar. A minha mão direita secou, foram-se as metáforas, as sinestesias, as personificações, os paradoxos, as analogias, as ilusões-palavra, os textos arco-íris. A minha mão direita secou, agora não serve para nada, tudo o que sabia fazer era brincar com vírgulas e pontos finais e fazer de sinais escuros em papel branco um quadro de Van Gogh. A minha mão direita secou, áspera perdeu a magia que lhe dava vida, as palavras que pareciam nascer por entre os dedos, as unhas cor-de-rosa, os dedos pequeninos e vertiginosos de emoção, feiticeiros de ilusões e mundos-mentira.&lt;br /&gt;A minha mão direita secou. Fui eu que abandonei as palavras, ou as palavras é que me abandonaram a mim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-6124183961021312260?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/6124183961021312260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=6124183961021312260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6124183961021312260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6124183961021312260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/minha-mao-direita-secou-li-uma-vez-num.html' title='A minha mão direita secou'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5670443482667332152</id><published>2010-09-22T21:56:00.002+01:00</published><updated>2010-09-22T22:00:11.982+01:00</updated><title type='text'>Impressões do Crepúsculo</title><content type='html'>"Que pasmo de mim anseia por outra coisa que o que chora!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5670443482667332152?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5670443482667332152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5670443482667332152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5670443482667332152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5670443482667332152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/que-pasmo-de-mim-anseia-por-outra-coisa.html' title='Impressões do Crepúsculo'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5825338772919088654</id><published>2010-09-22T00:24:00.002+01:00</published><updated>2010-09-22T00:28:08.713+01:00</updated><title type='text'>Anoitece,</title><content type='html'>e lembro-me sempre dela, de adormecermos à lareira a remexer os paus do lume, de lhe falar das brigas com o colegas da escola primeiro e de como queria ser médica depois, para curar o avô, de como ela sorria placidamente e dizia que sim a todos os meus sonhos, todos eram possíveis aos olhos dela, todos, todos, até mesmo entrar em medicina sendo uma nódoa a matemática, até mesmo curar o avô...&lt;br /&gt;Hoje anoitece ao ecrã do computador, não há lume para remexer, ela já não me pode prometer todos os sonhos que eu quiser, com cheiro a arroz doce com canela, com doce de abóbora e torradas feitas ao lume, com os olhos e o rosto dela a cabecear para o lume, "vó está a adormecer, está cansada, vamos dormir", "não estou nada filhinha, diz lá vá".&lt;br /&gt;Que me dirias agora se pudéssemos adormecer outra vez ao lume, vó? Foste embora, e levaste os sonhos também. Já não há olhos como os teus para me ajudarem a sonhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5825338772919088654?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5825338772919088654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5825338772919088654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5825338772919088654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5825338772919088654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/anoitece.html' title='Anoitece,'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4436677406721112830</id><published>2010-09-20T23:32:00.000+01:00</published><updated>2010-09-20T23:32:52.961+01:00</updated><title type='text'>Que os sonhos já não são mais iguais</title><content type='html'>"Que os sonhos já não são mais iguais &lt;br /&gt;E a noite não dança em mim &lt;br /&gt;E a noite não dança em mim &lt;br /&gt;Por eles posso ser o que sou&lt;br /&gt;(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E enquanto não dançava em mim&lt;/b&gt;, Manel Cruz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4436677406721112830?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4436677406721112830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4436677406721112830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4436677406721112830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4436677406721112830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/que-os-sonhos-ja-nao-sao-mais-iguais.html' title='Que os sonhos já não são mais iguais'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-1913751906020779143</id><published>2010-09-18T03:23:00.008+01:00</published><updated>2010-09-18T03:46:09.457+01:00</updated><title type='text'>Vírgula ponto final vírgula ponto final</title><content type='html'>Procuro-me entre estas letras e não me encontro, sei que me abandonei num qualquer ponto final, perdi por lá os sonhos também, hoje percebi que devia tê-los deixado entre vírgulas, ou parêntesis, quem sabe, que o saramago existiu para destronar a tirana gramática, viveu e morreu entre vírgulas também, sem pontos finais, e eu sem saber fui deixando pontos finais pelo caminho, em vez de vírgulas, que como as migalhas do Hansel e da Gretel dão sempre para voltar atrás, dá sempre para deixar mais uma ou outra e virar a história, como a vírgula vira o texto, deixei de virar a minha vida, e fiz pior, pior que pontos finais, fiz parágrafos, e de &lt;i&gt;enter&lt;/i&gt; em &lt;i&gt;enter&lt;/i&gt; deixei silêncios e sonhos por viver, sonhos calados no vazio da folha entre parágrafos, deixei que a gramática e o mundo ditassem os pontos finais dos meus sonhos-palavra, formataram-me o texto e a alma, as palavras arco-íris fizeram-se cinzentas e choveu, choveu, choveu até me varrerem as ilusões e perceber que o sonho não serve de guarda-chuva, é pequeno demais e vira-se com o vento, de repente parte-se e chove em mim, fica frio e tenho de desistir, é só por agora penso eu, como penso sempre, faço um novo parágrafo, e tento de novo sem parágrafos, sem pontos finais, tento resistir ao mundo de guarda-chuva-sonho nas mãos, e volta a chover, chove e tenho de mudar de parágrafo de novo, talvez até de capítulo e de palavras, e penso vai ser amanhã, amanhã é que vou conseguir, amanhã começo do zero, amanhã vai ser como dantes, começo um caderno novo de folhas ainda quentinhas, a força e o guarda-chuva-sonho vão ser maiores, mas nunca são, todos os dias chove e eu resisto, então procuro os seus beijos e ele dá-me um guarda-chuva-sonho novo, abraça-me e aquece-me do frio da chuva, e procuro-me entre estas palavras outra vez, não me acho mas resisto ao ponto final,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-1913751906020779143?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/1913751906020779143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=1913751906020779143' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1913751906020779143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1913751906020779143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/procuro-me-entre-estas-letras-e-nao-me.html' title='Vírgula ponto final vírgula ponto final'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-2598748618971716835</id><published>2010-09-14T16:06:00.011+01:00</published><updated>2010-09-14T16:32:48.740+01:00</updated><title type='text'>O rapaz mais bonito da minha vila</title><content type='html'>Ele era o rapaz mais bonito da minha vila encantada de sonhos. Parecia ter sido feito à minha medida, especialmente porque a minha cabeça assentava perfeitamente na curvatura do seu ombro. Não era demasiado alto ou muito pequeno. Tinha a altura ideal e simétrica em relação à sua beleza. Ele era, de facto, o rapaz mais brilhante, esplendoroso, apetecível e misterioso da minha pequena vila. Uma vila cheia de pomares cobertos de maçãs vermelhas, de moradias coloridas e jardins cor-de-rosa. Ele preenchia todos os vazios e todas as esperas e todas as quimeras. O seu rosto era intenso, doce e tinha a cadência de uma pauta escrita a preceito. O seu rosto era música para os meus ouvidos. Os seus lábios desenhados a carvão faziam curvas e contracurvas, no meu coração sem travões. Não podia haver beleza assim. Não devia ser permitido porque assim alguém iria acabar por se apaixonar. Os seus olhos pareciam ter nascido só para que os olhasse assim, pareciam rir sozinhos e por si só e até acho que me faziam caretas. O rapaz mais bonito da vila tinha ar de matreiro e sorriso-verão. Tudo porque derretia até a neve mais espessa dos Invernos mais frios das ruas da pequena vila onde eu morava. Sobrancelhas levantadas, testa franzida, ao rapaz mais belo do meu mundo já lhe conheço as feições e as fintas. Esse rapaz parece ter sido pintado a tinta da china, mas é bem português. Brinca com o meu coração porque sabe que lhe dou troco. E não é pouco. Às vezes acho que me sinto um iô-iô e vou para cá e para lá no balanço das traquinices deste miúdo. Os seus beijos sabem a amoras e sem demoras quero prová-las outravez. A gula é um pecado feio, só que não há mal que não venha por bem. Se o diz o provérbio, porque não provar deste mal dos teus lábios, uma e outra vez, e colher as amoras até o sol se pôr e a noite chegar de mansinho? O rapaz mais bonito da vila diz que está apaixonado por mim. Dá para acreditar? Agora quando ando acho que os meus pés mal tocam o chão e caminho sobre nuvens. Não sei se ele sabe, no entanto, que eu também estou apaixonada por ele. Às vezes olha-me, de modo altivo, e parece estar longe. Está na minha vila mas acho que se perdeu noutro lugar. Saberá que é o mais bonito de todos? Tem de saber, é inevitável e completamente absurdo que essa ignorância possa existir. Ele sabe que é como um poema que não consegui acabar, porque me dói tanta beleza. É o rapaz mais bonito da minha vila e diz que só tem olhos para mim. Só que agora, às vezes e quando me olha, tenho medo que assim não seja. Afinal, que posso eu esperar?Uma comum mortal numa vila repleta de ruas pequeninas e tortas, como eu. De locais onde é bem possível que me perca mil e uma vezes, como num labirinto. Que tropece, caia, me arranhe. Será que ainda assim, o rapaz mais bonito da minha vila vai querer ficar comigo? Hoje ainda não o vi. Se o encontrarem digam-lhe que hoje gostava de colher mais amoras. Ele irá perceber que se tratam de beijos. É que o rapaz mais bonito da minha vila é meu namorado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-2598748618971716835?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/2598748618971716835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=2598748618971716835' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2598748618971716835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2598748618971716835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/o-rapaz-mais-bonito-da-minha-vila.html' title='O rapaz mais bonito da minha vila'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-2999364131480866852</id><published>2010-09-12T12:17:00.004+01:00</published><updated>2010-09-12T22:54:34.386+01:00</updated><title type='text'>São bocadinhos</title><content type='html'>São bocadinhos. São bocadinhos de amor, de magia e de luz. São bocadinhos em que me dás a mão e sorris para dentro dos meus olhos. São bocadinhos de magia em que me lês mesmo antes de eu escrever. São bocadinhos de amor em que me abraças e fazes o mundo desaparecer. São bocadinhos de luz em que me fazes rir e reencontrar o meu sorriso, perdido em bocadinhos sem ti. São bocadinhos de sextas à noite no cinema, sábados em Sintra e domingos na praia, são bocadinhos de férias a correr entre este lado da fronteira e o outro, entre montanhas-russas de olhos fechados e museus de olhos arregalados, são bocadinhos que até podem ser mais que bocadinhos mas que nos fogem como aquele filme tão bom de três horas que parece que só foram dez minutos. Às vezes são bocadinhos tão bocadinhos que em texto seriam um fax, um telegrama, frases de jornalista com ponto final à vista. São bocadinhos que deviam ser frases do Saramago para serem sempre vírgulas e nunca pontos finais com carros a desaparecer na esquina e eu sozinha outra vez. São bocadinhos tiranos de um tempo que nos foge. Mas é por esses bocadinhos que eu espero todos os dias, todas as semanas, bocadinhos de amor, magia e luz, que enchem de saudade os bocadinhos vazios que passo sem ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-2999364131480866852?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/2999364131480866852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=2999364131480866852' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2999364131480866852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2999364131480866852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/sao-bocadinhos.html' title='São bocadinhos'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-3677757727196797081</id><published>2010-09-12T11:09:00.001+01:00</published><updated>2010-09-12T11:09:17.529+01:00</updated><title type='text'>Tudo são histórias</title><content type='html'>"- Quero que reúna todo o seu talento e se dedique de corpo e alma, durante um ano, a trabalhar na maior história que alguma vez criou: uma religião.&lt;br /&gt;Não pude deixar de desatar a rir.&lt;br /&gt;- O senhor está completamente louco. É essa a sua oferta? É esse o livro que quer que eu lhe escreva?&lt;br /&gt;Corelli assentiu serenamente.&lt;br /&gt;- Enganou-se no escritor. Eu não sei nada de religião.&lt;br /&gt;- Não se preocupe com isso. Sei eu. Não ando à procura de um teólogo, mas sim de um narrador. Sabe o que é uma religião, amigo Martín?&lt;br /&gt;- Lembro-me muito mal do pai-nosso.&lt;br /&gt;- Uma oração muito bonita e bem trabalhada. Poesia à parte, uma religião é no fundo um código moral que se expressa por meio de lendas, mitos ou de qualquer tipo de artifício literário a fim de estabelecer um sistema de crenças, valores e normas com os quais regular uma cultura ou uma sociedade.&lt;br /&gt;- Ámen - repliquei.&lt;br /&gt;- Como na literatura ou em qualquer acto de comunicação, o que lhe confere eficácia é a forma, e não o conteúdo - continuou Corelli.&lt;br /&gt;- Está a dizer-me que uma doutrina não passa de uma história.&lt;br /&gt;- Tudo são histórias, Martín. Aquilo em que acreditamos, o que conhecemos, o que recordamos ou mesmo aquilo com que sonhamos. Tudo são histórias, narrativas, sequências de acontecimentos e personagens que transmitem um conteúdo emocional. Um acto de fé é um acto de aceitação, aceitação de uma história que nos contam. Só aceitamos como verdadeiro aquilo que pode ser narrado. Não me diga que a ideia não o tenta.&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Não o tenta criar uma história pela qual os homens sejam capazes de viver e morrer, pela qual sejam capazes de matar e deixar-se matar, de se sacrificar e condenar, de entregar a sua alma? Que maior desafio para alguém do seu ofício do que criar uma história de tal modo poderosa que transcenda a ficção, transformando-se em verdade revelada?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;i&gt;O Jogo do Anjo&lt;/i&gt;, de Carloz Ruiz Zafón&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-3677757727196797081?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/3677757727196797081/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=3677757727196797081' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3677757727196797081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3677757727196797081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/tudo-sao-historias.html' title='Tudo são histórias'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4673864043755219627</id><published>2010-09-07T16:01:00.002+01:00</published><updated>2010-09-07T16:13:27.477+01:00</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>Dizem que o amor não dura para sempre. Mas acho que nunca vou desaprender de amar-te, tal como continuo a saber o aeiou e a fazer contas de somar e de subtrair. Parece, no entanto, que já não sou tão boa na matemática do amor. Por muitas reviravoltas que dê, e me perca em equações, é impossível medir a distância, largura, comprimento, altura e raíz quadrada da minha afeição por ti. Contei os segundos e as horas, os dias, os meses, os anos que o calendário nos juntou. Tempo algum é suficiente para estar contigo, para te abraçar, para te dizer todas as coisas que tenho para te contar. Lembras-te dos risos? Dos passeios na praia, dos pés descalços e encharcados de mar, dos olhos reluzentes?Não eram já olhos, eram rebuçados. Doces de te olhar assim. o que é que mudou? As contas falam-me em infinito, mas os teus olhos já não me sorriem. Depois abraço-te e choro baixinho, sabendo que me estás a ouvir. Apenas não dizes nada. Conheço-te e às vezes, nas noites mais escuras deste caminho a duas mãos, parece que não sei quem és. Apesar de saber o mapa do teu corpo de cor. De adivinhar, tantas vezes, o que vais dizer a seguir. De conhecer o teu cheiro e mergulhar de cabeça nos teus braços. A forma como mordes a colher do café, o copo da cerveja. A forma como o teu riso nasce e o toque das tuas mãos. Sei de cor as linhas do teu rosto. O que mais odeias e o que mais amas. Sei exactamente que presente te oferecer e, na maioria das vezes, irá assentar na perfeição. As tuas facetas também as sei de cor. A romântica, a alegre, a triste, a zangada. Conheço-te. O teu sabor. Ainda assim, sento-me no banco do jardim e choro compulsivamente. Porque neste momento não sei quem és. As tuas palavras parecem vir de outra boca, os teus olhos frios nos meus olhos-rebuçado. Talvez continue à espera que chegues ao banco do jardim e me digas "vem, anda comigo". Aí vamos voltar a ser o Darcy e a Lizzie, o Wall-e e a Eva. Vamos passear nos jardins e voltar a falar de coisas que só nós conhecemos, a rir de fantasias que só nós soubemos imaginar. Veremos as formas das nuvens, eu irei correr para me apanhares. Nada será mais importante que eu. Irei olhar nos teus olhos e verei uma lareira. Acesa, inflamada, com o que chamam paixão. E a tua mão na minha.  E ninguém vai saber que te perdi. Porque nesse dia, meu amor, talvez me possas encontrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4673864043755219627?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4673864043755219627/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4673864043755219627' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4673864043755219627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4673864043755219627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-6261084427402475160</id><published>2010-09-07T10:29:00.005+01:00</published><updated>2010-09-07T10:45:27.862+01:00</updated><title type='text'>Lisboa</title><content type='html'>Lisboa acorda na penumbra dos despojos de mais uma noite. As garrafas espalhadas pelo chão, os vidros partidos em jeito de memória de conversas que já se tiveram. O aroma de mil aromas desta Lisboa, indecifráveis e que deixam o seu rasto. É assim o despertar da capital, como se Lisboa dormisse. Tem sono leve, esta cidade do mundo, enebriada de gente que passa na sua calçada. Toc Toc Toc. O barulho dos saltos das mulheres nos passeios, o arrastar dos pés do homem da mercearia, que carrega as caixas da fruta como um fardo que lhe pesa. Lisboa pesa na alma de quem aqui vive, é rumor de conversas, de memórias, de estátuas que se falassem teriam mais que histórias para contar. Uns vêm-na como a cidade boémia, de bares em ruelas escondidas, de conversas sufocadas pelo fumo do tabaco. Outro encontram-na todas as manhãs, no caminho para a escola, para o trabalho. Alguns visitam-na pela primeira vez. Amam-na ou detestam-na. Esta Lisboa de pombos que voam e povoam as ruas divididas entre o passado e o presente. Lisboa de encantos e olhares, de Fernando Pessoa, menina e moça. A cidade que me acolhe ainda o dia é uma criança e de mim se despede, já com o cansaço nos olhos, quando a tarde já vai longa. Onde encontro sempre um lugar diferente, uma montra que ainda não foi descoberta. Que me cansa e me atormenta. Lisboa de mil amores, de mil passados. Cidade onde uns se perdem e outros se encontram, e guarda os seus segredos bem escondidos. Lisboa de insónias, que nunca dorme, talvez para jamais ser esquecida. Que embala nos seus braços os mendigos, que dormem nas suas vielas e recantos. Passamos todos uns pelos outros, nas suas ruas, e no bulício matinal. Ninguém se fala. Nada se diz. E Lisboa respira, cada vez mais acelerada, no tempo moderno em que pomos sempre os olhos no chão. Em que há pressa de ter pressa para chegar a um lugar. Por agora, chegámos a Lisboa. Quem sabe qual será a nossa próxima paragem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-6261084427402475160?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/6261084427402475160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=6261084427402475160' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6261084427402475160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6261084427402475160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/09/lisboa.html' title='Lisboa'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-6101727532205018143</id><published>2010-07-30T11:00:00.004+01:00</published><updated>2010-07-30T14:38:48.526+01:00</updated><title type='text'>Ela</title><content type='html'>Sempre que oiço a notícia de uma morte, lembro-me dela. Especialmente quando são mortes injustas, prematuras, forçadas por doenças más, impiedosas, que escolhem à sorte quem atormentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me dela, do sorriso que sempre nos guardou mesmo quando a vida a castigava sem que ela merecesse castigo. Quando o meu avô se recusava a comer. Quando o máximo que levava para a cama era um copo de vinho e um pedaço de pão espanhol com queijo la vache qui rit, um único que gostava. Ele comia sempre de pé, de olhos perdidos fixos num ponto invísivel, esquecido das vinte ou mais pessoas que o rodeavam à mesa, sentadas, regaladas com os almoços fartos da minha avó. E ela sorria-nos e fingia que não ligava àquele homem de 70 anos de comportamento de 5, que não queria comer, que dizia que era um menino pequenino que não sabia nada, que queria morrer, que apontava para o cemitério e dizia que queria ir dormir para ali, que fugia de casa para a serra e que às vezes só encontrávamos dias depois. Que punha toda a aldeia à procura dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez encontrei-o eu, esbaforida de bicicleta, bronzeada pelo calor da aldeia. "Cigana!", disse ele quando me viu, sentado à sombra num muro de pedra perdido nas encruzilhadas da serra. Não me conheceu. A minha avó, de passos curtos e olhar ausente mas triste pela rotina que se tinha tornado as fugas do meu avô, alcançou-nos depois de eu ter gritado que o tinha encontrado. Parou a passos dele, baixou os olhos e puxou-lhe o braço, sem nada dizer. Ele começou a gritar o que dizia sempre: "eu sou um menino pequenino! Eu não sei nada!" Olhava-me com desconfiança, enquanto a minha avó o arrastava pela serra abaixo, eu com a bicicleta pelo braço. Até que a minha avó lhe disse "Então não vês. É a fatinha, da Elce". E ele olhou para mim. "Passarinho..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre esta rotina, e ela nunca esmoreceu, nunca se queixou, nunca nos deixou ouvir nenhuma palavra de raiva contra a doença mental do meu avó. Contra o seu destino ingrato, há anos a cuidar de um homem que a condenou a cuidar de seis filhos, que deixaram de estudar quando os sonhos se adivinhavam e começaram a trabalhar aos 12 anos, porque a mãe não tinha dinheiro. Na aldeia, o povo, com pena do sofrimento daquela mulher, que nunca se tinha conhecido igual, ditava: "ele doente ha tanto tempo, mas ela ainda morre primeiro e ele fica desamparado..." Agoirentos. Estúpidos. Odeio-os. Foi mesmo assim. Ela nunca cuidou de si, porque só cuidava dele. Não tinha tempo para ela. Tantos sinais de doença, tanto tempo de anemia, e ela recusava-se a sair da aldeia, recusava-se a deixá-lo sozinho. "Quem cuida dele?" "Alguém cuidará, avó" "Ele não come. Não deixa que ninguem lhe toque" "Agora é tempo de cuidar de si, ele está bem" "Não estará, quando eu não estiver..." E tinha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele também o sabia. Não era tão doente nem tão perdido como se fazia. Um dia, antes de irmos embora de Aldeia Velha, fomos todos despedir-nos dele ao quarto, à vez. Voltavam de braços encolhidos - ele nunca dizia nada, nao cumprimentava, nada. "Xau, avó. Beijinhos. Voltamos no Natal...", e fiz-lhe uma festa na cara, mesmo sabendo que ele não gostava e que podia levantar a mão contra mim. De repente, olhou-me, apertou-me o braço e disse-me, de olhos muito abertos "Não vás, que a tua avó está doente. Não vás. Fica a cuidar dela". E eu tremi, ele nunca me tinha falado assim. Ele nunca falava. A ninguem. E disse-lhe, nervosa, no alto dos meus 10 anos. "Mas a escola..." Porque eu nao sabia que a minha avó estava doente. Ninguem sabia. Só ela, em segredo. "Sim, vai para a escola. O teu lugar ao pé dos teus pais. Vai, vai, vai-te embora". Voltou a fitar o tecto da sua cama, perdido. Sai, nervosa, a chorar. Naquele dia,não consegui contar aquele episódio a ninguem. Guardei-o para mim, mas tive medo. A avó estava doente? Mas parecia tão bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses mais tarde, um cancro no estômago. A minha avó. O meu avô no lar, sem que lhe fosse explicado nada. "Ele não percebe" "Ainda lhe dá uma coisa" "Ele fica agressivo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E confirmavam-se os ditos do povo. Ela faleceu. A vida castigou-a por ter sido demasiado boa. Anos a tratar de um homem alcoolico, esquizofrénico, agressivo, doente, louco. Anos depois de anos em que ele se passeava pela europa de bicicleta e ela cuidava de 6 filhos que ele lhe foi deixando quando voltava a portugal. A trabalhar no campo, de sol a sol. a pagar a fiado, sempre que à espera que ele mandasse dinheiro de frança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses depois de ela ter morrido, ele morreu tambem. Como ela tinha ditado, nao sobrevivia sem ela. Nunca soube que ela tinha morrido, que ninguem quis que se lhe dissesse. "Ainda lhe dá uma coisa" Na verdade, era a raiva do que ele tinha feito à mãe deles, seis irmãos, unidos entre a raiva e o amor a um pai que nunca tinham conhecido. O amor que tinham visto nos olhos dela, por ele. Só o amor podia justificar uma vida assim, tão dedicada, tão perdida... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho tantas saudades dela. De como me abraçava, de como se ria quando eu dizia parvoices na igreja, baixinho ("Se ele nasceu ha muitos anos, porque dizemos hoje que nasceu, e nao lhe cantamos os parabens?" - Era dia de natal), de como me mostrava às amigas na aldeia "É a fatinha, filha da minha Elce", com um enorme sorriso e orgulho nos lábios - eu era a filha, a neta, que demorou 10 anos a nascer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudades dela. E sempre que morre alguem, assim, injustamente, como morreu Antonio Feio, levado por aquela doença horrivel que aprendi a odiar como o meu unico e verdadeiro odio, doi-me a morte dela como no dia em que morreu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-6101727532205018143?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/6101727532205018143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=6101727532205018143' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6101727532205018143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6101727532205018143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/07/ela.html' title='Ela'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-7529136518106602455</id><published>2010-03-08T21:41:00.004Z</published><updated>2010-03-08T21:48:26.648Z</updated><title type='text'>Mulher</title><content type='html'>O céu terá sempre estrelas, disseram-me um dia. Mesmo quando parece que alguém apagou todos os candeeiros do céu. Por vezes choro tanto que não consigo descortinar, entre as lágrimas, o brilho que o céu e a lua me trazem. Mas noutros dias, naqueles a que chamamos felizes, sinto que o céu se enche de estrelas que brilham só para mim. Eu sou uma estrela. Por vezes, tenho andado distante do meu próprio brilho. E talvez esteja na altura de mostrar ao mundo que brilho mais que muitas estrelas falsas que por aí andam. Que tenho não a beleza dos outros, mas a minha própria beleza. Tecida por fadas de sonhos e amizades, por olhos que me souberam ver. Os olhos que não me quiserem conhecer ou me achem menos do que sou, podem passar e olhar para outro lado. O mundo está cheio de gente assim. Mesquinha e irrelevante. Só eu sei quem sou.Só eu me deito comigo e adormeço a meu lado. Sou mulher. Sou eu. Sou mais do que uma cara ou um corpo. Sou estrela e luz. Sou um livro que vou escrevendo. Arranco páginas quando me revolto com a história que sou. Outras vezes escrevo sem parar para me reconhecer. Conheço-me? Nem sempre. Sou muitas vezes uma imagem desfocada, uma fotografia que não mostra o que verdadeiramente sou. Por trás das sobrancelhas erguidas, do olhar de desafio e do sorriso ou das lágrimas, está mais de mim. Está a estrela que se tem escondido atrás das nuvens e que nem todos merecem ver. Hoje mostra-se, verdadeira. Despida de sentidos e cheia de luzes. Eu própria. No meu céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-7529136518106602455?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/7529136518106602455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=7529136518106602455' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7529136518106602455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7529136518106602455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/03/mulher.html' title='Mulher'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4793131262992681070</id><published>2010-02-08T17:49:00.006Z</published><updated>2010-02-08T19:17:15.676Z</updated><title type='text'>jardim</title><content type='html'>Ouço a chuva cair lá fora e em cada gota há uma memória de nós. Do que fomos, do que poderíamos ter sido. Do que o futuro nos reserva. Em cada gota de água, que cobre a minha vila e os campos da minha memória, há uma pergunta à espera de uma resposta. As dúvidas estragaram a minha colheita de flores. Da panóplia de cores mais belas que já conheceste. O campo agora está de novo semeado, mas temo que as flores demorem mais tempo a desabrochar do que o normal. Espero que tragas contigo algo que possa fazer sorrir as flores e despir o meu jardim da tristeza com que se vestiu. O meu coração é um jardim. Deixaram crescer as ervas daninhas, deixaram crescer os espinhos das rosas até que alguém picou as mãos. O sangue jorrou da ferida aberta nas mãos de alguém, nas minhas mãos. Mas agora é tempo de sarar as feridas. De arrancar as flores murchas e começar de novo. Plantar orquídeas, túlipas, rosas que tenham menos espinhos, margaridas, violetas, jasmim. Jasmim. O amor que jaz em mim. Poderia ser. Podes trazer essas ou quaisquer outras flores. Devolve-me o amor que me roubaste. Devolve as partes do meu coração que partiste. Trouxeste um furacão na tua última passagem pelo meu jardim. Um vento tão forte que praticamente não sobraram flores de pé. Nem a árvore da confiança, que sempre esteve de pedra e cal no canto mais recôndito do meu jardim-coração. A minha alma está só a metade, como uma máquina a meio-gás. Estou a meio da felicidade, a meio do amor, a meio de desenrolar a teia das perguntas e das dúvidas que assolam e matam o meu jardim. Senta-te comigo esta noite no meu jardim. Conta-me como tudo começou em nós, fala-me das constelações que conheces e inventa nomes para aquelas que não sabes o que são. Reinventa o amor e diz-me que não é mentira o que sentimos. Faz-me acreditar. O meu jardim espera por ti para ser acarinhado, agraciado, plantado, encontrado. Põe as mãos na terra e luta. Luta para que a semente do tu e do eu volte a germinar em nós. Apenas te aviso: não plantes flores que possam murchar novamente. Não plantes sofrimento ou mágoa. Planta mudança, muita mudança em tons de branco e amarelo. Ou em rosa e azul. As minhas cores favoritas. Reconstrói o meu jardim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4793131262992681070?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4793131262992681070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4793131262992681070' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4793131262992681070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4793131262992681070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2010/02/jardim.html' title='jardim'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-3706202989865179031</id><published>2009-12-16T08:07:00.003Z</published><updated>2009-12-16T08:12:34.572Z</updated><title type='text'>Como te echo de menos</title><content type='html'>No corropio dos dias e dos anos que passam tu continuas a ser a  candeia acesa que me ilumina as noites. Ontem estava tanto frio mas tu sorriste e nem o vendaval mais destrutivo é capaz de resistir ao teu sorriso. No teu sorriso mora a lua e o sol, unidos numa perfeição mais que perfeita. Se é que isso é possível. Só eu hoje me sinto tão imperfeita,  como se as palavras de repente me tivessem abandonado e dito "até amanhã". Só que eu amanhã eu não estou cá, porque fui procurar a minha sombra. Dizem que foi parar à terra do Nunca, mas eu acredito que está para lá das paisagens do Ainda. E hoje sinto-me tão imperfeita e para lá de mim. Olho-me ao espelho e não me reconheço, olho as minhas lágrimas, mas sinto que não sou eu que as choro. Só tu continuas a brilhar para mim e a sussurrar-me ao ouvido que estou aqui. Talvez esteja a perder tempo. Deveria sorrir, mesmo que ao sorrir sinta que alguém sorri por mim naquele espelho pequeno, ao fundo da sala. Só tu ainda me reflectes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-3706202989865179031?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/3706202989865179031/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=3706202989865179031' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3706202989865179031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3706202989865179031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2009/12/como-te-echo-de-menos.html' title='Como te echo de menos'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4385519915615535909</id><published>2009-07-31T17:15:00.001+01:00</published><updated>2009-07-31T17:23:59.540+01:00</updated><title type='text'>A túlipa do teu coração</title><content type='html'>Inspiraste-me uma e outra vez e a pequena flor, nascida do teu coração, ainda não murchou. Pergunto-me tanta vez se essa flor ainda resiste por minha causa. Suponho que talvez se tenha transformado num jardim, de tão forte que parece ter-se tornado. Passa por cima das tempestades que por vezes nos assolam. Quando o teu coração bate, sinto essa pequena flor ondear ao ritmo de uma brisa sonhadora e sei que é por mim. Porque quando te abraço, quando por fim acaba o tempo das esperas, só aí essa flor desabrocha e acorda. Cada pétala dessa flor do teu coração fui eu que construí. Cada letra do nosso abecedário fomos nós que inventámos. O A não vem a seguir ao B. A primeira letra do alfabeto será sempre a do teu nome, a que mais repito nas noites solitárias da minha vida. Aquelas em que eu só existo por existir. Mas depois tu regressas com o perfume do teu coração, e eu imagino um  mar de túlipas brancas e eu a afogar-me nelas. De repente encosto a minha cabeça ao teu peito e quando o escuto, a flor-coração, aberta em janela de par em par, é mais que uma flor. É uma palavra. Diz chamar-se  amor.  Mas eu continuo a preferir chamar-lhe flor. Ela desabrocha em ti. Mil vezes oferecida, volta a renascer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4385519915615535909?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4385519915615535909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4385519915615535909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4385519915615535909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4385519915615535909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2009/07/tulipa-do-teu-coracao.html' title='A túlipa do teu coração'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-1759850766969707892</id><published>2009-06-16T21:10:00.000+01:00</published><updated>2009-06-16T21:11:24.437+01:00</updated><title type='text'>Pétalas</title><content type='html'>Pétala a pétala se constrói a flor. E o poema. Que vem de dentro, como sangue a circular no caule esguio até chegar ao topo. O vento transporta o poema, pólen a revirar nas asas gentis da brisa do mundo. Pétala a pétala vamos morrendo enquanto o corpo se desfolha em cada madrugada da nossa existência. Pétala a pétala vamos construindo o amor. Bem me quer, malmequer, bem me quer. Só que o amor tem demasiadas pétalas e flores e acabamos perdidos no jardim. Pétala a pétala vamos seguindo o caminho, sem sabermos exactamente se é o correcto. Mas é disto que os sonhos são feitos, de pétalas a cheirar a almíscar e jasmim, de longes feitos perto, de orquídeas que nunca passaram de rosas cheias de espinhos. De pétalas de sangue, de pétalas de lágrimas. Cubro a cabeça com as mãos e choro pétalas de tristeza que se desprendem da flor do meu coração. Ninguém disse que a vida ia ser um mar de rosas. E se as rosas têm espinhos, eu quero um mar de pétalas para construir poemas. E quando a última se desprender e me disser que o meu lugar já não é aqui, partirei tranquila. Seguirei a viagem até ao outro lado do rio, onde o coração já não bate. Porque pétala a pétala também morre a flor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-1759850766969707892?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/1759850766969707892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=1759850766969707892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1759850766969707892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1759850766969707892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2009/06/petalas.html' title='Pétalas'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8839618772144948446</id><published>2009-05-05T11:14:00.003+01:00</published><updated>2009-05-05T12:52:42.179+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A água estava fria. Estava tão fria que o meu coração batia como um tambor enlouquecido por entre as ondas. Depois vi-te lá ao fundo a mergulhar no imenso azul e senti um calor estranho invadir-me. Talvez porque enquanto te vi mergulhar no mar senti-te mergulhar em mim. O amor é um mergulho. Às vezes batemos com a cabeça nas rochas e dói, dói muito. Outras vezes a água é pura, refrescante e apetece nadar até ter pele de galinha. Estendi-me na areia do teu abraço e nada mais interessava. Nos teus braços o tempo descolorido, sépia, negativo, preto e branco. Parado na imensidão das coisas que dissemos um ao outro sem nenhuma palavra. Era fácil de entender que o nosso amor era um mergulho bem sucedido. E eu que sempre nadei mal, com medo de ser arrastada pelos ventos e pelas marés. Pegaste-me ao colo e as minhas pernas levantaram voo, depois a minha cabeça seguiu o compasso das minhas pernas e fundi-me com a beleza de céu, sol, mar, tu. O sol brilhava e pareceu-me, por momentos, que sorria. Ou, porventura, reflectia o meu sorriso-concha, que se abria pela praia fora. Os meus pés e os teus brincaram na imensidão do arenal e a tua mão pousou discretamente no meu ombro. Os teus olhos tocaram  a minha alma e naquele instante foi como se tivesse acabado de te conhecer. O mesmo riso, a mesma criança que eu vi aos tropeções dentro de ti ansiosa por brincar no mundo. Aquela esplanada e o modo como o amor nasceu debaixo da nossa varanda. E apaixonei-me uma e outra vez naquele instante. Depois deixámos a praia e os dias ensolarados de beijos. Aí acordei e a cama estava vazia, telefonei-te para dizer que não estavas lá. Gostava que estivesses. Então mergulhei dentro dos lençóis. Bati com a cabeça. E doeu, doeu muito. Mas tu nem sentiste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8839618772144948446?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8839618772144948446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8839618772144948446' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8839618772144948446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8839618772144948446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2009/05/agua-estava-fria.html' title=''/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-1034560797494983867</id><published>2009-03-23T11:40:00.002Z</published><updated>2010-07-26T16:54:10.000+01:00</updated><title type='text'>Alice</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/Scdp6VYLsII/AAAAAAAACTo/m3e8BcoAElE/s1600-h/alice-in-the-wonderland-white-rabbit.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316334336026062978" src="http://2.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/Scdp6VYLsII/AAAAAAAACTo/m3e8BcoAElE/s320/alice-in-the-wonderland-white-rabbit.jpg" style="cursor: pointer; height: 250px; width: 349px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na luminosa tarde de Verão mergulhados,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vagarosamente deslizamos,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Nossos remos manobrados&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Por bracitos inábeis&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto frágeis mãos procuram, em vão&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Guiar nosso caminho sem destino.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, cruéis Três! Numa hora destas&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E por um tempo de sonho assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Implorar uma história a quem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não tem fôlego para agitar sequer uma pequena folha!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Mas que pode o pobre solitário&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Contra três imperiosas vozes?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Primeira, ordena, implacável,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Começa já!»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Segunda, mais doce, pede:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;«Tem de haver muita fantasia!»&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E a Terceira interrompe-me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não mais do que uma vez em cada minuto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Logo, ao súbito silêncio submetidas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na fantasia seguiram&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;A criança dos seus sonhos, pelo País&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Das maravilhas, fantásticas, diferentes,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Em conversa amena com pássaro e animal&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Quase em tudo acreditando...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sempre que a história secava&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;As fontes da fantasia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu, cansado, lhes pedia&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Para pararmos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Fica para outra vez...»; «A outra vez é já!»&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Ordenavam as alegres vozes.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim foi avançando a história do País das Maravilhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E um a um, lentamente,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Se traçavam fantásticos sonhos.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Agora, a história está pronta...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E rumo a casa, tão felizes, vogávamos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Sob a intensa luz do poente...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice! Aceita esta ingénua história&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E com a tua mão carinhosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entrega-a ao mundo de infância&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Onde místicas memórias se entrelaçam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como coroas de flores raras, que um peregrino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Colhesse em longínqua Terra Prometida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;!&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lewis Carroll&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-1034560797494983867?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/1034560797494983867/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=1034560797494983867' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1034560797494983867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1034560797494983867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2009/03/alice-no-pais-das-maravilhas.html' title='Alice'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/Scdp6VYLsII/AAAAAAAACTo/m3e8BcoAElE/s72-c/alice-in-the-wonderland-white-rabbit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-1674250977510959543</id><published>2009-03-19T22:48:00.003Z</published><updated>2009-03-19T22:58:57.449Z</updated><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>A minha pegada marcada na areia. O vento a fustigar-me a cara e a sensação de que estou viva. "Nunca me tinha sentido tão viva", murmuram os meus sentidos. O meu paladar envolve-se no sabor salgado do mar.No tacto, a areia escorre levemente pelas mãos e os pés envolvem-se com o mar. O meu olhar perde-se na imensidão das ondas e o aroma forte da maresia penetra-me no nariz. Visão e olfacto. O tempo passa mas o relógio permanece com os ponteiros parados. Deixei de dar corda aos meus relógios. Estou farta do rebuliço de mais um dia que não espera por mim. Puxo o tapete ao tempo mas ele não cai. Continua firme, a correr num passo apressado de quem não vai para lado nenhum e não tem ninguém. Só que a mim o tempo já não me ganha. Ele pode vestir-se de manhãs e das mais ricas noites e madrugadas mas não sabe amar. E com um amor como este que tenho pode desmoronar qualquer castelo de horas. A sensação de estar viva torna-se mais forte a transformar-se em riso, em gargalhada, em grito. O tempo ainda olha para trás, espantado porque não o estou a seguir, a contar ansiosa os minutos para nada e para não chegar a lado algum. Hoje só há o aqui e o agora e a praia onde descanso os meus medos, sentados numa duna. No mar reflecte-se a tua imagem, feita de rimas de saudade e asas de açúcar. Não estou com pressa, espero-te enquanto o tempo avança. Mais uma vez, para nenhum lugar em que eu queira estar. Estou farta que o tempo me diga o que fazer. Que são horas disto ou daquilo. Que é tarde demais para os meus sonhos. O mar arrepia-me a pele. A sensação de estar viva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-1674250977510959543?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/1674250977510959543/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=1674250977510959543' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1674250977510959543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1674250977510959543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2009/03/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4545029481112994719</id><published>2009-03-12T23:09:00.004Z</published><updated>2009-03-12T23:23:29.705Z</updated><title type='text'>Esta noite</title><content type='html'>Esta noite eu não quero dormir sozinha. Vou embrulhar-me num xaile feito de amor e da tua presença, agora feita ausência, que não me deixa dormir. Mas esta noite eu não quero sentir a falta que me faz o teu calor, ou por outras palavras, a forma perfeita como a minha cabeça repousa no teu peito. Esta noite vou imaginar que te materializaste num xaile bordado de cor amarelo-alaranjado-vermelho-arco-íris-amor-paixão. O xaile mais bonito da festa. Nesse xaile pintado de cores que o mundo não tem, eu vou sentir-te apertares-me o corpo contra o teu. Vou sentir a tua mão a conversar com os meus silêncios. Vou fazer um chá do teu aroma a príncipe-real. Vou pegar na chávena e no xaile e vencer a insónia do longe que estás. Porque quanto maior a tua ausência, mais a tua presença se torna forte. Porque é a tua não-presença que me faz perceber o quanto a tua presença me conforta e a tua ausência me dói. Hoje vou falar-te de uma dor que não tem nome e que se ergue sobre o meu olhar. A dor de não te ter e um xaile que vai caindo sobre os ombros com tecido de esperas. Esta noite eu não vou dormir sozinha, vou dormir abraçada aos pensamentos sobre ti e repousar a minha cabeça na minha almofada, como se fosse o teu peito. O xaile, o chá e a chuva lá fora. Mas mesmo que seja uma tempestade, a saudade, essa eu não vou deixar entrar para dentro de casa. Esta noite eu não durmo sozinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4545029481112994719?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4545029481112994719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4545029481112994719' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4545029481112994719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4545029481112994719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2009/03/esta-noite.html' title='Esta noite'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-783312306865434655</id><published>2009-03-11T22:55:00.003Z</published><updated>2009-03-11T23:27:26.022Z</updated><title type='text'>Verso livre</title><content type='html'>Tentei escrever um poema que falasse de ti. Mas como poderia um poema falar de ti, se tu és mais que poema, mais que prosa, tu és um conto para ler irrepetidamente antes de adormecer. E cada vez que contar a história que li e que não é mais do que a nossa história, vou acrescentar um ponto nesse conto. Tu és um verso livre, um verso em branco que vou escrevendo. O teu verso eu já traduzi na língua que melhor sabemos falar. A minha língua e a tua no prelúdio de um beijo. Numa conversa infinita. E agora que não estás sobram-me as rimas, mas eu preferia um verso sem sentido e sem rumo, como os nossos passeios amenos. A tua mão silenciosa na minha face e o teu beijo pleno de perfeição. Porque cada verso-beijo que emana de ti é uma conjugação no mais-que-perfeito. Entre nós é tudo (in) condicional. E nenhum escritor poderia definir exactamente o que sinto por ti. Já não é amor, já não é paixão. Sem ti a poesia no mundo esvai-se num sopro. O azul torna-se cinzento. Sem ti o encontro é desencontro. Sem ti sou apenas um pássaro num dia de céu azul, voando em círculos sem destino. Um único pássaro, perdido do seu bando. Abrindo as asas no vazio, engolido pelo céu. Uma única folha, arrastada pela ventania. Um pintor sem musa que deambula pelos dias e pelas horas. Quero apenas dizer que me fazes falta, como se em ti morasse o sentido do amor. Agora que não estás, a poesia escondeu-se e deixou de me falar. A inspiração embriagou-se de saudade. Os teus lábios afiguram-se nos meus sonhos e esperam-te. Afinal, que esperam uns lábios senão outros?Uns lábios como os teus, lábios alma-gémea dos meus. Volta para o meu livro de poemas. Faz-me falta esse verso que és tu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-783312306865434655?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/783312306865434655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=783312306865434655' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/783312306865434655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/783312306865434655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2009/03/verso-livre.html' title='Verso livre'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-6908091916418691479</id><published>2009-03-11T12:43:00.002Z</published><updated>2009-03-11T12:50:08.592Z</updated><title type='text'>Céu</title><content type='html'>Abrimos os lábios e banhámo-nos de céu envolto nas nuvens. Era uma suave tarde de início de Primavera e as tuas mãos, aves voando pelo meu rosto. A tua língua, tinta da china, pintando a brisa leve de um murmúrio de amor. A tua língua, aninhada no meu ouvido contando uma história. Numa mais, desde essa essa tarde de Março eu deixei de abraçar os poentes e saudar as madrugadas. Enredei-me nalgumas teias e labirintos e esperei. Ficou tão escuro, que me banhei de noite em vez de luz, remorso em vez de céu.  Eu prometi que te contava mas a vergonha impediu-me de pintar estrelas. Ficou só o ceu, cada vez mais negro e eu a tiritar de frio. Os teus braços em brasa vão aparecer mais uma vez no fogo dos teus lábios e vou sussurrar baixinho de mim para mim: desculpa. O céu irá clarear num gerúndio com ar de canção. Irei olhar-te e sussurrar mais alto para que, então, me escutes. Amando. Porque eu amei, amo e amarei. As pombras brancas que se desprendem das tuas mãos hão-de acariciar o meu coração. E esquecerei que por momentos me esqueci que o céu era assim, tão mas tão azul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-6908091916418691479?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/6908091916418691479/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=6908091916418691479' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6908091916418691479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6908091916418691479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2009/03/ceu.html' title='Céu'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5547193867362782378</id><published>2009-01-29T11:15:00.001Z</published><updated>2009-01-29T11:19:15.060Z</updated><title type='text'>O éden dos amantes</title><content type='html'>E então a lua escondeu-se. “Não há nada para mim aqui”, pensou. Apenas uma figura inanimada destinada a proteger a humanidade, um archote no meio da escuridão. A lua escorregou silenciosamente, um baloiço prateado descendo os céus. O mundo inteiro, impávido, assistia à escuridão enquanto a lua descia e rodopiava pelo céu. As estrelas murchavam, o céu perdia a beleza. A lua rodava e rodava em redor de si mesma, para fugir para fora da galáxia. Porque o mundo era triste, porque os homens faziam actos capazes de gelar o coração. A lua era a luz dos amantes, mas a humanidade perdera o sentido do amor. A lua era a luz da esperança, mas os homens já não sabem cultivar esperança. Então, de repente, uma luz brilhante, maior que o mundo apareceu. Uma luz que ofuscou a lua na sua lenta viagem para fora do mundo. Era uma luz tão límpida como uma lágrima de amor. Era uma luz tão bela que transportava dentro de si todas as coisas boas que era possível sentir. A luz enchia tudo, e a lua procurou-a. A fonte de onde brotava. E viu um jardim. Um jardim enorme e frondoso que parecia esconder o segredo. A lua entrou, mantendo-se à distância elevada no céu. No jardim, viu a origem do brilho que lhe tinha acariciado a alma. Um casal jovem beijava-se no meio daquele espectáculo de flores, ávores e plantas. Era um beijo tão longo e silencioso, mas que dizia todas as palavras que nenhuma palavra poderia expressar. Pelo menos não assim, tão perfeitamente. Como um pintor, que guiado pela inspiração, completa o mais maravilhoso quadro já alguma vez feito. Naquele beijo de fome, desejo e ligações profundas a lua sentiu o amor. Descobriu que no cosmos ainda havia esperança. Era aquele beijo, o condensar de tantas esperanças. Era aquele toque, quando o jovem se afastou da amada e lhe tocou na face, nas têmporas, lhe beijou os cabelos. Estava nas lágrimas que a jovem chorava quando os amantes por fim se afastarem. E ela viu a jovem caminhando descalça no jardim, iluminada apenas pela luz daquele amor. Viu-lhe o sorriso que parecia querer saltar e inundar tudo. Era aquele sorriso. Apetecia morrer naquele sorriso, sonhar naquele olhar. Então a lua subiu ainda mais no céu, bem para cima. Iluminou ainda mais as faces coradas da jovem apaixonada. Tão apaixonada que parecia protegida por uma teia de amor. Em que nada, nada do mau do mundo parecia poder penetrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5547193867362782378?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5547193867362782378/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5547193867362782378' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5547193867362782378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5547193867362782378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2009/01/o-eden-dos-amantes.html' title='O éden dos amantes'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-7034279471385744962</id><published>2008-12-29T22:43:00.002Z</published><updated>2008-12-29T22:57:18.732Z</updated><title type='text'>Pétala</title><content type='html'>A Avenida cheirava a Primavera&lt;br /&gt;Era Outono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor cheirava a castanhas assadas na brasa,&lt;br /&gt;Sem pressas os corpos ardiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus sentimentos cheiravam a neve.&lt;br /&gt;Já era Verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o amor cheirava a gelo&lt;br /&gt;Sem pressas os corpos congelavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é uma sombra estranha.&lt;br /&gt;E então era Primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor cheirava a nada misturado com tormentas&lt;br /&gt;Sem pressas os corpos procuravam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca se chegavam a encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amor por ti percorre todas as estações do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheira a neve&lt;br /&gt;Gostava que ardesses como a castanha,&lt;br /&gt;Quando me pareces uma sombra&lt;br /&gt;Gostava que fosses uma flor da Primavera.&lt;br /&gt;A desabrochar no meu corpo, na minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a pétala arrastada no tempo e na vertigem,&lt;br /&gt;Eu sou o nada transformado em tudo.&lt;br /&gt;Eu sou a força que aparenta fraqueza.&lt;br /&gt;Eu sou mulher, eu sou lágrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pétala de uma túlipa desfolhada ao vento,&lt;br /&gt;Pisada, magoada, amada, enlouquecida,&lt;br /&gt;Eu sou o rubor do Verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou Outono na folha que cai,&lt;br /&gt;Na lágrima que sobrevive no olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou ponto de encontro entre mim e nós.&lt;br /&gt;Eu sou o frio da nossa distância&lt;br /&gt;Quando o amor é Inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o medo&lt;br /&gt;Do não em vez do sim.&lt;br /&gt;A meia lua&lt;br /&gt;E quando a lua enche&lt;br /&gt;Eu preciso de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu sou só uma pétala&lt;br /&gt;E só tu me podes tornar flor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-7034279471385744962?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/7034279471385744962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=7034279471385744962' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7034279471385744962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7034279471385744962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/12/ptala.html' title='Pétala'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8472421056419011244</id><published>2008-12-16T11:27:00.001Z</published><updated>2008-12-16T11:29:11.954Z</updated><title type='text'>Grace</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;there's the moon asking to stay&lt;br /&gt;long enough for the clouds to fly me away&lt;br /&gt;well it's my time coming, i'm not afraid to die&lt;br /&gt;my fading voice sings of love,&lt;br /&gt;but she cries to the clicking of time&lt;br /&gt;oh, time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;wait in the fire...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;and she weeps on my arm&lt;br /&gt;walking to the bright lights in sorrow&lt;br /&gt;oh drink a bit of wine we both might go tomorrow&lt;br /&gt;oh my love&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;and the rain is falling and i believe&lt;br /&gt;my time has come&lt;br /&gt;it reminds me of the pain&lt;br /&gt;i might leave&lt;br /&gt;leave behind&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;wait in the fire...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;and i feel them drown my name&lt;br /&gt;so easy to know and forget with this kiss&lt;br /&gt;i'm not afraid to go but it goes so slow &lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jeff Buckley&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8472421056419011244?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8472421056419011244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8472421056419011244' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8472421056419011244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8472421056419011244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/12/grace.html' title='Grace'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' 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Ce n’est pas une suite de sensations indépendantes les unes des autres…&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-style: italic;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;Je pensai que toutes mes amours avaient été ainsi. Une émotion subite devant un visage, un geste, sous un baiser… Des instants épanouis, sans cohérence, c’était tout le souvenir que j’avais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“C’est autre chose, disait Anne. Il y a la tendresse, le manque… Des choses que vous ne pouvez pas comprendre&lt;/span&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bonjour Tristesse&lt;/span&gt;, Françoise Sagan&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8872044027499526315?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8872044027499526315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8872044027499526315' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8872044027499526315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8872044027499526315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/11/bonjour-tristesse.html' title='Bonjour Tristesse'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8315056890221188238</id><published>2008-11-01T11:09:00.002Z</published><updated>2008-11-01T11:19:09.069Z</updated><title type='text'>Trapézio</title><content type='html'>Os olhos dela brilhavam na escuridão da vida e do tempo, ela dançava para afastar o medo porque as velas já tinham sido apagadas há muito tempo. Ela sempre foi perita em acender rastilhos mas nunca soube evitar que as coisas explodissem de repente. A tua mão é teimosa, uma vez mais, em agarrar-me quando mais ninguém o faz. Quando toda a gente me olha mas não me entende. Ninguém sabe quem sou. Pó de estrelas e sonhos espalhados por aí, sorrisos e danças num trapézio sem final. A vida ensinou-me que não se brinca com o fogo, mas por vezes deixo-me embrenhar nas chamas que consigo acender. Amei-te em cada salto na fogueira, em cada riso outonal da minha vida, em cada gargalhada a cheirar a verão da minha memória. O amor é essa memória de bocados de passado e presentes de futuro, é esse laço que nos une irremediavelmente ao outro, como se não houvesse alma própria. A minha alma está dentro da tua, ou a tua dentro da minha, por assim dizer. O amo-te é muito pouco para te dizer, meu amor, a forma como a tua mão no meu rosto ou a tua mão a escorregar silenciosamente pelo meu corpo, me faz sentir. a aragem morna da tua boca colada na minha, o teu corpo a queimar junto do meu e os risos perdidos na noite em que mais ninguém nos pode ouvir. Quando me amas explode a galáxia, explode o mundo e eu sou mais que muito. Sou vida na própria vida. Amar-te é cometer erros mas dar o melhor de mim. Amar-te é ser uma onda a rebentar incessantemente na areia do teu abraço meu amor enquanto o teu corpo baloiça no meu pela noite fora. O teu barco a navegar no meu mar e o cheiro a maresia e a mar de amar. Meu amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8315056890221188238?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8315056890221188238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8315056890221188238' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8315056890221188238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8315056890221188238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/11/trapzio.html' title='Trapézio'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5980813472184575543</id><published>2008-10-16T14:10:00.004+01:00</published><updated>2008-10-16T17:55:30.247+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Passo em repeat os meus momentos preferidos, como crochet vou juntando-os uns anos outros, subtraindo os dias em que não te tenho, vou tricotando e apertando os passeios, as pipocas, as músicas e as gargalhadas em linhas fortes e gestos lentos para que a nossa manta nunca se descosa. Naquela manta só existo contigo, naquela manta sempre fui tua e tu sempre foste meu, não há mais nada, não há mais ninguém, nunca houve mais ninguém, há a manta e não tenho frio. Vem, enrola-te debaixo da manta comigo, fica aqui, pega as pipocas e vamos brincar ao passado presente futuro até esquecer o tempo, o tempo somos nós. Vem, esconde-te debaixo da manta comigo, até nos perdermos do mundo, de tudo, até só ser eu e tu, nós, de beijos e pés enrolados debaixo da manta. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5980813472184575543?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5980813472184575543/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5980813472184575543' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5980813472184575543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5980813472184575543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/10/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none.html' title=''/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4419170446905309128</id><published>2008-10-01T10:21:00.004+01:00</published><updated>2008-10-01T12:14:52.211+01:00</updated><title type='text'>Versailles</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Mas não consigo adormecer, não chega fechar os olhos, faltas tu. Tu na minha almofada, a despentear-me o cabelo, tu de olhos intensos, entrando-me pela alma, descobrindo segredos e acalmando os medos. Olha para os meus olhos. Não para os olhos, para dentro dos olhos. Estás dentro dos meus olhos. És os meus olhos. Menino dos meus olhos. Como em tão pouco tempo soubeste ser os meus olhos. Fazes-me ver arco-íris na tempestade e sorrir entre lágrimas. E sempre que o medo bate à porta, sei que estás do meu lado fazendo força para que ele não entre. De ombro forte contra a porta. Ombro a ombro com os meus medos, és tu o meu herói. E eu a teu lado, no nosso quarto infinito de jardins de perder a vista. É Versailles, Versailles só nossa. É tudo, tudo por viver e descobrir.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Fechas o nosso mundo à chave e atira-la fora. Ficamos nós, longe de tudo, longe dos outros, de todos. Eu e tu é um verbo que gosto de conjugar em nós. Gosto de ficar fechada em ti, gosto de sentir que escrevemos poesia em silêncio, no olhar do outro. O teu mundo é a música, o meu, as palavras. Juntos somos um mundo de versos e linhas e tanto tanto por escrever. Não me deixes a meio do texto.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4419170446905309128?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4419170446905309128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4419170446905309128' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4419170446905309128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4419170446905309128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/10/versailles.html' title='Versailles'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-1418460886009835240</id><published>2008-09-30T16:41:00.005+01:00</published><updated>2008-09-30T19:48:48.305+01:00</updated><title type='text'>Mundo manteiga</title><content type='html'>Estou cega. Estou cega ou estou num quarto escuro. Estou num quarto escuro sem paredes nem janelas nem porta nem cama onde me esconder por baixo como quando tinha cinco anos e me descobriam mais uma diabrura. Estou a sonhar, sim. É um pesadelo, pois. E é então que o mundo me foge, o chão fica escorregadio, o mundo é um tapete que me estão a puxar por baixo dos pés. A minha respiração sugada para dentro. Sobressalto, é assim que se chama. Quero fugir, quero fugir pelo pouco mundo que ainda me resta, quero encontrar um cantinho perdido que chegue para o meu corpo onde me possa abandonar. Um último bocadinho de mundo, um último cantinho onde possa ser. Quanto mais corro, mais me sinto a cair a escorregar neste resto de mundo-tapete-rolante-manteiga que se desfaz mais rápido que o desespero das minhas pequenas pernas. As minhas mãos, loucas, teimosas, resistem – não quero cair! –, agarram tudo em volta, mas tudo se desfaz, puxo tudo para o fim comigo, tudo se estilhaça a meus pés. Minhas certezas, porcelana estilhaçada. Estendo as mãos para as prateleiras, sorrisos, palmadinhas nas costas, elogios, o meu nome pelos escaparates. Amigos antigos que nunca me falharam. Tudo cai a meus pés, tudo perdeu a força que parecia imortal, tudo se cansou de esperar por mim, de esperar por mais. E sou puxada do vazio, vem a vertigem do chão, seduz-me desistir, seduz-me o fim. Olho para baixo, o mundo é um tapete colorido abstracto que braços sem corpo puxam, o tapete rasga-se em gargalhadas e cospe fotografias minhas que dançam e se riem à minha volta, fico de pés descalços, nus, frios no chão impiedoso. Os joelhos fracos de tudo acabam por ceder ao chão, abandono-me ao fim, o meu corpo relaxa, suspira, chega, pronto. Rendo-me ao mundo que entretanto me deu tréguas, parou. Silêncio. Agora levanta-te, vá. Ok, eu sei. Não queres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-1418460886009835240?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/1418460886009835240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=1418460886009835240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1418460886009835240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1418460886009835240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/09/pesadelos.html' title='Mundo manteiga'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8299570823799752027</id><published>2008-08-19T11:24:00.004+01:00</published><updated>2008-08-19T11:29:50.903+01:00</updated><title type='text'>Dias e dias</title><content type='html'>Os dias passaram sempre um atrás do outro. De que outra forma poderia ser? O tom grisalho dos anos vai colorir todo o vale encantado de poesias da nossa vida. O tempo deixa apenas sobras e estilhaços do que somos ou quisemos ser. O tempo traz-nos a sabedoria de que o próprio tempo  escasseia. E a amena certeza de que basta um poema e uma folha a cair da árvore,em surdina, para nos acordar para a mais inesperada felicidade. O calendário não perdoa, mesmo que arranquemos as páginas e fique na gaveta. Ninguém espera por nós, porque é que a vida tem de esperar? Nunca seremos tão novos como agora, como ontem, como há dois dias. O tempo certo para agir será sempre agora. O tempo certo para viver sempre será agora. Porque nunca se sabe quando o agora dará lugar a um tarde de mais. Tarde de mais para ser novo. Tarde de mais para esquecer as responsabilidades que nos vestiram desde cedo. Os dias passam uns atrás dos outros, em fila indiana. E nós que fizemos enquanto os dias passavam? Estaríamos numa fila indiana à espera do momento certo para viver?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8299570823799752027?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8299570823799752027/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8299570823799752027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8299570823799752027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8299570823799752027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/08/dias-e-dias.html' title='Dias e dias'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-392289165001908141</id><published>2008-06-19T00:47:00.003+01:00</published><updated>2008-06-19T00:55:20.442+01:00</updated><title type='text'>vazio</title><content type='html'>Em mim há só um vazio. Um longo, imenso, terrível vazio... e lágrimas. Algumas choradas e outras por chorar. Há em mim uma desilusão tão quente que arde em mim, vulcão a irromper na lava das minhas pequenas lágrimas. Há em mim uma criança abafada que soluça na noite. Que se cala, mas quem cala consente. E quem ama? Um amor que muda tudo o que existe, que nos enche a alma e que nos magoa. A mágoa é uma palavra muito triste. Quase tão triste como eu. Quase tão assustada como eu, no canto da sala para que ninguém me encontre e veja que estou de novo a chorar. Até que as lágrimas correm e correm e o rio seca. Depois fica só um silêncio doloroso de querer chorar e não poder e a raiva contida cá dentro e as mil e uma palavras que se queria dizer numa noite mas não se consegue. As explicações  que se queria ouvir e as que se queria dar. E querer que a mágoa e a dor passassem leve no vento que vai e vem e volta e vira e voa. Mas a mágoa mantêm-se martelando, moendo a mente.Só um vazio e um era uma vez sem felizes para sempre. Afinal, hoje eu sinto-me por demais infeliz para essas histórias. "Oh mas onde está a princesa". A princesa esta noite morreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-392289165001908141?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/392289165001908141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=392289165001908141' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/392289165001908141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/392289165001908141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/06/vazio.html' title='vazio'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5572010987689703929</id><published>2008-06-16T00:17:00.002+01:00</published><updated>2008-06-16T00:26:28.651+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Escrevo-te com a fé infantil da criança que já fui e que, muitas vezes, continuo a ser. Amo-te sem tamanho possível de conceber. A minha mão nunca largará a tua nos caminhos difíceis da vida. Da nossa vida. E quando chorares eu chorarei contigo, e quando sofreres e rires eu farei o mesmo. Porque tu és parte de mim, metade da minha carne. E vou observando os teus gestos, a tentar-te conhecer mas falta muito até ter a tua alma por inteiro. Talvez nem o queira, porque conhecer-te dá vontade de ver mais sem nunca tirar todo o véu. Magoas-me mas eu entendo. É uma dor que te persegue, tu lutas contra ela e eu tento. Eu não sei tentar melhor. Talvez possa entender mais e ser mais. Mas os anjos ainda não me deram um par de asas novas. Já parti tantas vezes as asas. Mas eu queria muito voar de novo até ti e dizer-te ao ouvido que estou aqui. Escrevo-te para te pedir que não me ignores, que não mostres a indiferença que magoa mais que tudo o resto. Afinal, eu amo-te com o comprimento de todas as luas e estrelas que percorrem o céu. Desculpa pela minha falta de asas. Mas eu tento voar no teu sorriso e no meu. Não o apague.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5572010987689703929?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5572010987689703929/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5572010987689703929' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5572010987689703929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5572010987689703929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/06/escrevo-te-com-f-infantil-da-criana-que.html' title=''/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4052192312073448567</id><published>2008-06-15T19:15:00.000+01:00</published><updated>2008-06-15T19:16:04.334+01:00</updated><title type='text'>Escrever</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nesta obstinada profissão de fé, só muito tarde aprendi que escrever é cumprir uma promessa feita não se sabe a quem - nem porquê. E de que a fronteira entre dois mundos, o visível e o invisível, nasce do que imaginamos ser o que o não é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mercador de simulações, inventei ruas, bairros e uma cidade, através dos quais, e das pessoas que lá coloco, procuro a música dos estribilhos que nos indique algum sinal de esperança. Tédios e perdas, desalentos e desventuras, módicas alegrias e suaves aspirações, eis sobre o que escrevo. Pequenas sagas de nada que nos enredam nas mãos do frágil e caprichoso tempo&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Baptista-Bastos &lt;/span&gt;in "A cara da gente"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4052192312073448567?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4052192312073448567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4052192312073448567' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4052192312073448567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4052192312073448567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/06/escrever.html' title='Escrever'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5617811114825727255</id><published>2008-06-11T22:09:00.003+01:00</published><updated>2008-06-11T22:22:35.861+01:00</updated><title type='text'>faróis e pó de estrelas</title><content type='html'>Eu já não tenho medo do escuro. E tu que pensavas que eras a única luz. Pois é. Os faróis apagaram-se. Naufragou-se numa esperança  doce e leve. Peço desculpa pelas vezes que apaguei as estrelas, em vez de acender as candeias. Eu já não tenho medo do escuro. Por vezes tenho medo dos meus pensamentos, de me perder no fundo negro de alguns deles. Desculpa se por vezes os meus pensamentos te castigaram ou te magoaram e divagaram para fora de mim. Eles amam-te, os meus pensamentos. Eu sinto-me uma estranha em mim, uma tempestade de areia lançada num qualquer deserto. Pergunto-me sobre o oásis, és tu, serás tu? Seremos nós? A vida muda tanto. Eu cansei-me de lançar redes. Destruí todas quando ficaste preso no meu barco e depois foste tu que me libertaste. Só que eu gelo de medo e as lágrimas caiem frias pelo meu rosto. Eu não sou perfeita como escrevi que queria ser. Sou um reflexo de uma perfeição inacabada, uma amálgama de barro mal acabado, de erros feitos e por fazer. Perdoa-me mas a minha alma navega em ti ainda. Secalhar ainda tenho medo de algum escuro. Das planícies dos meus temores e dos teus olhos muito abertos sem me ver. Do teu coração perto do meu a bater devagar em vez de galopar na minha direcção. Eu grito mais alto que as nuvens e as tempestades para que ouças e outras vezes sussurro-te com os dedos na tua testa sem palavras. Eu sou o gesto. Que te embala quando tiveres medo. Mas eu confesso, estou tão assustada de mim mesma, do que penso e do que sou. De nós e do mundo. De que se apaguem as estrelas e eu não tenha tempo de te mostrar a constelação que desenhei no céu para nós dois. Uma cúpula de sorrisos e de sentimentos espelhada na imensa galáxia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5617811114825727255?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5617811114825727255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5617811114825727255' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5617811114825727255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5617811114825727255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/06/faris-e-p-de-estrelas.html' title='faróis e pó de estrelas'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8686451422332407075</id><published>2008-05-13T10:43:00.002+01:00</published><updated>2008-05-13T10:50:16.870+01:00</updated><title type='text'>poemando</title><content type='html'>Escrito está o que escrevi na carta,&lt;br /&gt;A carta levou-a o vento,&lt;br /&gt;O vento foi em derrocada até ao mar,&lt;br /&gt;Arrancou a carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo o que havia no mundo,&lt;br /&gt;Era aquela carta&lt;br /&gt;de sal e areias,&lt;br /&gt;Que dizia tudo&lt;br /&gt;o que te queria dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gaivotas tocaram de leve,&lt;br /&gt;com as suas asas viajadas,&lt;br /&gt;naquela carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que te procurava entre ondas,&lt;br /&gt;náufrago buscando as margens do teu beijo,&lt;br /&gt;na adrenalina de um mergulho,&lt;br /&gt;sem retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carta que não era de papel,&lt;br /&gt;foi dar à costa nas dunas,&lt;br /&gt;de algum sentido por achar,&lt;br /&gt;Sentiu as mãos quentes e calejadas do pescador,&lt;br /&gt;transportarem-na.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia achaste a carta,&lt;br /&gt;voando noutro vento,&lt;br /&gt;ali na tua janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leste-a depois da derrocada,&lt;br /&gt;das gaivotas,&lt;br /&gt;das ondas,&lt;br /&gt;e do pescador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era já outra aquela carta,&lt;br /&gt;amarelada de sal,&lt;br /&gt;quente do pescador,&lt;br /&gt;com asas de gaivota,&lt;br /&gt;forte da derrocada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8686451422332407075?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8686451422332407075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8686451422332407075' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8686451422332407075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8686451422332407075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/05/poemando.html' title='poemando'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-6603868443880414768</id><published>2008-04-13T19:31:00.003+01:00</published><updated>2008-04-13T19:59:45.717+01:00</updated><title type='text'>Deus das pequenas coisas</title><content type='html'>As palavras faziam ricochete na água. Eu encostava o ouvido ao rio para escutar a sua música. As palavras a tocarem mansamente o tempo e a solidão. As palavras fundidas numa música que me afastava da rotina sem sabor de tantos dias. Que afinava o desafinado e monocórdico desenrolar das semanas em que nos afastamos da beleza do Deus das pequenas coisas e nos fechamos em copas. Na catadupa dos dias que nos afastam de nós mesmos. De quem fomos, de que alma temos. De que a janela pode ser aberta. Lá fora há outro tempo fora do tempo, outros mistérios fora dos nossos pequenos detalhes a que chamamos problemas. Outras árvores sempre mais imponentes que o nosso pequeno arbusto de jardim. Outras formas de dar sentido ao facto de amarmos ou, por outra, de nos fazerem entender o que é amar. De traçarmos os nossos verdadeiros gestos, como uma autobiografia. Porque não são os outros que nos devem escrever. Biografias em nada semelhantes umas com as outras sobre o que somos. Porque somos tudo isso. E a música continua a afagar o piano da alma. A gravidade não existe. Flutuei ao som da beleza da música sem que o chão me impedisse. E nada de grave havia nisso. Sem ser as notas graves que saíam da viola. E a música que tocava era para todos nós que nascemos com uma alma que nunca vimos. Que nunca cheirámos. Devia ralhar com a minha alma tantas vezes por estar sempre a querer sair do corpo. Bastará de facto de perguntar quem somos e apreciar este sol. Sim, está a chover mas há sol na beleza desta chuva que gentilmente toca as vidraças. E a música da chuva mistura-se com tantas recordações e não posso adormecer agora. Não posso. O mundo espera por mim. Apesar do tempo que perdi. Apesar dos erros que cometi. Apesar de eu ser eu. E continuar sem saber quem sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-6603868443880414768?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/6603868443880414768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=6603868443880414768' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6603868443880414768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6603868443880414768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/04/deus-das-pequenas-coisas.html' title='Deus das pequenas coisas'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5355978761874574023</id><published>2008-04-07T23:44:00.003+01:00</published><updated>2008-04-08T12:07:56.926+01:00</updated><title type='text'>O violino, o maestro e o piano</title><content type='html'>Eu sou o violino e tu o maestro. Naquele dia esqueceste-te de como ler a partitura mesmo que soubesses de cor e salteado o dó-fá-sol-mim. Se o professor te visse ia fazer como antigamente, dar-te reguadas nas mãos e repreender-te porque afinal rapazinho, não estás a tocar a melodia como deve ser. "Vá lá rapazinho um, dois,  genica". O professor ao longe a bater o pé e a repetir as mesmas palavras. Dó-Ré-Mi. Voltamos ao presente. Deixamos o professor como uma daquelas imagens a preto e branco e a realidade volta a cores. Continuas estático em frente ao violino que chora baixinho nas tuas mãos, mas não não estás a tocar a melodia certa. O violino sabe. Ao longe o piano ilumina-se e tenta seduzir o violino para outras danças. A deixar de seguir sempre o maestro e a ser um violino simplesmente. "Não me toques mais nas cordas", poderia o violino dizer se conseguisse falar. Mas habituou-se às mãos do maestro e à leveza da sua forma de tocar as suas cordas. 1,2,1,2. Então o maestro pára de repente. Apoplexia instantânea de sentidos. A música recomeça e ilumina-se o mundo, como uma melodia inacabada e acabada de começar. No palco não há mais ninguém e o maestro lembra-se como lia a partitura. Com o coração, pum-pum-pum, seguir o ritmo da partitura e ler o coração. Bem, talvez seja ao contrário. O maestro conta ao violino do seu amor, da sua paixão e à cabeça voltam todas as imagens esquecidas. Em troca o violino vibra nas cordas com força e enche tudo de música. Cada recanto poeirento do coração do maestro.Um calor invade o palco, uma subtil fragrância a vida invade todas as coisas. Estás a ver maestro? Não é preciso muito para se fazer uma orquestra. Bastamos nós dois. E dispensamos a intromissão de pianos na nossa música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5355978761874574023?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5355978761874574023/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5355978761874574023' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5355978761874574023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5355978761874574023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/04/o-violino-o-maestro-e-o-piano.html' title='O violino, o maestro e o piano'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8342115427879079003</id><published>2008-04-04T11:54:00.002+01:00</published><updated>2008-04-04T11:56:28.753+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>«Escreves o primeiro rascunho com o coração. Tornas a escrever com a cabeça. A primeira regra da escrita é escrever. Não é pensar»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Descobrir Forrester&lt;/span&gt;, Gus Van Sant&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8342115427879079003?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8342115427879079003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8342115427879079003' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8342115427879079003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8342115427879079003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/04/escreves-o-primeiro-rascunho-com-o.html' title=''/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-1462607734005621653</id><published>2008-03-17T21:11:00.000Z</published><updated>2008-03-17T23:02:46.745Z</updated><title type='text'>Jornalismo</title><content type='html'>Cada notícia é uma janela pela qual espreito o mundo e organizo a paisagem. Faço as pessoas mexer brincando com as palavras, esta aqui, a outra mais à frente, e este parágrafo pode ir mais para baixo, vou puxar esta frase para cima, vai ser a protagonista da história. É como fazer banda-desenhada, cada balão deve estar na personagem certa e a história qual fotografia, fiel ao cenário. Cada frase é única, especial e irrepetível. Cada frase é um bocadinho de vida. Cada nome é uma peça no monopólio do mundo cujo caminho desenhamos e explicamos em palavras, um filme de todos os dias com personagens reais. Cada frase teve horas a passar e um telefone ansioso por outra voz, e fintas como num jogo de futebol para descobrir aquilo que mais ninguém sabia. O jornalismo é um jogo que aprendo cada vez com mais emoção, dia após dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-1462607734005621653?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/1462607734005621653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=1462607734005621653' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1462607734005621653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1462607734005621653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/03/jornalismo.html' title='Jornalismo'/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8192810508356579644</id><published>2008-03-12T17:28:00.002Z</published><updated>2008-03-12T17:30:38.380Z</updated><title type='text'>=)</title><content type='html'>obrigado pelo sorriso. Que entrou em mim como uma luz esquecida, refugiada no aroma das tuas rosas, o rubor da cor das rosas percorreu-me as faces em passo acelerado. Corrida de fórmula 1 no coração. O sol dentro de mim, a rebentar em sangue de raios. A alegria a desfazer-se em sorrisos naquele segundo. Tentar apagar a desilusão com uma borracha e viver. Amo-te.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8192810508356579644?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8192810508356579644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8192810508356579644' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8192810508356579644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8192810508356579644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/03/blog-post.html' title='=)'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-1564649211673688294</id><published>2008-03-08T20:45:00.002Z</published><updated>2008-03-08T20:51:12.394Z</updated><title type='text'>okay</title><content type='html'>Sentou-se no ramo mais afastado da enorme árvore. Precisava pensar. Sorria em parte, mas numa parte que tentava esquecer algo remexia. Reflectiu enquanto as folhas caíam e os pensamentos iam passando e aventurando-se por aí. Ao princípio era uma dor quase imperceptível no fundo de si. Uma pequena ferida que mal se dava conta. Mas quando anoitecia e parava para pensar ou como agora, pendurada no ramo daquela árvore, se punha a disparatar doía tanto. Era uma desilusão tão funda que parecia que se escorregava para uma gruta. A dor aí era maior, quando estava escuro e não se podia pensar noutra coisa. As noites acabavam todas assim. E na manhã seguinte, outra manhãe novas esperanças. Porque assim tinha que ser. Até a dor se cansa de doer quando vencida pelo sono. Não havia nada que pudesse dizer. Apenas as palavras nas quais espelheava um entendimento que mais ninguém ia entender. Como aquela dor que mais ninguém saberia que sente, como aquela dúvida que a persegue. Dúvidas, ela tem dúvidas. Do que sente, do que quer. Só aquela dor persiste nas suas gargalhadas e sorrisos. Mesmo quando se sente alegre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-1564649211673688294?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/1564649211673688294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=1564649211673688294' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1564649211673688294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/1564649211673688294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/03/okay.html' title='okay'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-3290379418188191405</id><published>2008-03-03T17:49:00.002Z</published><updated>2008-03-03T17:57:47.029Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Inverno acabou. os glaciares derretaram vagamente, em silêncio. Os cristais desfizeram-se com o estalido de partir pratos. a camada estalou e todos voltaram a ser quem realmente eram. Deixaram sair de si o sol, por cada poro e foram verdadeiros. O mar aqueceu e todos mergulharam nas despreocupações de um Verão quente e sonhador. Os casacos de incertezas eram rasgados com força num turbilhão de lágrimas de quem já não tem medo de chorar. Afinal, cada um de nós nasce de um raio de sol numa noite de Verão. Porque é sempre Verão, na lareira de dois corpos que se unem e forma estrelas e pó de estrelas. E tudo o mais era apenas isso. Tudo o mais. Assim se passou naqueles dias em que as vozes se juntaram e berraram contra tudo. Em que o tempo se esqueceu de marchar e correr e andar e tudo o que fizesse mover. Dizem que o tempo engordou nesses dias enquanto que o medo, esse teve de fugir como o diabo da cruz. Porque agora só a loucura reinava na terra. A loucura e de gritar de dentro para fora. De amar como uma diabólica experiência. Era Verão e caminhava-se descaço sem magoar os pés. O inverno decidiu então voltar. E toda a gente se esqueceu da essência. Vestiram-na como roupa interior mas abafaram-se de casacos. Nada mais foi igual. O rio secou. E as lágrimas também. Tudo era agora uma feliz aparência. E mais ninguém amava de verdade. E toda a gente tinha voltado a errar mais do que o normal. Tantos erros. Somos uma massa de erros, argamassa de tempo e fuligem. O tempo emagreceu, andou muito rápido, tão rápido que já não deixava ver o céu e a luz. Que nos fechou num calabouço escuro. Era inverno figurado. Amor fingido ou amor AMADO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-3290379418188191405?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/3290379418188191405/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=3290379418188191405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3290379418188191405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3290379418188191405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/03/o-inverno-acabou.html' title=''/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-7351484423819942012</id><published>2008-03-02T21:48:00.002Z</published><updated>2008-03-02T21:55:10.428Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pela primeira vez esvaziou a mente de tudo, e flutuou sem se importar com mais nada. O café arrefeceu em cima da mesa e o sono teimou em ser intermitente como uma lâmpada. Mas ocupou os espaços da mente para não chorar. Picou-se na roca, mas não chorou.......pelo menos não muito. Dançou no quarto sem espelho mas viu-se reflectida. A cara distorcida pela mágoa e quebrou a imagem com um sorriso. Tudo se virou e a música animou-se. Ouvia-se sons de moedinhas quando mexia a cintura. Estás longe da vista e agora também do coração. Deixei-te escapar só hoje, de propósito, mas não vale a pena enganar-me. Tu preenches todos os cantos, mesmo os mais escondidos. Depois o telefone tocou mas as palavras pareciam distantes como se eu estivesse no outro lado do mundo. E nada mais existe agora. Só um conto de fadas longíquo no tempo, era uma vez de uma história da infância. Eu estou bem sozinha por agora. Não tenho medo do escuro porque acendi velas e mais velas e vou velar sozinha o meu sono. Amor por entre as velas. Devia ter-te peguntado como estás. Remói a dúvida do que a tua cabeça te dirá sobre mim. e o teu coração. Eu faço o que posso mas não, não te consigo esquecer. E mesmo quando digo que te esqueço, dizer que te esqueço faz-me lembrar de ti. Mas hoje eu vou lembrar-me de ti sem raiva e sem lágrimas. Porque eu cresci. Saí da cama e caminhei segura pela areia. Só a tua imagem não quis deixar de caminhar comigo. Só que eu , eu arranquei-te de mim. Só hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-7351484423819942012?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/7351484423819942012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=7351484423819942012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7351484423819942012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/7351484423819942012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/03/pela-primeira-vez-esvaziou-mente-de.html' title=''/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-3674206695905132717</id><published>2008-03-01T17:00:00.004Z</published><updated>2008-03-01T17:13:47.308Z</updated><title type='text'>Meu querido</title><content type='html'>O lago era um coelho veloz que corria para o mar. Só ele sabia para onde ia porque eu, eu estava perdida. No ramo de uma árvore com alguma falta de equilíbrio. Afinal, meu querido, eu sempre gostei de dançar na corda bamba. Apetecia-me voltar aos velhos tempos. Tal como o cineasta que quer voltar aos filmes a preto a branco. Ao tempo em que corrias atrás de mim por entre os labirintos das minhas loucuras e caminhavas seguro no ziguezague das minhas perguntas. Não penses mal de mim, meu querido, afinal eu sou a mesma. Apenas fomos um, mas agora parece que apenas somos dois. Não me leves a mal nem quero que a desilusão te arraste como ventania. São apenas palavras como tantas outras, as demoníacas palavras que me ferem por dentro muitas vezes. Reguei as plantas, meu amor, estendi a minha alma na janela para arejar mas não sei se já está completamente pronta para voltar a usar. Talvez fique assim sem alma para não sentir falta de nada, nem me criticares ou pensares mal de mim. Porque sem alma eu não vou sentir mais, vou pensar com a cabeça e não com o coração, não vou ser mais louca. Prometo, meu querido, que o cansaço já passou e voltou o mundo das fantasias na minha cabeça. Até a escrita voltou, uma e outra vez. Volta tu também, mas traz contigo um cestinho com as coisas que te esqueceste. Com a parte de ti que me falta. Deve estar tudo no frigorífico. Espero que o nosso prazo de validade não tenha passado. Eu já limpei o pó de mim. Estou pronta para te receber no meu abraço, para te aquecer até o apito da chaleira dizer que já ferveu. Depois podemos ser chá. E dançar o chá-chá-chá. Posso te dizer que a camisola te fica bem ou que os teus beijos sabem a mar. E tu saberás porque sabem a mar. E se te me irritar irás sorrir e fazer como antes, tirar-me a irritação como remédios que se dão para a constipação. E irei ter tanta paciência como a senhora do tear que enrola fio por fio. Irei ouvir a tua história palavra por palavra até à última sílaba. Irei beber dos teus lábios e, por fim, apanhar a minha alma antes que comece a chover e não seque mais. Nunca, nunca mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-3674206695905132717?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/3674206695905132717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=3674206695905132717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3674206695905132717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3674206695905132717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/03/meu-querido.html' title='Meu querido'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-8921950482024948246</id><published>2008-02-28T23:16:00.004Z</published><updated>2008-02-28T23:28:42.366Z</updated><title type='text'>palavras leva-as o vento..porque não as leva o mar?</title><content type='html'>O reflexo do sol brilhava no mar, na areia e nos passos. Mas a mim perseguia-me uma nuvem enorme, cinzenta, chuvosa. O mar imponente balanceava sem pestanejar. Era bom ser mar, não reflectir ou entender. Ser só o mar e fazer música e ser apenas onda. A praia era tão linda, tão linda que a sua beleza sufocava a poesia. Porque nenhuma poesia poderia descrever como aquele mar era bonito... e como tantas vezes na correria dos dias não parei para olhar por instantes para aquele mar que parecia engolir tudo, que rodeava todas as casas da cidade. Mas hoje e por ínfimos instantes eu vi o mar e senti-me tão pequena. Tão pequena e sozinha. Apaixonada por esta ilha e apaixonada por ti. Só que tu não estavas. E apeteceu-me esquecer-te, porque me dói às vezes no estômago. Porque me dói estar dividida entre dois mundos. Ser dos dois e afinal não ser de nenhum. Querer partir e querer ficar. Sempre com a cabeça na lua, no mar ou no horizonte. Sempre com tantos projectos que acabo por me perder em tantas chegadas e partidas. Tu nem me viste, eu passei por ti mas nem viraste a cabeça. Não ergueste a tua mão para me tocar devagarinho como antes. Paraste e desististe da corrida e eu que estava quase a chegar à meta. Estou à tua espera do outro lado, daquele onde me conheci e encontrei, daquele em que me compreendes e sabes escutar. Onde estás tu?Atrás de que parede te escondeste? Será que mudei?Ou será apenas este cansaço, esta roda viva, que me impede de ver a beleza que sempre vi em ti e no mundo. E até em mim. Por isso hoje parei e olhei o mar e fiquei com vontade de voltar lá. Porque eu agora vivo na terra do mar. Onde o mar comanda e faz sonhar. E apetece ficar aqui para sempre. Mas uma parte chama no fundo de mim e diz-me que também devo partir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-8921950482024948246?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/8921950482024948246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=8921950482024948246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8921950482024948246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/8921950482024948246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/02/palavras-leva-as-o-ventoporque-no-as.html' title='palavras leva-as o vento..porque não as leva o mar?'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-4922057498544333289</id><published>2008-02-26T21:57:00.003Z</published><updated>2008-02-26T22:08:05.141Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>You're a part time lover and a full time friend&lt;br /&gt;The monkey on you're back is the latest trend&lt;br /&gt;I don't see what anyone can see, in anyone else&lt;br /&gt;But you&lt;br /&gt;I kiss you on the brain in the shadow of a train&lt;br /&gt;I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side&lt;br /&gt;I don't see what anyone can see, in anyone else&lt;br /&gt;But you&lt;br /&gt;Here is the church and here is the steeple&lt;br /&gt;We sure are cute for two ugly people&lt;br /&gt;I don't see what anyone can see, in anyone else&lt;br /&gt;But you&lt;br /&gt;The pebbles forgive me, the trees forgive me&lt;br /&gt;So why can't, you forgive me?&lt;br /&gt;I don't see what anyone can see, in anyone else&lt;br /&gt;But you&lt;br /&gt;I will find my nitch in your car&lt;br /&gt;With my mp3 DVD rumple-packed guitar&lt;br /&gt;I don't see what anyone can see, in anyone else&lt;br /&gt;But you&lt;br /&gt;Up up down down left right left right B A start&lt;br /&gt;Just because we use cheats doesn't mean we're not smart&lt;br /&gt;I don't see what anyone can see, in anyone else&lt;br /&gt;But you&lt;br /&gt;You are always trying to keep it real&lt;br /&gt;I'm in love with how you feel&lt;br /&gt;I don't see what anyone can see, in anyone else&lt;br /&gt;But you&lt;br /&gt;We both have shiny happy fits of rage&lt;br /&gt;You want more fans, I want more stage&lt;br /&gt;I don't see what anyone can see, in anyone else&lt;br /&gt;But you&lt;br /&gt;Don Quixote was a steel driving man&lt;br /&gt;My name is Adam I'm your biggest fan&lt;br /&gt;I don't see what anyone can see, in anyone else&lt;br /&gt;But you&lt;br /&gt;Squinched up your face and did a dance&lt;br /&gt;You shook a little turd out of the bottom of your pants&lt;br /&gt;I don't see what anyone can see, in anyone else&lt;br /&gt;But you&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-4922057498544333289?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/4922057498544333289/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=4922057498544333289' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4922057498544333289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/4922057498544333289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/02/youre-part-time-lover-and-full-time.html' title=''/><author><name>Tracey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10978829369377026931</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_BpTrPMyZ9U8/ScKoDLPDSOI/AAAAAAAACSo/KnZ_Sdj8BFk/S220/hinata10.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-2588645822862364157</id><published>2008-02-18T12:41:00.005Z</published><updated>2008-02-18T12:58:30.723Z</updated><title type='text'>Winter of 2008 (like the summer of 69... I knew that nothing could last forever)</title><content type='html'>Tudo parecia agora mais difícil. O cheiro nas almofadas, os bilhetes escondidos debaixo dos objectos e o prazer da descoberta. Mas permanecia um longo e enorme vazio, como se estivesse perdida no meu quarto-labirinto. Como se o conhecido voltasse a ser desconhecido. De repente estava de novo sozinha, a minha sombra sem outra sombra, as minhas palavras sem outra voz a dar-lhes resposta. E as fotografias e as memórias a pairarem sobre todas as coisas. Parece que arrancaram uma parte de mim. As despedidas deviam ser proibidas, mas já sabíamos. Era uma despedida antecipada quando nos encontrámos. Mas atirei-me de cabeça a estes dias, enchemos o quarto de risos e suspiros. Perfumámos as horas de beijos e devorámos o mundo. Atravessámos a ilha e de repente eu não estava cá. Havia um pouco de casa, um quê de familiar. E um palpitar na barriga e cócegas no corpo e no coração. Uma lareira na alma que fumegava.Agora volto à estaca zero nesta corrida de saudades. A procurar novos sentidos para os dias e a seguir em linha recta. Preferia as nossas curvas e contracurvas por aí. Mas como ambos sabemos não pode ser. Por muito que seja uma dor tão forte que parece que estilhaça o coração. Por muito que as lágrimas chovam em mim em milhares de aguaceiros. Não vai voltar atrás. O tempo passou que nem uma bala nessa semana. E finalmente a bala atingiu-nos. Perfurou a carne. E do samba dos nossos corpos ficou agora uma música triste. Apenas escrevo para matar as horas e a dor. E sorrio na alegria do que vivemos com a tristeza do que me falta viver. Esta alma sôfrega de aventura e cheia de desejos que viveu estes dias sem pensar. Esta loucura de ser e sentir que palmilhámos por aí. Ficou o eu. Mas preferia a tua mão na minha mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-2588645822862364157?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/2588645822862364157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=2588645822862364157' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2588645822862364157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/2588645822862364157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/02/winter-of-2008-like-summer-of-69-i-knew.html' title='Winter of 2008 (like the summer of 69... I knew that nothing could last forever)'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-6954583360862245167</id><published>2008-02-02T21:44:00.000Z</published><updated>2008-02-02T21:45:13.780Z</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>E todas as vozes ecoavam de novo ao sabor daquela canção. Mordia-se a lingua de vez quando mas ninguém acreditava. Depois o ritmo de todas as coisas acelerava e rodávamos dentro de nós mesmo, baratas desatinadas num burburinho em roda e sem fim. Dizia-se a verdade e o medo ia saindo, e aquela voz e aquela melodia tocavam de fundo sem  parar. Foi a música que me inspirou, que brotou de cantos de mim desconhecidos e me trouxe de volta a ti escrita. Que me abriu os olhos em vendaval e me disse para não esperar mais. Chovia a potes mas eu saí pela porta dentro. Para dentro do mundo. Para dentro de ti. Mergulhei na silhueta da tua janela de lua e sufoquei-me de ti. Só a estranha melodia pintava todo o tempo. Em nós tudo nasceu. Em mim nada morreu. Escrevo sem dó e martelo furiosamente o piano de teclas que me arrasta sem volta para ti. O mundo tão estranho, tão estranho a tocar só para mim. Maestra de mim talvez, mas mexendo-me ao ritmo do mundo. A música da chuva ressoando nas vidraças e o assobio do vento  alongando as pausas. O tilintar dos copos e das facas. O arrastar pesado de móveis. O elevador. Os estalidos da porta. O cansaço. As olheiras. As corridas. O tempo sem tempo. A porta fechada. Mergulhar dentro. A piscina de mim. O mundo. E a estranha melodia. E a escrita regressando lentamente ao cacifo dos sonhos. Dentro de mim. Fora de mim quando escrito. Plim Plim. A água. Patipati. Trauteiam.  O chilrear das aves. O último acorde. Sair da porta para dentro. E todas as vozes ao ritmo daquela canção. Seria de amor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-6954583360862245167?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/6954583360862245167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=6954583360862245167' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6954583360862245167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/6954583360862245167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2008/02/blog-post.html' title='...'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-5778235413448796575</id><published>2007-12-26T21:05:00.000Z</published><updated>2007-12-26T21:39:52.144Z</updated><title type='text'>Escolha</title><content type='html'>Escolhe um caminho, mas nunca o sigas por muito tempo. Afinal, muitas coisas mudam como as estações. Sempre que possível escolhe outro caminho mas não vás por atalhos. O mais fácil é sempre o mais difícil. Não vás arranhar o coração e alma. Escolhe um local e uma música favorita mas não deixes tocar por muito tempo. O banal é demasiado enfadonho. Vai procurando a música certa para o momento certo. Escolhe um amor mas não ames sempre igual. Ama mais, ama diferente. Nem as folhas que caiem da mesma árvore, no mesmo Outono, são iguais. Se reparares, cada uma tem a sua textura e a sua cor. Ama muito, com texturas de madrugada solta nos cabelos, de sonho inacabado, com raiva ou com ternura. Mas ama, afinal a vida não é grande coisa sem paixão. Mas quando falo em paixão refiro-me não só ao amor de amantes. Amor de amigos, Amor de amar, Amor da vida. E digo paixão não com o sentido original de sofrimento. Paixão de ser feliz. Escolhe um sorriso, mas não negues as lágrimas. Afinal, tal como a sombra que nos acompanha, a alegria vem sempre acompanhada de rasgos de tristeza, que nos fazem tomar consciência de como é bom estar feliz. Porque felicidade é um estado, jamais uma certeza. Em tudo o que faças e em todas as escolhas, recorda que na vida (quase) tudo é possível de ser sujeito a uma nova transformação, a uma nova escolha, a um novo retrocesso ou avanço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-5778235413448796575?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/5778235413448796575/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=5778235413448796575' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5778235413448796575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/5778235413448796575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2007/12/escolha.html' title='Escolha'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10801575.post-3710167992406826372</id><published>2007-12-23T23:46:00.000Z</published><updated>2007-12-23T23:54:54.775Z</updated><title type='text'>Mary Poppins</title><content type='html'>Havia portas mas não havia saídas. Mary Poppins a voar no seu  chapéu ansiava agora voar para outras paragens. O medo escondido no bolso do casaco, o tempo a ferver no vento que passa. E as horas que avançam no relógio grande da praçeta. As pessaos que passam, os rostos conhecidos a passarem a desconhecidos na intermitência de um piscar de olhos. Mary Poppins quer voar no seu chapéu mas gostava que os dias fossem maiores para gravar na sua mente os beijos e os sorrisos, o cheiro da terra que é sua, a textura da sua almofada e da sua vida que será outra. Vida heterónima, por assim dizer. Tão outra. Percorre-a um arrepio de ansiedade. Mary Poppins revolta os cabelos na reviravolta da sua vida. Os lugares a mudar, a presença a fazer-se ausência. A cidade a tornar-se saudade. as badaladas do relógio. A meia noite. O novo ano. a nova vida. E Mary Poppins transforma-se em cinderela sem sapatos, o tempo transforma-se em sem tempo, o principe fica. A princesa vai. Os amigos tornam-se pequeninos vistos do pássaro gigante que leva a cinderela. A sombrinha da Mary Poppins. A nave de sonhos espaciais (especiais) a rodarem no sentido inverso dos ponteiros do relógio. Porque tudo roda ao contrário na vida. Os sonhos da aventura apo contrário do tempo da despedida. Eu, Mary Poppins. Cinderela. Bruma de Avalon. Cidade perdida em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10801575-3710167992406826372?l=letrasoltas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://letrasoltas.blogspot.com/feeds/3710167992406826372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10801575&amp;postID=3710167992406826372' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3710167992406826372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10801575/posts/default/3710167992406826372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://letrasoltas.blogspot.com/2007/12/mary-poppins.html' title='Mary Poppins'/><author><name>Marta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
